Ao longo de sua histria, o Brasil tem enfrentado o problema da excluso social que gerou
grande impacto nos sistemas educacionais. Hoje, milhes de brasileiros ainda no se beneficiam
do ingresso e da permanncia na escola, ou seja, no tm acesso a um sistema de educao
que os acolha.
Educao de qualidade  um direito de todos os cidados e dever do Estado; garantir o exerccio
desse direito  um desafio que impe decises inovadoras.
Para enfrentar esse desafio, o Ministrio da Educao criou a Secretaria de Educao Continuada,
Alfabetizao e Diversidade  Secad, cuja tarefa  criar as estruturas necessrias para formular,
implementar, fomentar e avaliar as polticas pblicas voltadas para os grupos tradicionalmente
excludos de seus direitos, como as pessoas com 15 anos ou mais que no completaram o Ensino
Fundamental.
Efetivar o direito  educao dos jovens e dos adultos ultrapassa a ampliao da oferta de vagas
nos sistemas pblicos de ensino.  necessrio que o ensino seja adequado aos que ingressam na
escola ou retornam a ela fora do tempo regular: que ele prime pela qualidade, valorizando e respeitando
as experincias e os conhecimentos dos alunos.
Com esse intuito, a Secad apresenta os Cadernos de EJA: materiais pedaggicos para o 1. e o
2. segmentos do ensino fundamental de jovens e adultos. Trabalho ser o tema da abordagem
dos cadernos, pela importncia que tem no cotidiano dos alunos.
A coleo  composta de 27 cadernos: 13 para o aluno, 13 para o professor e um com a concepo
metodolgica e pedaggica do material. O caderno do aluno  uma coletnea de textos
de diferentes gneros e diversas fontes; o do professor  um catlogo de atividades, com sugestes
para o trabalho com esses textos.
A Secad no espera que este material seja o nico utilizado nas salas de aula. Ao contrrio,
com ele busca ampliar o rol do que pode ser selecionado pelo educador, incentivando a articulao
e a integrao das diversas reas do conhecimento.
Bom trabalho!
Secretaria de Educao Continuada,
Alfabetizao e Diversidade  Secad/MEC
Apresentao
CP_iniciais.qxd 21.01.07 14:33 Page 1
Caro professor
Este caderno foi desenvolvido para voc, pensando no seu trabalho cotidiano de educar jovens
e adultos. Esperamos que ele seja uma ferramenta til para aprimorar esse trabalho. O caderno
que voc tem em mos faz parte da coleo Cadernos de EJA, e  um dos frutos de uma
parceria entre as universidades brasileiras ligadas  Rede Unitrabalho e o Ministrio da Educao.
As atividades deste caderno contemplam assuntos e contedos destinados a todas as sries
do ensino fundamental e seguem a seguinte lgica:
 Cada texto do caderno do aluno serve de base para uma ou mais atividades de diferentes reas
do conhecimento; cada atividade est formulada como um plano de aula, com objetivos, descrio,
resultados esperados, etc.
 As atividades admitem grande flexibilidade: podem ser aplicadas na ordem que voc considerar
mais adequada aos seus alunos. Cabe a voc escolher quais atividades ir usar e de que forma.
Os segmentos para os quais as atividades se destinam esto indicados pelas cores das tarjas
laterais: as atividades do nvel I (1- a 4- sries) possuem a lateral amarela; as do nvel II (5- a 8 -
sries) tm a lateral vermelha. Se a atividade puder ser aplicada em ambos os nveis, a lateral
ser laranja. Essa classificao  apenas indicativa. Cabe a voc avaliar quais atividades so as
mais adequadas para a turma com a qual est trabalhando.
 Graas  proposta de um trabalho multidisciplinar, uma atividade indicada para a rea de
Matemtica, por exemplo, poder ser usada em uma aula de Geografia, e assim por diante.
As atividades de Educao e Trabalho e Economia Solidria tambm podero ser aplicadas aos
mais diversos componentes curriculares.
Ao produzir este material pedaggico a equipe teve a inteno de estimular a liberdade
e a criatividade. Se a partir das sugestes aqui apresentadas, voc decidir escolher outros textos
e elaborar suas prprias atividades aproveitando algumas das idias que estamos partilhando,
estaremos plenamente satisfeitos. Acreditamos profundamente na sua capacidade de discernir
o que  melhor para as pessoas com as quais est dividindo a desafiadora tarefa de se apropriar
da cultura letrada e se formar cidado.
Bom trabalho!
Equipe da Unitrabalho
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Como utilizar a pgina de atividade
Numerao: indica o
texto correspondente
ao caderno do aluno.
rea: indica a rea
do conhecimento.
Nvel: sugere o segmento
do ensino fundamental
para aplicao da atividade.
Materiais e tempo:
materiais indicados para
a realizao da atividade,
especialmente aqueles que no
esto disponveis em sala
de aula (opcional), e o tempo
sugerido para o desenvolvimento
da atividade.
Contexto:
insere o tema
no cotidiano do aluno.
Dicas:
bibliografia de suporte,
sites, msicas, filmes, etc.
que ajudam o professor
a ampliar o tema
(opcional).
Cor lateral:
indica o nvel sugerido.
Descrio:
passos que o professor
deve seguir para discutir
com os alunos os
conceitos e questes
apresentados na
atividade proposta.
Introduo:
pontos principais do
texto transformados
em problematizaes
e questes para o
professor.
Objetivos:
aes que tanto aluno
como professor
realizaro.
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1 De onde vem esse som? Ciencias I 8
Tempo de trabalho e tempo livre Ed. Trabalho I 9
Antes longe era distante Geografia I e II 10
Os tempos e o mundo Histria I 11
A relatividade do tempo Matemtica I e II 12
Sinonmias e neologismos Portugues I e II 13
2 Encontro de culturas Artes II 14
Conquistas, territrios e gentes:
confrontos e encontros Histria I e II 15
Materials Ingles II 16
3 Localizando-nos na globalizo Ed. Trabalho I e II 17
Um outro mundo  possivel! Ed. Trabalho I e II 18
Perversidades e possibilidades no mundo
globalizado Geografia II 19
Conhecendo Milton Santos e sua importncia Geografia I e II 20
O jogo do alfabeto: o uso do dicionrio Portugus I 21
4 Para que servem os sindicatos? Ed. Trabalho II 22
Sindicalizao em baixa, salrios tambm! Geografia I e II 23
Matching Ingles II 24
Graph Ingles II 25
Leitura e escrita de tabelas e de grficos:
um modo de incluso Matemtica II 26
Lendo um grfico de linhas Matemtica II 27
5 Um heri brasileiro Artes II 28
A lngua  viva! Ed. Trabalho I e II 29
Dictionary Ingles II 30
Como falamos? Portugus I e II 31
4  Caderno do professor / Globalizao e Trabalho
Sumrio das atividades
Texto Atividade rea Nvel Pgina
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Caderno do professor / Globalizao e Trabalho  5
Texto Atividade rea Nvel Pgina
7 La fuerza de la lengua espaola Espanhol II 32
La lengua espaola en el mondo Espanhol II 33
8 Que pas  este? Matemtica II 34
Brasil e China: quanta igualdade Matemtica I e II 35
Semelhanas e diferenas entre
chineses e brasileiros Matemtica II 36
Expressividade e sinais de pontuao Portugus I e II 37
9 Meu corao est em... Artes I e II 38
Por quem bate seu corao? Cincias I 39
Faluja de todos ns Portugus I 40
10 Incerteza como ponto de partida para criao Artes I e II 41
Globalizao ianque Ed. Trabalho I e II 42
O que  globalizao e como eu sou
afetado por ela Ed. Trabalho II 43
Ricos e pobres esto na moda da globalizao? Geografia I e II 44
Globalizao diminui distncias e lana o mundo
na era da incerteza socioeconmico-cultural Geografia II 45
Diferentes faces da globalizao:
olhares e incertezas Histria II 46
Criao de texto em grupo Portugus I e II 47
Diminuindo distncias com o prprio texto Portugus II 48
11 Mbile Artes I e II 49
Prioridades em los gastos mundiales Espanhol II 50
Educao  prioridade de um povo Matemtica I 51
14 Onde usamos petrleo? Cincias II 52
A notcia da nacionalizao do gs na Bolvia Histria I e II 53
CP02.qxd 19.01.07 19:26 Page 5
6  Caderno do professor / Segurana e Sade no Trabalho
14 Qual o valor do gs? Matemtica I e II 54
Por que vem de to longe? Matemtica I e II 55
15 Comprehension Ingles II 56
16 Deslocamentos populacionais Geografia I e II 57
Imigrao e pichao  o que h de ilegal nisso? Geografia II 58
Amor pela terra Artes I e II 59
Significado e contexto  Jogo: quem  meu par? Portugus I e II 60
Cidado planetrio Portugus I e II 61
17 A diversidade na forma de organizar a produo Econ. Solidaria I 62
Como entendemos o trabalho na Fsica Cincias II 63
18 Racismo nos EUA e no Brasil Histria II 64
19 A uniao faz a fora Econ. Solidaria II 65
20 Tamanho e composiao da
Economia solidria no Brasil Econ. Solidaria I e II 66
21 Voc produz lixo? Cincias II 67
Consumismo e recursos naturais Cincias II 68
Qualidade de vida e consumo Cincias I e II 69
A ordem  consumir? Econ. Solidaria II 70
Consumismo e matemtica Matemtica I e II 71
22 No ao trabalho escravo! Ed. Trabalho I e II 72
Globalizao de escravos Ed. Trabalho I 73
Escravas de globalizao: a prostituio
de mulheres brasileiras em outros pases Histria I e II 74
Comentando a notcia Portugus I e II 75
Texto Atividade rea Nvel Pgina
CP02.qxd 19.01.07 19:26 Page 6
Caderno do professor / Globalizao e Trabalho  7
23 O que sei do que tenho Artes I e II 76
A charge Artes II 77
Algum viu mos (in)visveis por a? Ed. Trabalho II 78
Elementos da narrativa Portugus I e II 79
24 Um programa de rdio Artes I e II 80
De trabalhadores a chicanos e coiotes Ed. Trabalho I e II 81
La mano de obra de inmigrantes
sin papeles en Brasil Espanhol II 82
Dictation Ingls II 83
Conceitos e definies Portugus I 84
A atividade fsica e a publicidade Ed. Fsica I e II 85
26 Voc j respirou hoje? Ed. Fsica I e II 86
Globalizao aprofunda abismo entre ricos
e pobres ou a nova ordem mundial Ed. Trabalho I e II 87
27 Estatstica enganosa Matemtica I e II 88
28 Invaso silenciosa Ingls II 89
29 Alternativas para a migrao Econ. Solidria II 90
30 Refugiados no planeta Terra:
direitos humanos e cidadania Geografia I e II 91
Refugiados da seca Histria I e II 92
Somos flagelados econmicos? Matemtica I 93
Texto Atividade rea Nvel Pgina
CP02.qxd 19.01.07 19:27 Page 7
8  Caderno do professor / Globalizao e Trabalho
rea: Cincias Nvel I
1. Verifique se algum dos alunos conhece pessoas
que esto expostas a alguma forma de
agresso aos ouvidos.
2. Converse sobre os riscos de expor os ouvidos a
sons muito altos.
3. Explique a necessidade do uso de proteo
para preservar o sistema auditivo.
4. Para demonstrar as conseqncias da perda
da audio, proponha a seguinte dinmica:
a) Vende os olhos de um aluno e coloque-o no
centro da sala ou do ptio da escola.
b) Os demais alunos, colocados em posies diversas,
devem emitir sons de diversas formas:
bater palmas, assoviar, estalar os dedos, cantar,
etc.
c) O aluno cabra-cega dever identificar de
onde vem o som e andar na direo dele.
d)Tape uma das orelhas do cabra-cega e
repita os passos.
Descrio da atividade
Atividade P De onde vem esse som?
1
Te x t o
Objetivo
 Compreender a importncia de preservar o
rgo da audio para poder realizar adequadamente
as tarefas do dia-a-dia.
Introduo
A audio  um dos sentidos que nos permitem
estar em contato com o mundo. A orelha, um dos
componentes do aparelho auditivo, nos permite
escutar os sons. A onda sonora  captada pela
orelha, entra no canal auditivo e faz vibrar o tmpano.
Atrs do tmpano est o ouvido interno,
que envia os sons para o crebro interpretar.
Sons acima de 20 decibis podem causar danos
ao sistema auditivo. Algumas atividades profissionais
demandam o uso de protetores para que
os ouvidos no sejam prejudicados. Quais seriam
eles? Existem doenas do sistema auditivo causadas
pelo ambiente de trabalho?
Contexto no mundo do trabalho: Esta atividade  especialmente
importante para os trabalhadores que convivem
com sons com elevado nmero de decibis: operrios da
construo civil, trabalhadores do campo. Eles devem utlizar
o equipamento de proteo individual recomendado
pelos fabricantes das mquinas e pela legislao.
Dicas do professor: Uma experincia que ajuda a compreender
a importncia da audio  colocar a televiso
na funo mudo ou reduzir o volume ao mnimo e tentar,
por alguns minutos, assistir aos programas e compreender
seu contedo. Se a escola dispuser de TV e DVD
os alunos podero assistir a um trecho de um filme sem o
som, tentar entender as falas; depois rever o mesmo trecho
com som e comparar as sensaes.
Material indicado:
P um leno escuro para
vendar os olhos
Tempo sugerido: 2 horas
Resultados esperados:
a) Perceber que a localizao da origem de um
som requer o uso de ambos os ouvidos.
b) Aprender, a importncia de manter o aparelho
auditivo em boas condies para poder exercer
adequadamente atividades do dia-a-dia.
5. Discuta os resultados obtidos com os alunos,
identificando se  necessrio usar ambos os ouvidos
para poder localizar a origem dos sons.
01CP02 TX01P2 pg 08_13 1/20/07 1:12 AM Page 8
Caderno do professor / Globalizao e Trabalho  9
rea: Educao e trabalho Nvel I
1. Aps a leitura e discusso da msica, pea que
os estudantes identifiquem como os avanos
tecnolgicos mudaram a nossa percepo do
tempo e do espao.
2. Solicite que elaborem uma tabela descrevendo
como usam as 24 horas do dia. Quantas horas
trabalham? Quantas horas estudam? Que
atividades desenvolvem no tempo livre? Quantas
horas dedicam ao lazer?
3. Pea que, em pequenos grupos, os alunos desenhem
um grande relgio, indicando com
cores diversas o tempo mdio gasto nas atividades
de trabalho e de lazer.
4. Organize e apresentao das concluses dos
grupos.
5. Realize um debate em sala a partir da experincia
de vida e de trabalho dos alunos:  verdade
que as mquinas nos ajudam a produzir
mais? Trabalhamos depressa ou devagar?
Quem impe nosso ritmo de trabalho? Como
Descrio da atividade podemos aumentar nosso tempo livre? Como
queremos desfrut-lo? Os meios de comunicao
de massa, especialmente a televiso, esto
ocupando a maior parte do nosso tempo
livre? Que tempo estamos dedicando a atividades
como: ler um livro, conversar com os
amigos, refletir sobre a nossa prpria vida etc.?
Atividade P Tempo de trabalho e tempo livre
1
Te x t o
Objetivo
 Identificar a dicotomia tempo livre tempo de
trabalho, considerando os avanos cientficos e
tecnolgicos e as contradies entre capital e
trabalho.
Introduo
Voc no tem a sensao de que o tempo passa
rpido demais? Segundo alguns estudiosos estamos
vivendo o que se chama compresso do
espao-tempo. A transmisso de informaes
via satlite faz com que em um segundo ns
saibamos das coisas que esto acontecendo do
outro lado do mundo. Os avanos cientficos e
tecnolgicos tambm contribuem para que possamos
fazer as coisas de forma mais rpida,
produzindo mais e mais. Embora as mquinas
nos ajudem a trabalhar com uma velocidade cada
vez maior, isso no significa, necessariamente,
que tenhamos mais tempo para ns
mesmos, para nos dedicar ao lazer, para gozar
o que Paul Lafargue chamava de o direito 
preguia. Se as mquinas esto a para facilitar
a vida dos seres humanos por que precisamos
trabalhar tanto tempo? Em vez de intensificar
o ritmo de trabalho, no poderamos
trabalhar e viver com mais calma? O que voc e
seus alunos acham disso?
Resultado esperado: Perceber que nossas vidas
giram em torno do trabalho e que o nosso
tempo livre acaba sendo apropriado pela chamada
indstria cultural, sem que sejamos sujeitos
do uso desse tempo.
Dicas do professor: Sobre a compresso do tempo-espao,
leia A condio ps-moderna, de David Harvey (Ed.
Loyola), em especial a Parte III, intitulada A experincia
do espao e do tempo (p. 185 /289) Para discutir a acelerao
no ritmo do trabalho, assista com seus alunos ao
filme Tempos modernos, de Charles Chaplin.
Materiais indicados:
P papel pardo, lpis de cera
Tempo sugerido: 2 horas
01CP02 TX01P2 pg 08_13 1/20/07 1:12 AM Page 9
10  Caderno do professor / Globalizao e Trabalho
rea: Geografia Nveis I e II
1. Converse com os alunos sobre o tema da
msica e os sentimentos que ela evoca.
2. Conduza uma reflexo sobre as idias contidas
na letra da msica.
3. Solicite aos alunos que apontem os elementos
do mundo atual que interferem na percepo
de espao. Liste esses elementos na
lousa.
4. Como essas mudanas afetam de maneira
diferente as pessoas de condies sociais diversas?
5. Solicite que cada aluno faa um desenho intitulado
Meu mundo. Depois, pea que
aponte em um mapa-mndi os lugares mais
significativos que j visitou. Podem ser usadas
cores diferentes para indicar os lugares
que o aluno j conhece e aqueles sobre os
quais j ouviu falar.
Descrio da atividade
Atividade P Antes longe era distante
1
Te x t o
Objetivo
 Refletir sobre como as mudanas tecnolgicas
interferem nas relaes com o espao.
Introduo
A msica Parabolicamar, de Gilberto Gil, possibilita
a discusso de diferentes concepes de
tamanho para o mundo, que podem depender
das vivncias das sociedades, das tecnologias e
sua interferncia nas perspectivas de espao. A
difuso de informaes pelos meios de comunicao
e a presena de transportes velozes tm
possibilitado a percepo do espao como prximo
e/ou distante e do tempo como curto e/ou
longo. Dependendo do horrio, dos congestionamentos
ou do transporte, pode-se demorar de 15
minutos a 1 hora para percorrer um trajeto. Tambm
a condio socioeconmica acaba sendo determinante
para a construo da noo de espao.
Quem pode viajar de avio? Quem tem
acesso  internet e s antenas parablicas?
Contexto no mundo do trabalho: As mudanas das relaes
com o espao e o tempo na atualidade sofrem influncia
da tecnologia, dos meios de comunicao, dos
transportes e dos ritmos de vida e de trabalho. A tecnologia
acelera os acontecimentos, encurta as distncias e o
tempo torna-se mais produtivo. Se for possvel produzir
mais em menos tempo, menor ser o custo da produo.
Resultados esperados: Refletir sobre a interferncia
da mudanas tecnolgicas nas relaes
entre as pessoas e em suas concepes de espao
e tempo e expressar essa reflexo atravs de um
desenho.
Dicas do professor: Livro  Costumes em comum, de Edward
P. Thompson (Companhia das Letras). (Tempo, disciplina
de trabalho e o capitalismo industrial). A atividade
tambm pode ser feita coletivamente, com consulta a um
mapa-mndi para que os alunos indiquem lugares sobre
os quais j ouviram falar e os que j conhecem.
Materiais indicados:
P CD com a msica e
equipamento de som
Tempo sugerido: 6 horas
01CP02 TX01P2 pg 08_13 1/20/07 1:12 AM Page 10
Caderno do professor / Globalizao e Trabalho  11
rea: Histria Nvel I
1. Pea aos alunos que leiam a letra enquanto
ouvem a msica.
2. Identifique na letra, com auxlio dos alunos, as
palavras que se referem a tempo (antes, hoje,
eternidade, encarnao, ontem, instante, hora,
destino, distncia).
3. Analise livremente com eles as frases onde
aparecem essas palavras, procurando interpretar
e identificar a referncia de tempo. Por
exemplo: antes mundo era pequeno referese
ao passado? Esse passado tem uma data? 
um passado da memria ou  um passado
histrico? Como caracterizar, ento, a sociedade
de antes? E como caracterizar a de
hoje? Quais so as medidas de tempo para
eternidade e encarnao? So tempos diferentes?
 possvel relacionar com horas, dias,
meses? Por que o autor preferiu o uso dessas
palavras em vez de usar datas e horas? O que
significa leva o tempo de um raio? Quanto
tempo Rosa levava para aprumar o balaio
quando sentia que ia escorregar? O que signifi-
Descrio da atividade ca dizer que o tempo nunca passa?  possvel
parar o tempo? Pode existir um tempo que
no seja nem de ontem nem de hoje? Qual 
esse tempo? O que significa esse tempo no
tem rdea?  possvel pr rdea no tempo? E
o que significa na hora do destino?
4. Proponha aos alunos a escrita de um poema
sobre maneiras de entender o tempo.
Atividade P Os tempos e o mundo
1
Te x t o
Objetivo
 Refletir sobre diferentes referncias de percepo
do tempo.
Introduo
Atravs da msica Parabolicamar pode-se estudar
diferentes concepes de tempo: tempo do
relgio, da natureza, da memria, tempo psicolgico,
da distncia, etc., pois na letra  possvel
identificar vrias referncias de tempo relacionadas
a modos de vida de sociedades diferentes e
de pocas distintas. Por exemplo, em sociedades
agrcolas, as atividades so orientadas pelos ciclos
do Sol, da Lua e das estaes, ou seja, as pessoas
tendem a ter como marcadores de tempo
(quando plantar, colher, trabalhar) elementos como
o dia, a noite, o vero, o inverno. J em sociedades
industriais predomina o tempo do relgio
 a hora de acordar, entrar no trabalho,
almoar, ir para a escola. Individualmente, o tempo
pode assumir ainda uma dimenso psicolgica:
na ansiedade de uma espera, dez minutos podem
produzir a sensao de uma hora; em
momentos de prazer, uma hora pode parecer dez
minutos. As vivncias sociais, inclusive as de trabalho,
esto permeadas de referncias e concepes
de tempo.
Resultado esperado: Refletir sobre diferentes
referncias de tempo e expressar a sntese
dessas reflexes na elaborao de um poema.
Dica do professor: Livro  Costumes em comum, de Edward
P. Thompson (Companhia das Letras). (Tempo, disciplina
de trabalho e o capitalismo industrial).
Tempo sugerido: 3 horas
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12  Caderno do professor / Globalizao e Trabalho
rea: Matemtica Nveis I e II
1. Pea aos alunos que localizem Nova York e Londres
em um mapa- mndi. Solicite que tracem
uma linha imaginria entre as duas cidades e
meam essa distncia em centmetros.
2. Oriente os alunos a elaborar um grfico de barras
horizontal, colocando os anos e o meio de
transporte correspondente no eixo vertical e
marcando no eixo horizontal os dias gastos para
percorrer a distncia entre as duas cidades. Para
facilitar o desenho do grfico use papel quadriculado,
tomando cada milmetros por uma hora,
por exemplo.
3. Chame a ateno para a relao entre as trs
variveis da situao (distncia, velocidade e
tempo), perguntando: se a distncia entre as
duas cidades  a mesma, como se explica que as
barras representativas do tempo para percorrer
essa distncia sejam diferentes?
4. Organize a turma em grupos e para cada um apresente
uma situao diferente, pedindo que desenhem
um grfico representativo da situao,
a exemplo do item 2:
a) duas distncias dife-rentes para tempos de
percurso iguais ;
Descrio da atividade b) duas distncias diferentes para velocidades
iguais no percurso;
c) duas distncias iguais para tempos diferentes;
d) duas distncias iguais para velocidades diferentes.
5. Aps a apresentao dos trabalhos, pea aos
alunos que relatem situaes que vivenciam em
que ocorre a aparente reduo da distncia. Ex.:
ida para o trabalho de nibus em horrio de
trnsito livre ou engarrafado.
6. Conclua a atividade explicando que velocidade
e tempo so grandezas inversamente proporcionais,
isto , se aumentamos a velocidade,
diminumos o tempo para percorrer a mesma
distncia.
Atividade P A relatividade do tempo
1
Te x t o
Objetivos
 Transformar unidade de medida de tempo em
dias para horas.
 Estabelecer relao entre distncia, velocidade
e tempo atravs de grficos de barras.
Introduo
Voc j ouviu dizer que o mundo encolheu? A
msica de Gilberto Gil nos faz refletir sobre isto.
Mas ser que essa sensao  igual para todos, em
Contexto no mundo do trabalho: No mundo do trabalho
um fenmeno semelhante ocorre quando se produz a
mesma quantidade de produtos em tempo menor e ou
com menos trabalhadores.
Resultado esperado: Construir grficos de barras
relacionando velocidade, tempo e distncia.
Dica do professor: Voc pode substituir Nova York e
Londres por duas cidades brasileiras.
Material indicado:
P papel quadriculado
Tempo sugerido: 4 horas
todos os lugares? Ser que um jovem que vive na
cidade percebe a relao tempodistncia tal qual
um jovem que vive no campo? Algum que mora
no Amazonas ter a mesma relao com o tempo
e a distncia que algum que mora em So Paulo?
01CP02 TX01P2 pg 08_13 1/20/07 1:12 AM Page 12
Caderno do professor / Globalizao e Trabalho  13
rea: Portugus Nveis I e II
1. Antes da leitura, pea aos alunos que conceituem
mundo (o universo, a Terra e os astros
considerados num todo organizado) e
Terra (o terceiro planeta do sistema solar,
pela ordem de afastamento do Sol).
2. Com os alunos, converse, sobre o texto utilizando
as questes que seguem.
Discuta as respostas com os alunos e s depois
d a viso de Gilberto Gil (Espanha, 6/5/2005):
a) O que o ttulo sugere? (GG: O ttulo une as
palavras parablica (...) com camar,
maneira como os jogadores de capoeira
chamam seus parceiros (...) enquanto
danam e cantam.)
b) Em 1991, j era possvel pensar em globalizao?
(Relacione as respostas com outros
textos deste caderno. GG: Chamei o disco
(...) dando nome a alguns aspectos de uma
possvel globalizao que eu vislumbrava e
desejava de maneira ao mesmo tempo alegre
e trgica.)
c) Como se entende o refro? (GG: ele foi sampleado
de um verso comum em rodas de
capoeira.  uma maneira de cantar a vastido
do mundo, carrega a certeza de que o mundo
vai e volta, como na dana, luta de capoeira:
quem hoje perde pode vencer amanh).
d)O autor sugere significados diferentes de
mundo e terra. Por que os papis se inverteram?
3. Pergunte aos alunos: A parablica e a informti-
Descrio da atividade
Atividade P Sinonmia e neologismos
1
Te x t o
Objetivo
 Explorar o funcionamento semntico das palavras
na lngua em uso.
Introduo
Jogo com neologismos e expresses.
O ttulo  um neologismo (fenmeno lingstico
de criao de palavras ou expresses novas ou
atribui novo significado a palavras antigas (samplear,
deu zebra). s vezes se constri com
mecanismos usuais de produo lexical: composio,
justaposio, aglutinao, prefixao, derivao
e sufixao.
Resultado esperado: Reconhecer neologismos
e o significado de expresses.
ca criaram neologismos na lngua? Relacione alguns.
Quais palavras foram criadas ganharam
novos significados? (Ex.: clonagem, hipertexto,
internet, navegador, provedor, servidor, vrus,
deletar, blogueiro.)
4. Preparare e entregue para aos alunos, aleatoriamente,
as fichas (A) e (B). Pea que o aluno
com a ficha (A) leia a ficha. O aluno com a resposta
correta (B) manifesta o significado da expresso
lida: FICHAS A: Esta  minha
terra./Nesta terra nasceu lvares de Azevedo./
Esta terra  boa para plantar./Estamos nesta
terra para redimir nossos pecados./ Eta,
mundo aberto sem porteira!/O que vejo aqui 
meu mundo exterior./Isso sim faz parte do
mundo inteligvel./Ela ganhou mundos e fundos./
Jonas quer abarcar o mundo com as pernas./
Eles caram no mundo./O mundo desabou.
FICHAS B: Lugar de origem, ptria, torro
natal, gleba/Localidade, lugar/Terreno, rea
para plantio/Vida temporal/Grande extenso
de terra; o mundo como um todo, sem que nada
o divida/Conjunto de seres que nos circundam
e entre os quais agimos no dia-a-dia/Conjunto
de fenmenos produzidos pela atividade intelectual,
reflexo, pensamento/Quantia vultosssima
Empreender numerosas coisas simultaneamente/
Querer tudo ao mesmo tempo/
Fugir, sumir/Desgraa.
Material indicado:
P fichas
Tempo sugerido: 2 horas
01CP02 TX01P2 pg 08_13 1/20/07 1:12 AM Page 13
14  Caderno do professor / Globalizao e o Trabalho
rea: Artes Nvel II
1. Pea aos alunos que identifiquem no texto as
referncias a artefatos artsticos usados pelos
ndios e pelos portugueses. Promova um debate
sobre o significado desses artefatos para
cada uma das culturas.
2. Debata com os alunos a viso que temos das
diferentes culturas e dos diferentes povos.
3. Liste pelo menos uma manifestao cultural
de cada povo mencionado Divida a turma em
grupos e proponha que cada um pesquise a
arte produzida por esses povos e apresente 
turma. O mesmo exerccio de reflexo pode
ser feito tendo como referncia as diferentes
regies do Brasil.
Descrio da atividade
Atividade P Encontro de culturas
2
Te x t o
Objetivo
 Analisar o encontro de culturas diferentes:
quais os conceitos e preconceitos embutidos
quando se fala de um povo e de uma cultura
diferente da sua; quais as modificaes ocorridas
nas duas culturas que se encontram.
Introduo
So muito comuns as expresses que identificam
povos diferentes  quanto disso  verdadeiro e
quanto disso vem de preconceitos herdados de
culturas e geraes anteriores?
Historicamente, o homem sempre modificou e
desenvolveu sua cultura atravs do contato com
outras. Das tribos mais primitivas, passando
pelas relaes comerciais entre povos e pelo desenvolvimento
do comrcio martimo at os nossos
dias  quando as distncias tornaram-se
menores e o contato entre as diferentes culturas
tornou-se ainda mais intenso , o homem buscou
compreender as semelhanas e as diferenas entre
as comunidades, algumas vezes criando conceitos
e outras preconceitos.
Contexto no mundo do trabalho: No ambiente de trabalho
convivemos com diferentes gostos artsticos
(tipos de msica, de roupa, de expresso lingstica).
Exercitar uma atitude de respeito em relao a essas
diferenas  fundamental para a construo da cidadania
e da solidariedade no mundo do trabalho.
Dicas do professor: Livros  Histria  De olho no mundo
do trabalho, de Herdoto Barbeiro, Bruna Renata Cantele
e Carlos A. Schneeberge; O povo brasileiro, de Darcy
Ribeiro; Ideologia da cultura brasileira (1933-1974): pontos
de partida para uma reviso histrica, de C. G. Mota;
Site  www.klickeducacao.com.br
Tempo sugerido: 1 hora e 30 minutos
Resultados esperados:
a) Distinguir a diferena entre os conceitos criados
a partir do conhecimento e do aprendizado sobre
outras culturas e o preconceito estabelecido
por desconhecimento, fruto do que se ouviu
falar.
b) Reconhecer a diversidade das culturas e a necessidade
de valorizar essa diversidade.
c) Reconhecer a originalidade de sua prpria cultura
e a influncia de outras culturas sobre ela.
02CP02 TX02P2 pg 14_16 1/20/07 1:14 AM Page 14
Caderno do professor / Globalizao e o Trabalho  15
rea: Histria Nveis I e II
1. Leia e interprete oralmente o texto com os
alunos.
2. Solicite que os alunos registrem no caderno respostas
s seguintes questes:
 Qual  o tipo do documento?
 Quando foi escrito?
 Quem escreveu?
 Para quem?
 Onde?
 Qual o objetivo da carta?
 Como o autor descreve a chegada?
 Qual o primeiro nome dado  terra?
 Como o autor descreve as pessoas?
 Alm de falar da paisagem, das pessoas, o autor
fala de dois ricos produtos que os portugueses
procuravam naquela poca. Quais?
 Como eles citam esses produtos?
 Voc sabe por que os habitantes da terra
foram chamados de ndios?
 Investigue e relate para o grupo.
Descrio da atividade 3. A partir da anlise do texto e dos debates,
produza na lousa um pequeno texto coletivo
sobre os significados da conquista do territrio,
os encontros e os confrontos com os
portugueses colonizadores, do ponto de vista
dos indgenas.
Atividade P Conquistas, territrios e gentes: confrontos e encontros
2
Te x t o
Objetivos
 Interpretar criticamente trechos do documento
Carta de Pero Vaz de Caminha.
 Contextualizar a conquista do territrio no
processo de desenvolvimento do capitalismo e
a mundializao do comrcio entre os pases
colonizadores e colonizados.
Introduo
A Carta de Pero Vaz de Caminha constitui o primeiro documento
escrito da histria do Brasil. Da a sua
importncia para o processo de ensino e aprendizagem
de Histria. No tema Globalizao e Trabalho
esse documento  especialmente relevante,
pois, segundo vrios estudiosos, as conquistas de
territrios no processo de expanso ultramarina
nos sculos XIV e XV, representam o incio da
globalizao. Novas terras, novos mercados produtores,
fornecedores de matrias-primas,
riquezas, a extenso do domnio das metrpoles
europias sobre as Colnias, a imposio da cultura,
da lngua e da religio metropolitanas contriburam
para o desenvolvimento do capitalismo
europeu. Portanto, a anlise do documento deve
ser feita de forma contextualizada e crtica para
desmitificar vises e verses romnticas acerca da
histria do Brasil. Vamos refletir sobre isso?
Resultados esperados:
a) Refletir acerca do chamado descobrimento
do Brasil.
b) Perceber os interesses econmicos da metrpole
no contexto de desenvolvimento do
capitalismo.
Dicas do professor: Na anlise da carta, discuta os
primeiros encontros e os confrontos entre os nativos e
colonizadores, relacionando-os ao processo de escravizao
dos indgenas e dos negros africanos.
Livro  Brasil: uma histria, de Eduardo Bueno (tica).
Material indicado:
P mapa histrico das
grandes navegaes
Tempo sugerido: 2 horas
02CP02 TX02P2 pg 14_16 1/20/07 1:14 AM Page 15
16  Caderno do professor / Globalizao e o Trabalho
rea: Lngua estrangeira  Ingls Nvel II
1. Pergunte a seus alunos que materiais os portugueses
queriam quando vieram ao Brasil.
Escreva as respostas na lousa. Pergunte ento
que materiais usamos hoje para construes,
roupas, meios de transporte, etc.
2. A seguir, apresente o vocabulrio na lousa:
 madeira  wood
 l  wool
 ouro  gold
 prata  silver
 algodo  cotton
 polister  polyester
 borracha  rubber
 seda  silk
 ferro  iron
 ao  steel
 cobre  copper
 bronze  bronze
 pedra  stone
 linho  linen
 plstico  plastic
 couro  leather
 jeans  jeans
3. Pea a alguns alunos que digam quais materiais
esto utilizando no momento (eles podem
dizer coisas como: minha camisa tem cotton, a
cala  jeans, meu tnis  de polyester). Em seguida,
eles devem dividir-se em grupos de quatro
Descrio da atividade
Atividade P Materials
2
Te x t o
Objetivo
 Aprender os nomes de diversos materiais em
ingls.
Introduo
A Carta de Pero Vaz de Caminha descreve a riqueza da
terra e as muitas possibilidades oferecidas aos
colonizadores.  interessante apresentar o vocabulrio
utilizado em ingls para designar diversos
materiais utilizados hoje em vrias reas
de nossa vida, muitos dos quais eram raros na
Europa, mas abundavam no Novo Mundo, e outros
que foram produzidos graas aos avanos
tecnolgicos.
Resultado esperado: Memorizao dos nomes
de determinados materiais em ingls atravs
da associao sensorial.
Material indicado:
P Sacola contendo no
mnimo trs objetos de
diferentes materiais. No
 necessrio colocar nas
sacolas todos os
materiais aprendidos
(ouro, prata, bronze e
cobre podem no ser
muito fceis de
encontrar, mas pode-se
utilizar bijuteria, apenas
para ajudar a fazer a
associao da palavra)
Tempo sugerido: 2 horas
pessoas. Cada grupo receber uma sacola com
objetos.
4. Vende um dos alunos e pea que tire um objeto
da sacola, dizendo de que material  feito.
Quando j tiver tentado adivinhar todos os
materiais (em ingls), a sacola deve ser passada
para outro grupo.
02CP02 TX02P2 pg 14_16 1/20/07 1:14 AM Page 16
Caderno do professor / Globalizao e Trabalho  17
rea: Educao e trabalho Nveis I e II
1. Aps a leitura do texto, pea aos alunos que
selecionem, em casa, manchetes de revistas e
jornais do pas no perodo de uma semana.
2. Em sala, pea aos alunos que formem grupos
e classifiquem as manchetes por assunto e por
pas: desemprego, fome, violncia, etc.
3. Aps a apresentao da tarefa pelos grupos,
questione se aqueles acontecimentos so especficos
do lugar escolhidos ou se poderiam
ocorrer no local onde vivem.
4. Aps o debate, solicite que cada grupo escolha
um tema para fazer a descrio de como aquela
situao ocorre no local onde vive.
5. A partir das descries, pea aos grupos que
faam um levantamento das instituies que
contribuem para a soluo do problema.
6. Solicite aos alunos que construam um mural
na escola para divulgar as instituies pesqui-
Descrio da atividade sadas e o que elas fazem pela proteo dos direitos
civis, polticos, sociais (no se esquecer
dos trabalhistas) e ambientais.
Atividade P Localizando-nos na globalizao
3
Te x t o
Objetivo
 Refletir sobre a relao entre o global e o local,
identificando os movimentos de resistncia 
globalizao imposta pelo capital produtivo e
financeiro.
Introduo
No  de hoje que ocorre a expanso da produo
e do comrcio e, por conseqncia, a corrida capitalista
para ganhar novos mercados. A globalizao
mudou isso? De nossa casa ou de nossa sala
de aula podemos acompanhar, ao vivo, uma bomba
sendo jogada num vilarejo qualquer a milhares
de quilmetros de distncia... Somos testemunhas
virtuais da violncia espalhada pelo mundo globalizado.
Tambm somos testemunhas da fome,
misria, da morte precoce, do desemprego, enfim
da gama de atrocidades que os sistemas produzem.
Como as perversidades globalizadas se
materializam no nosso cotidiano? O que temos
feito para mudar o curso desse processo?
Resultados esperados: Perceber como somos
afetados pela globalizao no cotidiano e identificar
as principais instituies de proteo dos direitos
humanos.
Materiais indicados:
P papel pardo, revistas jornais,
caneta hidrogrfica,
cola
Tempo sugerido: 6 horas
03CP02 TX03P2 pg 17_21 1/20/07 1:16 AM Page 17
18  Caderno do professor / Globalizao e o Trabalho
rea: Educao e trabalho Nveis I e II
1. Pea aos alunos que leiam o texto e respondam
a duas perguntas:
a) Quais so os efeitos nocivos da globalizao
na sua vida, no seu trabalho?
b) Como seria um mundo dife-rente?
2. Apresente a proposta do frum de debates sobre
o tema Outro mundo  possvel!. Pergunte
aos alunos se j ouviram essa frase. Comente
que ela  o slogan do Frum Social
Mundial, evento realizado pela primeira vez
no Brasil e, que rene milhares de pessoas de
vrios pases que lutam contra a globalizao
excludente.
3. Organize a sala para o frum com cinco carteiras
 frente e o restante em posio de
platia.
4. Convide quatro alunos a ocupar seus lugares 
mesa como depoentes.
5. Na funo de mediador, pea aos alunos que
relatem suas respostas.
Descrio da atividade
6. Comente os depoimentos propondo as seguintes
questes  platia:
a) Voc  contra ou  a favor da globa-lizao
que exclui grandes parcelas da populao de
seus benefcios?
b)  possvel mudar o rumo da globalizao excludente?
c) Como contribuir para a construo de um
mundo diferente?
d) Quais as maiores dificuldades para mudar e
com quais vantagens podemos contar?
Termine a atividade reafirmando o slogan: Outro
mundo  possvel!.
Atividade P Outro mundo  possvel!
3
Te x t o
Objetivos
 Estimular uma posio crtica em relao ao
processo de globalizao excludente.
 Reconhecer a existncia de segmentos sociais
com interesses divergentes em relao  globalizao
excludente.
 Discutir a possibilidade de construo de outro
mundo.
Introduo
Milton Santos, renomado gegrafo brasileiro
recm-falecido, afirmava que para a maior parte
da humanidade, a globalizao est se impondo
como uma fbrica de perversidades. Se, por um
lado, ele destacava a fora da globalizao que
aprofunda as desigualdades sociais, por outro
apontava o movimento de segmentos populacionais
que buscam superar as desigualdades,
muitos de seus alunos. Possivelmente, fazem
parte do segmento social que Milton Santos identificava
como protagonista do novo movimento
em busca da superao das desigualdades sociais.
Eles no esto entre os que se comunicam 
distncia, pela internet, mas sim entre os que se
comunicam nos lugares, eles fazem parte dos
que esto reclamando alimentao correta,
sade, educao para os filhos, lazer, informao
e consumo poltico. Voc e seus alunos acreditam
que outro mundo  possvel?
Resultado esperado: Posicionar-se criticamente
quanto  globalizao excludente e  participao
de cada um na construo de outro
mundo.
Tempo sugerido: 4 horas
03CP02 TX03P2 pg 17_21 1/20/07 1:16 AM Page 18
alunos sobre as duas faces da glo-balizao: de
um lado, a fbrica de perversidades; de outro,
as possibilidades de enfrentamento e espaos de
autonomia. Vamos trabalhar essas contradies?
Caderno do professor / Globalizao e Trabalho  19
rea: Geografia Nvel II
1. Leia o texto com os alunos e, aps discutirem,
elabore um quadro com um le-vantamento sobre:
Perversidade e dificuldade x formas de
enfrentamento e possibilidades.
2. Em debate com a turma, caracterize o territrio
em que vivem. Quais so seus limites,
do ponto de vista socio econmico e ambiental?
Como as pessoas desse territrio produzem
sua existncia? Do que vivem, como
trabalham? Quais as perversidades da globalizao
que a se manifestam? Elabore um
quadro na lousa.
3. Investigue com os alunos a existncia de
movimentos, grupos e aes inclusivas nesse
territrio. Entreviste ou convide-os lideranas
e participantes desses movimentos a relatar
aos alunos suas experincias de lutas e enfrentamentos
das perversidades apontadas.
Descrio da atividade
Atividade P Perversidades e possibilidades no mundo globalizado
3
Te x t o
Objetivo
 Refletir sobre as conseqncias da globalizao
para os trabalhadores e as possibilidades de enfrentamento
das dificuldades por meio da organizao
da sociedade a partir de seus territrios.
Introduo
Os trechos que compem o texto usado nesta
atividade foram produzidos por dois importantes
pensadores brasileiros: o gegrafo Milton Santos
e o economista Carlos Lessa. Uma das questes
colocadas  a fora de organizao do povo a
partir de seus territrios, como diz Lessa, ou da
base local, como afirma Santos. Reflita com os
Contexto no mundo do trabalho: Esta atividade est intimamente
relacionada ao trabalho, relao esta que pode
ser evidenciada a partir do levantamento das conseqncias
da globalizao nas condies de trabalho dos
alunos: a atividade de cada um, o emprego ou desemprego
e as exigncias para conseguir um novo ou o
primeiro emprego.
Resultados esperados: Produzir um texto
coletivo abordando as conseqncias da globalizao
no espao de vivncia do grupo e as possibilidades
de enfrentamento a partir de aes locais.
Dicas do professor:
Sites  www.comerciosolidariobrasil.com.br
www. unitrabalho.org. br; www.ibge.gov.br
www.dieese.org.br
Livro  Introduo  economia solidria, de Paul Singer.
(Fundao Perseu Abramo)
Tempo sugerido: 2 horas
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20  Caderno do professor / Globalizao e o Trabalho
rea: Geografia Nveis I e II
1. Pea aos alunos que leiam o texto e respondam
s perguntas bsicas:
a) Qual a idia do autor sobre globalizao?
b) Que alternativas o autor aponta?
2. Milton aponta para o processo de globalizao
que nasce do povo, atravs de suas culturas, a
partir dos territrios. Essa  uma idia essencial
de seu pensamento, j que valoriza o local
e no o global. Ajude seus alunos a chegarem
a essa concluso.
3. Proponha a diviso dos alunos em grupos e
pea que faam uma lista de atividades culturais
e sociais cotidianas, discutindo quais
atividades realizadas por eles podem ser consideradas
globalizadas e quais podem ser consideradas
locais. O simples fato de assistir 
televiso (atividade cultural e social) pode ser
usado como exemplo para trazer ao aluno
conceitos do que  um mundo globa-lizado:
Quem assiste? A que assiste? A programao
Descrio da atividade  local? Traz assuntos de interesse da comunidade
ou no? Trata mais do mundo exterior
ou do prprio pas? Tem valor educativo? A
programao  de qualidade? Respeita o
histrico do local? Quais valores predominam?
Como seria uma programao voltada
para a comunidade? Que valores deveriam ser
difundidos? etc.
4. Rena as idias num texto coletivo.
Atividade P Conhecendo Milton Santos e sua importncia
3
Te x t o
Objetivos
 Conhecer a importncia da obra de Milton Santos
para o debate da globalizao no Brasil e o
que ele chamava de uma nova globalizao.
 Conhecer a idia principal de sua tese, que  a
globalizao atravs do povo.
Introduo
Milton Santos nasceu no interior da Bahia, num
lugar chamado Brotas de Macabas. Era neto
de escravos por parte de pai e foi alfabetizado
em casa pelos pais, que eram professores primrios.
Foi muito rpido nos estudos aos oito
anos j estava terminando o ensino primrio.
Tambm era muito esforado: custeava suas
aulas no colgio ensinando Geografia aos
alunos do atual Ensino Mdio. Formou-se em
Direito e em Geografia e pde viajar boa parte
do mundo ensinando e enfrentando muitos desafios,
inclusive por ser negro. Trabalhou na Europa,
na frica e nas Amricas, recebeu dezenas
de prmios importantes pelo mundo, inclusive
o Vautrin Lud que  o Nobel de Geografia. Considerado
um importantssimo professor, intelectual
e defensor daquilo que chamava de uma
nova globalizao, Milton Santos faleceu em
24 de julho de 2006, deixando um trabalho
fenomenal e exemplar para o Brasil e o mundo.
Resultados esperados:
a) Conhecer a tese de Milton Santos sobre a nova
globalizao, a globalizao atravs do povo.
b) Refletir sobre as atividades cotidianas na perspectiva
da globalizao.
Tempo sugerido: 10 horas
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Caderno do professor / Globalizao e Trabalho  21
rea: Portugus Nvel I
1. Discuta com os alunos o que o autor quis dizer
com fbrica de perversidades e quais so as
causas dessa situao. Amplie a discusso sobre
o tema solicitando opinies sobre as afirmaes
do autor e suas conseqncias para a
globalizao.
2. Solicite que expliquem o sentido da palavra
extirpadas.
3. Explique aos alunos que no dicionrio os
vocbulos se organizam em ordem alfabtica.
Pea que coloquem em ordem alfabtica as
palavras da frase: A educao de qualidade 
cada vez mais acessvel.
4. Pea que vejam no dicionrio a ordem em que
aparecem as palavras: extirpar, extirpada, extirpao,
extirpvel, extirpador. Explique que
palavras que iniciam com as mesmas letras
tambm se colocam em ordem alfabtica, a
partir da letra em que se diferenciam.
5. Pea que encontrem no primeiro pargrafo as
palavras iniciadas com a letras A (aumenta,
Aids, alastram, aprofundam) e coloquem-nas
em ordem alfabtica. Pea que faam o mesmo
com as palavras iniciadas com a letra F
6. JOGO 1: Divida a sala em grupos e entregue a
cada um uma folha de papel com a frase: Para
entender o que significa, devero substituir
cada letra pela anterior e acentuar quando ne-
Descrio da atividade cessrio: (Resposta: Bonito, no! Como  que
as pessoas vo poder atravessar a rua de forma
segura, se o senhor parou o carro em cima
da faixa de pedestres?  Almeida, Paulo
Nunes. LEP, SP: Saraiva, 2004).
7. JOGO 2: Fila em ordem alfabtica: Prepare e
entregue a cada aluno um carto com o nome
de um objeto (rgua, carteira, lpis, caneta
etc.) O aluno que iniciar o jogo dir: Sou
um(a) ....... (de acordo com seu carto) e ir
colocar-se no primeiro lugar da fila. O segundo
repete a frase e, de acordo com a ordem alfabtica,
coloca-se na frente ou atrs do
primeiro. E assim por diante, at que cada
aluno esteja no lugar correto, de acordo com
o alfabeto.
Atividade P O jogo do alfabeto  Uso do dicionrio
3
Te x t o
Objetivo
 Aprender a organizao das palavras no dicionrio.
Introduo
H lugar, na globalizao, para os pobres e
analfabetos?
Contexto no mundo do trabalho: Aprender o sentido
da existncia do dicionrio e utiliz-lo corretamente
so condies bsicas em qualquer atividade, profissional
ou no.
Resultados esperados:
a) Segurana no uso do dicionrio.
b) Conhecimento de sua funo e funcionamento.
Materiais indicados:
P dicionrios, cartes
com nomes de objetos,
cartes com frase
enigmtica
Tempo sugerido: 2 horas
03CP02 TX03P2 pg 17_21 1/20/07 1:16 AM Page 21
22  Caderno do professor / Globalizao e Trabalho
rea: Educao e trabalho Nvel II
1. Conte para seus alunos a histria do sindicato
como instituio social criada pelos trabalhadores.
2. Discuta o papel do sindicato na luta pelos interesses
dos trabalhadores.
3. Pergunte a eles se conhecem algum sindicalista.
4. Convide representantes sindicais de sua comunidade
para falar de suas responsabilidades
e aes no sindicato: como funciona,
Quem so os trabalhadores que o administram,
como so escolhidos e a crise que vem
enfrentando atualmente.
5. Pea aos alunos que elaborem duas perguntas
para os palestrantes.
6. Solicite que faam um resumo da palestra.
Descrio da atividade
Atividade P Para que servem os sindicatos?
4
Te x t o
Objetivo
 Compreender o papel social e a crise atual dos
sindicatos.
Introduo
A crise contempornea dos sindicatos  um dos
temas tratados no livro Adeus ao trabalho?, escrito
por Ricardo Antunes. A partir da compreenso
do processo de fragmentao, heterogeneizao
e complexificao da fora de trabalho,
ele problematiza a organizao sindical tradicional,
construda com base no segmento estvel
dos trabalhadores. Considerando que essa
parcela diminui a cada dia, conseqentemente
temos um decrscimo de trabalhadores sindicalizados.
No entanto, mais do que expressar o
crescente desemprego e a precarizao das relaes
de trabalho, essas taxas indicam a dificuldade
de os sindicatos representarem o conjunto
dos trabalhadores que tm em comum o
fato de viverem do trabalho. Quais so os desafios
que se apresentam para os sindicatos hoje?
Alm de fazerem frente s perdas dos direitos
trabalhistas, com a concretizao de estratgias
de defesa dos interesses do trabalho, necessitam
discutir e implantar um projeto mais audacioso
na direo da emancipao dos trabalhadores
em geral. Como tem sido a relao dos
sindicatos com os trabalhadores precrios, parciais
e temporrios?
Resultado esperado: Analisar o papel social
do sindicato na sociedade de classes, identificando
os fatores que constituem a atual crise do
movimento sindical.
Dica do professor: Livro  O que  sindicalismo, de Ricardo
Antunes (Brasiliense).
Tempo sugerido: 3 horas
04CP02 TX04P2 pg 22_27 1/20/07 1:18 AM Page 22
Caderno do professor / Globalizao e Trabalho  23
rea: Geografia Nveis I e II
1. Levante e problematize com a turma seus conhecimentos
prvios sobre a questo.
2. Oriente a seguinte pesquisa, a ser respondida
pelos prprios trabalhadores da turma ou por
seus familiares. H pessoas desempregadas na
sua famlia? Quantas? H quanto tempo? Os
trabalhadores empregados so filiados a algum
sindicato? Qual? Desde quando? Por
qu?
3. Analisem coletivamente os resultados da
pesquisa e discutam a situao dos salrios e o
nvel de sindicalizao do trabalhador
brasileiro.
4. Releia e interprete com os alunos o texto, o
grfico e a tabela.
5. Discuta com a turma o papel dos sindicatos na
defesa dos salrios e os motivos da reduo do
nmero de trabalhadores sindicalizados.
6. Solicite a produo individual de um pe-
Descrio da atividade queno texto expressando os conhecimentos e
a posio sobre os sindicatos e formas de lutas
em defesa dos direitos dos trabalhadores.
Atividade P Sindicalizao em baixa, salrios tambm!
4
Te x t o
Objetivo
 Discutir as relaes entre a reduo do nmero
de trabalhadores sindicalizados e a queda nos
nveis salariais nos EUA, para uma conseqente
reflexo sobre a questo da sindicalizao e dos
salrios no mundo do trabalho globalizado.
Introduo
O texto em questo apresenta indicadores bastante
preocupantes para os trabalhadores no
mundo globalizado. H uma reduo do nmero
de sindicalizados, processo esse acompanhado
do rebaixamento dos salrios. Os dados
apontam uma fragilizao dos sindicatos. Por
que isso ocorre? Vrios fatores devem ser considerados,
como o desemprego, a diminuio
dos postos de trabalho, a insegurana do trabalhador,
a especializao das tarefas, a diferenciao
salarial, o ganho por produtividade e outros.
Reflita sobre essa situao com os alunos. Essas
informaes e essa discusso so importantes
para que os alunos trabalhadores e futuros trabalhadores
conheam os problemas e pensem
formas de lutas e reivindicao de seus direitos
no contexto da globalizao.
Resultados esperados: a) Refletir sobre sindicalizao
e os salrios no mundo do trabalho
globalizado a partir da realidade da turma e da
anlise de dados apresentados.
b) Produo individual de um pequeno texto.
04CP02 TX04P2 pg 22_27 1/20/07 1:18 AM Page 23
24  Caderno do professor / Globalizao e Trabalho
rea: Lngua estrangeira  Ingls Nvel II
1. Coloque na lousa as seguintes palavras:
union
wages
salary
strike
demonstration
legalized
labor rights
labor law
unionized
employer
employee
2. Pea aos alunos em duplas e procurem advinhem
o significado dessas palavras (d a eles
cerca de 7 minutos). Diga a eles que so
palavras relacionadas com o texto e o grfico
que estudaram.
3. Escreva na lousa, em outra coluna as
seguintes definies:
legalizado, formal
sindicato
sindicalizado
salrio
salrio (por hora de trabalho)
empregador
greve
direitos do trabalhador
Descrio da atividade lei do trabalho
empregado
protesto
4. Pea s duplas que unam a palavra em portugus
ao seu equivalente em ingls (eles devem
fazer o exerccio em duplas). Depois
cheque com eles as respostas:
union  sindicato
wages  salrio (por hora de trbalho)
salary  salrio
strike  greve
demonstration  protesto
legalized  legalizado
labor rights  direitos do trabalhador
labor law  lei do trabalhador
unionized  sindicalizado
employer  empregador
employee  empregado
5. Comente as diferenas e semelhanas do trabalho
sindicalizado, do trabalho formal e da fora
do sindicato no Brasil e nos EUA.
Atividade P Matching
4
Te x t o
Objetivo
 Aprender vocabulrio sobre os direitos do trabalhador.
Introduo
O grfico proposto fala dos nveis de rebaixamento
salarial dos trabalhadores sindicalizados
nos EUA.  interessante apresentar o vocabulrio
utilizado em ingls para termos como sindicalizado,
greve, lei trabalhista, etc.
Resultado esperado: Aprender vocabulrio
em ingls referente a trabalho e algumas diferenas
entre EUA e Brasil.
Tempo sugerido: 40 a 50 minutos
04CP02 TX04P2 pg 22_27 1/20/07 1:18 AM Page 24
Caderno do professor / Globalizao e Trabalho  25
rea: Lngua estrangeira  Ingls Nvel II
1. Escreva na lousa as seguintes expresses e
faa os respectivos desenhos:
P (desenhe uma seta vertical apontando para
cima)  to rocket
P (desenhe uma seta inclinada em sentido ascendente)
 to increase
P (desenhe uma seta horizontal apontando
para a direita)  to level off
P (desenhe uma seta inclinada em sentido
descendente)  to decrease
P (desenhe uma seta vertical apontando para
baixo)  to drop
Explique aos alunos que estes so os verbos utilizados
em ingls para a leitura de grficos em
geral. Diga a eles que so verbos regulares, portanto
para formar o passado devem receber as letras
ED no final (rocketed, increased, leveled off,
decreased, dropped). Ateno: explique que em
DROP o p  duplicado por ser uma palavra de
uma slaba s que termina em consoante, vogal,
consoante.
2. Pea a eles que voltem ao grfico no texto
apresentado e o interpretem utilizando os
termos em ingls. Exemplo: A mo-de-obra
sindicalizada leveled off em 32% em 1961.
Descrio da atividade Se quiser, apresente a frase em ingls para
que eles sigam o modelo:
The unionized workforce leveled off in 32 per
cent in 1932.
Atividade P Graph
4
Te x t o
Objetivo
 Aprender a ler grficos em ingls.
Introduo
O grfico proposto fala dos nveis de rebaixamento
salarial dos trabalhadores sindicalizados
nos EUA.  uma boa oportunidade de apresentar
aos alunos os verbos e expresses mais utilizados
na leitura de grficos em ingls.
Contexto no mundo do trabalho: A atividade ajuda a
criar familiaridade com terminologias de negcios em ingls,
melhorando as habilidades do aluno para o mercado
de trabalho.
Resultado esperado: Desenvolver no aluno a
capacidade de interpretar grficos simples em ingls.
Dica do professor: Pode-se tambm levar revistas para a
sala de aula para que os alunos exercitem o vocabulrio
com outros grficos.
Tempo sugerido: 1 hora
04CP02 TX04P2 pg 22_27 1/20/07 1:18 AM Page 25
26  Caderno do professor / Globalizao e Trabalho
rea: Matemtica Nvel II
1. Possibilite a seus alunos a compreenso do
grfico de linhas fazendo com que entendam
que utilizamos o plano cartesiano para represent-
lo. No caso, o eixo X trata dos anos de
1950-2000, e o eixo Y mostra em porcentagem
a proporo de mo-de-obra sindicalizada
do setor privado da economia americana.
Lembre-se tambm de revisar o conceito de
porcentagem.
2. No grfico  possvel perceber trs pontos de
encontro entre ano e porcentagem. Pea aos
alunos que os localizem e escrevam o par ordenado
(aproximado) representado por eles.
3. Com a tabela de crescimento dos salrios
reais, pea que organizem grficos de barras
ou de colunas para cada pas ali apontado. Os
alunos devem colocar no eixo horizontal os
anos indicados e utilizar o eixo vertical para a
variao anual dos salrios (mdia percentual).
Lembre-se de que nos grficos de colunas
ou de barras utilizamos o plano cartesiano.
Descrio da atividade
Atividade P Leitura e escrita de tabelas e de grficos: um modo de incluso
4
Te x t o
Objetivo
 Interpretar dados estatsticos por meio de tabelas
e de grficos.
Introduo
Os trabalhadores, nas suas lutas organizadas, conseguiram
vrias conquistas sociais; no entanto, nas
ltimas dcadas houve uma reduo do nmero de
trabalhadores sindicalizados, ao mesmo tempo
que os nveis salariais despencaram. Quais as
vantagens e desvantagens de ser sindicalizado?
H sindicatos ou cooperativas em sua cidade?
Contexto no mundo do trabalho: Grficos representados
em planos cartesianos so importantes em vrios setores
de trabalho e de pesquisa. Jornais, revistas e outros
meios de comunicao trazem dados representados em
grficos ou tabelas para facilitar a anlise do assunto que
 apresentado aos leitores. Desse modo,  preciso aprender
a ler essa linguagem matemtica para no ficar excludo
ou alienado das informaes que so transmitidas. Como
trabalhadores  importante contextualizar esses
dados de forma crtica.
Resultados esperados:
a) Ler uma informao estatstica.
b) Construir tabelas e diferentes tipos de grficos.
c) Interpretar criticamente informaes grficas.
Dicas do professor: Livro  Relaes humanas na famlia
e no trabalho, de Pierre Weil (Vozes). Sugerimos tambm
trazer um membro do sindicato de sua cidade para conversar
com os alunos.
Material indicado:
P papel quadriculado ou
folha milimetrada para a
construo dos grficos
Tempo sugerido: 4 horas
04CP02 TX04P2 pg 22_27 1/20/07 1:18 AM Page 26
Caderno do professor / Globalizao e Trabalho  27
rea: Matemtica Nvel II
1. Apresente aos alunos o grfico do texto em
uma transparncia ou na lousa. Por que a linha
est baixando? O que isso indica?
2. Leia com eles os anos que esto na linha horizontal
e pea que digam qual era a porcentagem
de sindicalizados em cada ano e que est
expressa na linha vertical (como num tabuleiro
de batalha naval). Chame a ateno para os intervalos
da linha vertical (de oito em oito).
3. Oriente os alunos a construir uma tabela de
duas colunas. Na primeira devem ser anotados
os anos e na segunda as respectivas porcentagens
de sindicalizados. (Para encontrar
as porcentagens, oriente leituras aproximadas.
Ex.: ano 1952  35%.)
4. Pea aos alunos que copiem em um papel
quadriculado o grfico da porcentagem de
sindicalizao.
5. Com os dados da tabela que acompanha o texto,
desenhe um outro grfico de linhas
mostrando a variao do crescimento dos
salrios reais. A partir deste desenho, discuta
se o autor tem razo ao afirmar que ao mesmo
tempo que os sindicatos perdem representatividade,
os nveis salariais despencam.
Descrio da atividade 6. Organize os alunos em grupos e pea que reflitam
se o autor tem razo ao concluir que os
trabalhadores ficam fragilizados na defesa de
seus direitos e na conquista de novos quando
no so sindicalizados. Pea que relacionem
esse argumento com suas experincias.
Atividade P Lendo um grfico de linhas
4
Te x t o
Objetivo
 Ler e desenhar um grfico de linhas.
Introduo
O grfico apresenta a mesma idia expressa em
palavras no texto. Sua virtude  revelar com mais
fora a reduo do nmero de trabalhadores
sindicalizados em paralelo com a reduo do valor
dos salrios. Voc concorda? Na sua categoria
isto est acontecendo?
Contexto no mundo do trabalho: Pea aos alunos que
pesquisem nos seus sindicatos os ndices de sindicalizao
e respectivos ndices de reajustes salariais nos ltimos 10
anos para verificar se a situao descrita no texto se confirma
nas suas categorias.
Resultados esperados:
a) Construir grfico de linhas comparando duas
situaes.
b) Compreender a importncia da sindicalizao.
Material indicado:
P papel quadriculado
Tempo sugerido: 3 horas
04CP02 TX04P2 pg 22_27 1/20/07 1:18 AM Page 27
5. Pea-lhes que ir desenhem a personagem e
criem uma pequena histria em quadrinhos
com ela.
28  Caderno do professor / Globalizao e Trabalho
rea: Artes Nvel II
1. Solicite a cada aluno que faa uma lista de
nomes de personagens de filmes ou histrias
em quadrinhos.
2. Sugira que em pequenos grupos, comparem a
lista com as de seus colegas. Observe quais
nomes se aportuguesaram ou foram traduzidos
e quais permaneceram em sua lngua original.
3. Discuta com eles o contedo ou significado
contido nesses nomes e as caractersticas do
comportamento de cada personagem (onde
mora ou se esconde, onde e como trabalha,
como se veste, que poderes especiais possui,
etc.).
4. Proponha que cada grupo crie duas personagens:
uma com nome em ingls e outra com
nome em portugus. O nome em portugus dever
ser baseado em algum elemento da cultura
local (por exemplo, animais  cascavel,
carcar, ona, etc.).
Descrio da atividade
Atividade P Um heri brasileiro
5
Te x t o
Objetivos
 Observar e analisar as palavras estrangeiras usadas
em histrias em quadrinhos e filmes.
 Compreender que essas palavras e as personagens
representam traos de uma cultura.
 Construir uma personagem com elementos da
cultura local, valorizando essa cultura.
Introduo
Lngua  cultura. Est em constante desenvolvimento;
possui uma raiz e cria ramos muito amplos.
A lngua de uma comunidade recebe influncia de
outras e pode transform-la, enriquecendo a si
mesma. Alm disso, cada palavra de uma lngua
possui significados importantes, por vezes especficos.
Tornam-se mesmo smbolos de uma cultura.
O Brasil, assim como a maior parte dos pases,
sofre forte influncia da lngua e da cultura norteamericanas.
Essa influncia chega aos jovens de
vrias formas. Um delas  atravs de personagens
de filmes e histrias em quadrinhos (ex.: Batman
e Super-Homem). Como as palavras usadas nessas
histrias e o comportamento dessas personagens
reflete a cultura norte-americana globalizada?
Como seriam as personagens ligadas a
elementos da cultura local dos alunos de EJA?
Resultados esperados:
a) Compreender que a lngua  a base material
cultura e que as palavras tm como referncia
elementos dessa cultura.
b) Expressar essa compreenso atravs da comparao
de palavras estrangeiras e portuguesas
no contexto das personagens de histrias
em quadrinhos e filmes.
Dicas do professor: Pea aos alunos que tragam gibis
para a sala de aula. Trabalhe os elementos grficos comuns
na linguagem dos quadrinhos. Assista com a turma
um filme de super-heri norte-americano (Batman,
Homem-Aranha, Super-Homem) e a outro de um heri (ou
anti-heri) brasileiro (Chic de Auto da Compadecida, Z
do Caixo, o Macunama, Amigo da Ona), comparando
as personagens para estimular a criatividade dos alunos.
Tempo sugerido: 3 horas
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Caderno do professor / Globalizao e Trabalho  29
rea: Educao e trabalho Nveis I e II
1. Aps leitura coletiva do texto, problematize
com os alunos conceito de comunicao e a importncia
da lngua nas sociedades humanas.
2. Divida a turma em trs grupos, pea ao
primeiro grupo que entreviste diferentes trabalhadores,
que podem ser seus companheiros de
classe. Caso no seja possvel, pea que faam
uma pesquisa na internet, em revistas, em
livros, etc. sobre as principais palavras e expresses
estrangeiras utilizadas no trabalho de
cada um e os riscos advindos da falta de compreenso
do seu significado. Ao segundo, solicite
que faa entrevistas com imigrantes sobre
as palavras e expresses utilizadas em sua
terra natal. Caso no seja possvel, oriente- os
a utilizar como fontes a internet, revistas,
livros, professores de lngua estrangeira,
etc.Ao terceiro, solicite o levantamento de
palavras estrangeiras no horrio nobre das principais
emissoras de televiso.
3. Solicite a elaborao de um pequeno glossrio
com as palavras e expresses pesquisadas, explicando
seu significado.
Descrio da atividade 4. Pea aos grupos que leiam o trabalho para a
turma e veja se todos compreendem as
definies formuladas; caso contrrio, reformule-
as em conjunto com eles para torn-las
mais claras.
5. Pea aos alunos que produzam um mural com
os glossrios para expor na escola.
6. Compare os resultados dessa atividade com o
dicionrio produzido na atividade de Portugus
sugerida para este texto.
Atividade P A lngua  viva!
5
Te x t o
Objetivo
 Refletir sobre os impactos do processo de globalizao
na comunicao entre os seres humanos,
em especial no mundo do trabalho.
Introduo
J se foi o tempo em que escrevamos pharmcia.
Conforme diz o texto, a lngua acompanha as mudanas
ocorridas na economia, na cincia na organizao
social, poltica e cultural das sociedades.
Na escola, em casa, no trabalho e at
mesmo na igreja, ouvimos expresses prprias de
nossa poca. Sem falar do nosso imenso Brasil,
onde algumas expresses regionais so difceis de
entender at mesmo para ns brasileiros. Rubaco,
mucunz, baio-de-dois, macaxeira, voc
sabe o que so? Na atual organizao da base
produtiva, exigem-se do trabalhador criatividade,
participao, capacidade de comunicao, domnio
de vrias lnguas e linguagens, entre outros
itens. Com a crescente informatizao do mundo
do trabalho, palavras e expresses como software,
hardware, feedback , just in time, so comuns. O
predomnio econmico e militar dos EUA tem
feito da lngua inglesa a principal fonte de emprstimos
lexicais. Como se pode incorporar novas
palavras na lngua portuguesa sem perder a
identidade cultural?
Resultado esperado: Perceber os impactos
da globalizao na comunicao e no mundo do
trabalho.
Material indicado:
P papel pardo
Tempo sugerido: 6 horas
05CP02 TX5P2 pg 28_31 1/20/07 1:23 AM Page 29
30  Caderno do professor / Globalizao e Trabalho
rea: Lngua estrangeira  Ingls Nvel II
1. Pea aos alunos que em 5 minutos pensem e
escrevam uma lista de palavras em ingls que
utilizamos no dia-a-dia. D a eles um exemplo:
hot-dog.
2. A seguir escreva algumas das palavras na
lousa. Voc pode usar as seguintes palavras
para enriquecer a lista: office-boy, bike, outdoor,
hambrguer, volleyball, software,
mouse, marketing, site, chat, internet, walkman,
discman, tnis, shorts, jeans, ketchup,
CD (compact disc), bacon, shopping center,
shampoo.
3. Comente quanto a influncia americana  sentida
no Brasil e pergunte a eles se isso  bom
ou ruim. Mantenha o debate por cerca de 10
minutos.
4. Proponha que eles formem duplas e criem
palavras brasileiras para seis das palavras
em ingls que esto na lista da lousa. Quando
tiverem terminado, pea a algumas duplas
que compartilhem o vocabulrio criado com
os demais colegas.
Descrio da atividade
Atividade P Dictionary
5
Te x t o
Objetivo
 Conscientizar o aluno da influncia da lngua
inglesa no portugus falado no Brasil e da conexo
entre as duas culturas.
Introduo
O texto trata da influncia de vrias lnguas e,
por conseguinte, de vrias culturas na lngua
portuguesa.  proveitoso utilizar esse contexto
para refletir sobre o papel da lngua e cultura inglesas
no portugus.
Contexto no mundo do trabalho: Entender as influncias
de outras culturas na sua prpria, contribui para a formao
de profissionais mais atualizados, flexveis e compreensivos
em relao s diferenas culturais.
Resultado esperado: Maior conscincia sobre
a influncia e importncia do ingls na lngua
portuguesa.
Dicas do professor:  interessante mostrar que o mesmo
fenmeno que ocorre no Brasil em relao ao ingls
tem ocorrido nos EUA em relao ao espanhol. O
filme Spanglish ou Espangls d uma boa idia desse
processo.
Tempo sugerido: 50 minutos
05CP02 TX5P2 pg 28_31 1/20/07 1:23 AM Page 30
Caderno do professor / Globalizao e Trabalho  31
rea: Portugus Nveis I e II
1. Faa uma leitura compartilhada do texto A
Globalizao da lngua: metade do grupo faz
a leitura silenciosa dos dois primeiros pargrafos
e a outra metade do ltimo pargrafo.
2. Organize a sala de maneira a deixar todos de
frente, como numa mesa-redonda. Os grupos
devem relatar o que leram e aproveitar a situao
para fazer reflexes e trocar idias sobre o
contedo do texto.
3. Depois da discusso, pode-se propor a confeco
de um pequeno dicionrio de termos
regionais, grias e estrangeirismos.
4. Pea aos alunos que faam uma lista das
palavras que aparecem em sua cultura local.
5. Mostre aos alunos como se organiza um dicionrio
e pea que comecem a montagem de
seu prprio livro.
6. Com a ajuda dos alunos, organize em ordem alfabtica
as palavras e termos que apareceram.
7. O dicionrio pode ser elaborado em um trabalho
interdisciplinar com Artes na confeco
de um bonito livro com pginas grandes,
encadernadas das mais distintas maneiras.
Descrio da atividade
Atividade P Como falamos?
5
Te x t o
Objetivos
 Valorizar a lngua materna como fator essencial
de nossa identidade e como fator de resistncia.
 Iniciar um trabalho de identificao dos estrangeirismos
e do processo dinmico de todo
idioma.
Introduo
O texto trata de um discutido assunto da atualidade.
Aponta que o processo de um idioma  dinmico,
com mudanas, substituies, palavras esquecidas.
 um processo to natural que muitas
vezes no nos damos conta de que est acontecendo.
A atividade prope um primeiro contato com a
questo da diversidade da lngua que falamos.
Resultados esperados:
a) Refletir sobre as palavras e expresses usadas
no cotidiano. De onde vm, com quem aprenderam,
se so faladas por um grande ou por
pequeno grupo.
b) Aprender a lidar com a organizao de um dicionrio.
Dicas do professor: Existem vrios dicionrios que
seguem a idia do exerccio proposto. Como o Assim falava
Lampio, uma coletnea de expresses nordestinas.
Para jovens, foram escritos dicionrios de grias, de expresses
utilizadas em diversas situaes ou grupamentos
sociais, como bailes funk, internautas, etc.
Material indicado:
P dicionrios para pesquisa
e observao
Tempo sugerido: 4 horas
05CP02 TX5P2 pg 28_31 1/20/07 1:23 AM Page 31
32  Caderno do professor / Globalizao e Trabalho
rea: Lngua estrangeira  Espanhol Nvel II
1. Leia o texto para que os alunos se familiarizem
com a sonoridade do idioma.
2. Depois , pea aos alunos que leiam-os em voz
alta e oriente de modo que todos possam ler
pelo menos um trecho.
3. Exercite a observao da sonoridade das
palavras. Quais delas mais se parecem ao portugus?
Destaque, por exemplo, as palavras:
calcula, internacional, espaol, oficial, Brasil, ltimos,
mundial. Leia cada palavra enfatizando a
pronncia espanhola da letra l (em portugus
essa letra  pronunciada com o som de u).
4. Amplie a atividade com outras palavras e outros
fonemas. Os prprios alunos devem retirlas
do texto e em seguida fazer a leitura oral.
5. Utilize gravaes de pequenos textos: dilogos,
msicas etc. para explorar a compreenso
auditiva.
Descrio da atividade
Atividade P La fuerza de la lengua espaola
7
Te x t o
Objetivos
 Reconhecer a importncia do aprendizado da
lngua espanhola no mercado de trabalho.
 Aproximar o aprendiz fontica de ortografia do
espanhol.
Introduo
Pelas informaes expressas no texto, percebemos
que o espanhol est cruzando fronteiras, conquistando
espaos. Ao ler o texto em espanhol, percebemos
tambm que muitas palavras desse idioma
so parecidas com as da lngua portuguesa. Por
que o espanhol se parece com o portugus? As
duas lnguas tm a mesma origem: o latim. Surgiram
geograficamente muito prximas. Vivem em
proximidade tanto na Europa como na Amrica,
para onde foram levadas como resultado das viagens
martimas portuguesas e espanholas. Atualmente,
o espanhol est ganhando mais espao no
Brasil. Ser lngua obrigatria nas escolas pblicas.
No mundo do trabalho cada vez mais empresas espanholas
de diferentes setores se instalam em territrio
brasileiro. Isso significa que os profissionais
brasileiros das mais diversas reas e nveis de atuao
tero a necessidade de dominar o espanhol.
Algum j teve alguma experincia com essa lngua,
no trabalho ou em outra situao?
Contexto no mundo do trabalho: A importncia do espanhol
no trabalho como segunda lngua mundial; a necessidade
de seu domnio para entender, por exemplo, os
manuais das mquinas; os termos tcnicos inseridos em
suas operaes etc.
Resultados esperados:
a) Refletir e expressar-se sobre a difuso do espanhol
no mundo e sobre a importncia dessa
lngua no mercado de trabalho.
b) Reconhecer as semelhanas entre as duas lnguas.
Dicas do professor: Sites  www.rae.es (Real Academia
de la Lengua Espaola)
www.cvc.cervantes.es/ (Amplia informacin sobre la cultura
y lengua espaolas)
Msica  /i...Hablemos el mismo idioma/i... Cantante: Gloria
Estefan. Autor: Emilio JR Estefan.
Materiais indicados:
P aparelho de som, CDs ou
fitas
Tempo sugerido: 1 hora
07CP02 TX7P2 pg 32_33 1/20/07 1:24 AM Page 32
Caderno do professor / Globalizao e Trabalho  33
rea: Lngua estrangeira  Espanhol Nvel II
1. Leia o texto para que os alunos acompanhem
a leitura.
2. Promova uma discusso com os alunos com
base nas seguintes questes: Algum j teve
experincia com o espanhol? Quem conhece a
Espanha? Onde ela se localiza? Alm do espanhol,
qual outra lngua  falada nesse pas?
Algum j ouviu falar nos termos catalo,
galego e vasco?
3. Utilizando um mapa, localize a Espanha e os
territrios espanhis na frica ( importante
cada aluno ter uma cpia do mapa).
4. Localize as comunidades espanholas que, alm
do espanhol, falam outra lngua oficial em cada
um desses territrios: Catalunha (catalo),
Galcia (galego), Pas Vasco (vasco). Isso quer
dizer que so quatro as lnguas oficiais faladas
na Espanha.
5. Localize os pases que tm o espanhol como
lngua oficial.
6. Faa uma lista com esses 20 pases. Todos devem
participar observando a localizao no
Descrio da atividade mapa e informando o que sabe sobre cada
pas. Escreva na lousa, em espanhol, o nome
de cada um com respectiva capital, nacionalidade
e moeda. Ex.:
pas  Espaa
capital  Madrid
nacionalidad  espaol
moneda  euro
Atividade P La lengua espaola en el mundo
7
Te x t o
Objetivo
 Conhecer a abrangncia da lngua espanhola
no mundo e compreender sua importncia no
mundo do trabalho.
Introduo
No texto percebemos a dimenso da lngua espanhola
no mundo todo, sua presena e difuso
mundial nos mais diferentes setores: educao,
econmia, telecomunicaes, comrcio, indstria.
A Espanha , atualmente, o segundo maior
investidor mundial no Brasil, com grandes empresas
estabelecidas no pas. Sabemos que o espanhol
est se tornando a segunda lngua oficial
do planeta. O que isso significa em termos de
aquisio de lngua estrangeira para os diferentes
profissionais? J foi o tempo em que o
mercado de trabalho exigia somente o ingls como
segunda lngua. Hoje h a exigncia do espanhol.
Quantas mquinas e instrumentos de
trabalho no vm com seus manuais escritos em
espanhol? O que isso significa? O trabalhador
que no conhece espanhol ter futuro? O que
fazer, ento?
Resultados esperados:
a) Compreender a influncia do espanhol no mundo
e sua importncia no mundo do trabalho.
b) Identificar os pases cuja lngua oficial  o
espanhol.
Dicas do professor: Importante conhecer:
Instituto Cervantes  www.cvc.cervantes.es
www.es.wikipedia.com.
Empresas espanholas no Brasil: Telefonica, Endesa, Santander,
BBVA, MANGO
Materiais indicados:
P mapa-mndi e das
Amricas
Tempo sugerido: 2 horas
07CP02 TX7P2 pg 32_33 1/20/07 1:24 AM Page 33
34  Caderno do professor / Globalizao e Trabalho
rea: Matemtica Nvel II
1. Proponha aos alunos as seguintes tarefas:
a)Informe o valor de cada um destes itens em
sua regio:
(camisa, cala, carne, arroz, combustvel) e
do salrio mnimo, em dlar.
b)Transforme os valores chineses em reais e
compare com os valores dos produtos de
sua regio.
c) Determine a diferena, em reais, dos valores.
Faa sempre (produto brasileiro 
produto chins.) Se o resultado for negativo
o produto chins  mais caro; se for positivo,
o brasileiro  mais caro.
2. Pea aos alunos que mostrem as concluses
sobre a razo de os chineses a terem preos
to baixos e o que as indstrias brasileiras podem
fazer para competir com eles.
Descrio da atividade
Atividade P Que pas  este?
8
Te x t o
Objetivo
 Operaes com nmeros inteiros, multiplicao
e diviso com nmeros decimais.
Introduo
A invaso de produtos chineses em nossas vidas
 um fato real. Produtos que antes as empresas
brasileiras exportavam para vrios pases
(calados, tecidos etc.) agora sofrem com a concorrncia
dos chineses. Vrios produtos tambm
entram em nosso pas diariamente, como
eletrnicos, tecidos, calados etc. Mas os chineses
tambm compram nossos produtos: minrio
de ferro, produtos agrcolas etc. De que forma os
chineses competem no marcado internacional?
Resultado esperado: Refletir sobre a atual
situao do comrcio mundial aps o reconhecimento
da China como economia de mercado.
Dica do professor: Busque informaes sobre o preo do
dlar em jornais no dia da aula ou no telejornal do dia anterior.
Material indicado:
P calculadora
Tempo sugerido: 2 horas
08CP02 TX8P2 pg 34_37 1/20/07 1:27 AM Page 34
Caderno do professor / Globalizao e Trabalho  35
rea: Matemtica Nveis I e II
1. Pea aos alunos que convertam em real todos
os valores em dlar encontrados no texto. Oriente-
os a encontrar o valor da cotao do
dlar em jornais, na televiso ou na internet.
2. Divida a turma em grupos e distribua para cada
um dois ou trs pargrafos do texto, orientando
que o reescrevam substituindo a informao e
os valores sobre a China por valores e dados do
Brasil. Ex. Em vez de Para os chineses, uma
camisa custa o equivalente a US$ 1, os alunos
devem escrever: Para os brasileiros, uma
camisa custa o equivalente a ... (encontrar os
preos em reais em anncios e usar a cotao do
dia para o clculo).
3. Troque os textos reescritos entre os grupos e
pea que cada um compare o pargrafo original
de Pastore com o reescrito pelos colegas,
percebendo o que  igual e o que  diferente
entre os dois em termos de valores e situao
trabalhista. Pea aos grupos que confiram se
as trocas efetuadas pelos colegas esto adequadas.
(funciona como uma avaliao).
4. Pea, ento, que cada grupo apresente suas
concluses ao maior grupo, e faa na lousa,
um quadro comparativo com as diferenas e
Descrio da atividade semelhanas entre os dois pases no que tange
aos valores e s situaes do trabalho.
Atividade P Brasil e China: quanta igualdade
8
Te x t o
Objetivos
 Transformar dlar em real.
 Estabelecer comparao entre valores e situaes
de trabalho.
Introduo
Pastore entende que a China produz muito e barato
 custa da explorao da mo-de-obra de
seus milhares de trabalhadores. Que semelhanas
e diferenas podemos encontrar entre a China
e o Brasil?
Resultados esperados: Produzir textos comparativos
entre Brasil e China destacando semelhanas
e diferenas em termos de situaes e
valores do trabalho.
Dica do professor: Prepare com antecedncia as informaes
sobre o Brasil que sero substitudas no texto sobre
a China.
Tempo sugerido: 4 horas
08CP02 TX8P2 pg 34_37 1/20/07 1:28 AM Page 35
36  Caderno do professor / Globalizao e Trabalho
rea: Matemtica Nvel II
Solicite aos alunos que resolvam as seguintes
questes:
1. Pesquisem o valor do salrio mnimo vigente
no Brasil e a cotao atual do dlar (esses valores
podem ser encontrados em jornais, televiso
ou internet) e faam a converso do valor
do salrio de reais para dlares. (Verifique
se conseguem aplicar a regra de trs simples
para efetuar esse clculo.); Supondo que o
salrio mnimo da China seja a mdia aritmtica
entre os salrios de Pequim, de Xangai
e de Guangzhou, encontrem o valor aproximado
recebido pelos trabalhadores chineses
em um ms utilizando os resultados encontrados
nos itens a e b, determinem a razo entre o
salrio mnimo da China pelo salrio mnimo
do Brasil.
2. Discuta com seus alunos o significado dessa
razo no contexto sociopoltico. Considere
tambm, que uma razo pode ser escrita por
meio de frao, par ordenado ou diviso.
Descrio da atividade
Atividade P Semelhanas e diferenas entre trabalhadores chineses e brasileiros
8
Te x t o
Objetivo
 Conscientizar os alunos das condies de trabalho
no Brasil e na China, aplicando conceitos
matemticos de razo, mdia aritmtica
e cmbio.
Introduo
No texto  possvel perceber as condies de
trabalho do povo chins. Uma populao economicamente
ativa de quase 700 milhes de
pessoas que oferecem s empresas estrangeiras
mo-de-obra barata, disciplinada e de boa qualidade.
No entanto, isso tudo cria no pas problemas
sociais e ambientais. Como seus alunos
comparariam a situao dos trabalhadores chineses
e a dos brasileiros? A atividade a seguir
ajuda a estabelecer essa comparao.
Resultados esperados:
a) Identificar semelhanas e diferenas nas
condies de trabalho dos dois pases citados.
b) Demonstrar competncia e habilidade na aplicao
dos conceitos desenvolvidos na atividade.
c) Aplicar esses conhecimentos a outras situaes.
Dica do professor: Convidare um professor de histria
para falar da China da OMC e das condies sociopolticas
e econmicas do trabalhador chins, citadas no texto,
em comparao com as condies do trabalhador
brasileiro.
Material indicado:
P calculadora
Tempo sugerido: 4 horas
08CP02 TX8P2 pg 34_37 1/20/07 1:28 AM Page 36
Caderno do professor / Globalizao e Trabalho  37
rea: Portugus Nveis I e II
1. Pea que um aluno leia o texto para a sala
mostre como o autor refora, com palavras, sua
admirao, seu choque, seus sentimentos.
2. Explique que os adjetivos e os advrbios de intensidade,
alm da pontuao expressiva, reforam
uma forma de ver e de sentir o mundo
chins. Chame a ateno dos alunos para o fato
de que para traduzir intensidade vrios pargrafos
terminam com ponto de exclamao.
3. Escolha alunos e pea que digam:
a) A populao economicamente ativa  de
700 milhes de pessoas. afirmando; interrogando;
espantado; sussurrando; com desespero;
como se fosse um segredo.
b) Eu te amo indicando: paixo verdadeira,
uma mentira deslavada; ironicamente,
para no ofender com palavres a pessoa a
quem se dirige. Explique aos alunos que,
ao dizer isso, valeram-se de pausas (lgicas
ou psicolgicas) entre as palavras para
Descrio da atividade provocar emoes. Pea aos alunos que,
com o uso dos sinais de pontuao, expressem
essas formas na escrita.
5. Selecione frases do prprio texto ou de outros,
e use-as sem sem pontuao. Pea aos alunos
que, primeiramente, falem para expressar a
forma como sentem o que est sendo dito.
Depois, escrevam as frases dadas valendo-se
dos sinais de pontuao. Por fim, verifiquem
em grupo a forma como foi feita a pontuao.
Atividade P Expressividade e sinais de pontuao
8
Te x t o
Objetivo
 Relacionar expressividade oral e o uso correto
da pontuao.
Introduo
Todo texto possui um subtexto: uma expresso
manifesta, intimamente sentida por uma pessoa
que fala, l ou escreve. Uma teia de movimentos
interiores nos faz dizer de um determinado modo
e no de outro.
Para falar e pontuar,  preciso tentar descobrir
onde esto as pausas lgicas  aquelas que tm
por funo unir as palavras em grupos, oraes e
separar esses grupos uns dos outros , intimamente
relacionadas  gramtica da lngua, aos
sinais de pontuao.  fundamental dividir o
perodo em oraes e analisar cada frase at
chegar  sua essncia e conhecer nossa lngua e a
natureza dos sinais de pontuao. Cada um possui
uma entonao prpria, que produz certo
efeito nos ouvintes: a interrogao requer uma
explicao; o ponto de exclamao pede compaixo,
aprovao ou protesto; dois-pontos pedem
uma considerao atenta daquilo que se lhes
segue; e assim por diante. A pausa psicolgica
d vida aos pensamentos, frases, oraes e ajuda
a transmitir o contedo subtextual das palavras:
o interior
Resultado esperado: Relacionar expresso
oral e pontuao.
Tempo sugerido: 2 horas
08CP02 TX8P2 pg 34_37 1/20/07 1:28 AM Page 37
38  Caderno do professor / Globalizao e Trabalho
rea: Artes Nveis I e II
1. Rena em classe pequenos grupos pea que
escolham um assunto que complete a frase
Meu corao est em ....
2. Completada a frase, os grupos devem apontar
aspectos que sustentam e exemplificam a
razo pela qual o corao estaria nesse lugar
ou em sintonia com esse fato.
3. Pea que construam um poema escrito, visual
ou dramtico que materialize os pensamentos
e sentimentos do grupo.
4. Os poemas devem ser apresentados e discutidos
tomando por base as relaes afetivas e
cognitivas e sociais que permeiam os interesses
e desinteresses pessoais.
Voc pode desenvolver a atividade num nico dia
ou dar tempo para que os alunos renam material
para concretizar a tarefa.
Descrio da atividade
Atividade P Meu corao est em...
9
Te x t o
Objetivos
 Discutir temas atuais de interesse coletivo que
mobilizam sentimentos.
 Criar um poema escrito, visual ou dramtico
sobre uma notcia que tenha provocado um desejo
de ao.
Introduo
Quando nos sentamos diariamente diante da
televiso e assistimos ao noticirio, algumas
notcias nos tocam mais diretamente, despertando
em ns uma multiplicidade de sentimentos,
como revolta, indignao, solidariedade ou
compaixo. O que, no entanto, fazemos com a
informao ou o conhecimento obtido atravs da
notcia? Discutimos, criamos algo, compartilhamos
nossas interpretaes ou mudamos de
canal?
Resultados esperados:
a) Reconhecer assuntos de interesse, que lhe tocam
de maneira especial.
b) Apresentar, discutir e expressar seus pontos de
vista, de forma artstica.
Dicas do professor: Sites 
www.tanto.com.br/opoemavisual.htm
www.kakinet.com/caqui/nyumon.htm
www.lausiqueira.blogger.com.br/
Tempo sugerido: 2 horas
09CP02 TX9P2 pg 38_40 1/20/07 1:30 AM Page 38
Caderno do professor / Globalizao e Trabalho  39
rea: Cincias Nvel I
Sentimos os batimentos do corao colocando os
dedos nas veias do pulso, do tornozelo, do
pescoo ou encostando o ouvido no peito.
1. Cada aluno deve medir o prprio batimento
cardaco por 60 segundos, pressionando levemente
os dedos indicador e mdio sobre as
veias do pulso.
2. Um colega deve auxili-lo nesta tarefa, indicando
o incio e o fim do perodo de medio.
3. Mea os batimentos cardacos em quatro situaes:
a) em repouso: cada aluno deve ficar sentado,
respirando pausadamente por 3 minutos;
b) em movimento suave: aps andar pela sala
de aula por 2 minutos, num movimento
suave, porm determinado;
c) em movimento vigoroso: pulando por 60
segundos;
d) novamente em repouso.
Descrio da atividade 4. Anote os valores medidos em uma tabela.
5. Identifique em que situaes os valores maiores
foram obtidos e justificar.
6. Mea os batimentos cardacos em outras situaes:
pensando na pessoa amada; relembrando
uma situao vivida de intenso perigo
ou de briga, etc.
7. Justifique possveis diferenas nos valores medidos.
Atividade P Por quem bate o seu corao?
9
Te x t o
Objetivos
 Compreender que o corao faz parte do sistema
circulatrio.
 Identificar a variao nos batimentos cardacos
em atividades diversas.
Introduo
Meu corao est em Faluja! A palavra corao
 utilizada em sentido metafrico, como no texto,
quando se quer expressar sentimentos e emoes.
No entanto, fisiologicamente o corao faz parte
do sistema circulatrio, formado por artrias,
veias, vasos capilares e sangue. O corao  uma
espcie de bomba que faz o sangue circular dentro
do nosso corpo. O nmero de vezes que ela funciona
 dado pelos batimentos cardacos, que podem
variar de acordo com as necessidades do corpo
humano. Quando estamos trabalhando o
corao bate mais ou menos? Por qu?
Contexto no mundo do trabalho: Esta atividade permite
relacionar nossa necessidade de oxignio com as
atividades que exercemos. O corao bate mais rpido
quando o corpo precisa de mais oxignio para exercer
suas atividades, por exemplo quando um esforo fsico
maior  exigido em trabalhos braais.
Resultados esperados:
a) Conhecer o sistema sistema circulatrio do corpo
humano, do qual o corao faz parte.
b) Identificar a variao nos batimentos cardacos
em atividades diversas.
Dicas do professor: H doenas que fazem o corao
funcionar de forma irregular, causando arritmia.
Material indicado:
P cronmetro
Tempo sugerido: 1 hora
09CP02 TX9P2 pg 38_40 1/20/07 1:30 AM Page 39
40  Caderno do professor / Globalizao e Trabalho
rea: Portugus Nvel I
1. Pea aos alunos que escolham uma situao,
acontecimento regio como tema gerador. Por
exemplo: as secas do Nordeste, as grandes inundaes
em pocas de chuva ou cheias de rio,
o desmatamento das florestas, a violncia nos
grandes centros urbanos. O tema gerador pode
ser mais distante da realidade dos alunos, como
tsunami, terremotos, erupo de vulces,
guerras.
2. Faa um exerccio de reescrita com o mesmo
ttulo: Meu corao em..., utilizando os elementos/
sujeitos sugeridos pelo tema gerador
ou pelo lugar escolhido para estar o corao.
3. Pea aos alunos que faam uma lista dos elementos,
sujeitos, situaes que este tema congrega.
Volte ao texto de Emir Sader e veja como
ele vai apresentando em cada linha quem
afinal est em Faluja e o que est acontecendo
por l.
4. Comente sobre a figura de linguagem utilizada
pelo autor, a metonmia (uso de uma palavra
Descrio da atividade no lugar de outra que tem com a primeira uma
identificao muito prxima). O corao no 
a parte do corpo que sente, mas  um msculo.
A a palavra est substituindo o pensamento, o
sentimento todo do autor. Os alunos podem
procurar sinnimos (pensamento, desejo, olhar,
etc.) ou trocar a frase de lugar.
5. Estimule os alunos a ler todos os textos para
que todos identifiquem suas Falujas!
Atividade P Faluja de todos ns
9
Te x t o
Objetivo
 Fazer uma leitura crtica e literria do texto e
produzir um novo texto utilizando o tema gerador
da cidade de Faluja.
Introduo
Por tratar-se do caderno sobe globalizao, as
atividades propem uma aproximao dos
alunos com uma regio desconhecida. Emir Sader
escreve em prosa, mas utiliza-se de recursos
comuns na linguagem potica, como a repetio
 Meu corao est em..., presente em todo
comeo de frase, para valorizar ao mximo seus
sentimentos.
Contexto no mundo do trabalho:
1) A reescrita e a criao de textos com novos temas geradores
podem aproximar os alunos de EJA de novos
sujeitos dentro das situaes escolhidas. Algumas
profisses podem aparecer nestes contextos.
2) O professor pode ajudar a identificar os trabalhadores
que aparecem no texto do jornalista Emir Sader. Qual
o papel representado por eles no ataque ou defesa de
Faluja?
3) A funo de jornalista e seu papel na difuso e conhecimento
das notcias, e o modo como o fazem podem
ser tema de discusso entre os alunos.
Resultados esperados:
a) Reescrever o texto a partir dos temas escolhidos
pelos alunos para substituir os do texto sobre
Faluja.
b) Pensar em Faluja a partir de outras e novas
situaes.
Tempo sugerido: 3 horas
09CP02 TX9P2 pg 38_40 1/20/07 1:30 AM Page 40
Caderno do professor / Globalizao e Trabalho  41
rea: Artes Nveis I e II
1. Cada aluno dever escolher uma incerteza, algo
para o que no saiba a resposta e desenhla.
Pode desenhar uma dvida pessoal ou
relacionada  sua vida em sociedade, coletiva.
2. Secretamente cada artista escrever a dvida
que deu origem  sua obra. Em seguida apresentar
a obra aos demais, que procuraro interpret-
la.
3. O artista dar a conhecer a dvida que o teria
motivado a produzir a obra.
4. A classe discutir o ponto de partida, o processo
de realizao e o resultado.
Descrio da atividade
Atividade P Incerteza como ponto de partida para criao
10
Te x t o
Objetivo
 Discutir a criao de uma obra: ponto de partida,
processo e resultado.
Introduo
A arte reflete o momento individual de uma
sociedade. Se o momento  de incerteza, como
o texto aponta, a arte resultante tambm refletir
incerteza. Na chamada arte contempornea,
a valorizao do processo em relao
ao produto final  uma traduo da incerteza
das aes e pensamentos sobre a prpria obra.
Um produto artstico inacabado pode estabelecer
relaes com o observador, sendo at
mesmo finalizado temporariamente por ele.
A criao de um artista  fruto no apenas do
seu pensamento, sentimento ou conceito que
pesquisa ou queira afirmar, mas tambm de
suas dvidas, de sua necessidade de resposta.
O processo de criao de um artista, muitas
vezes,  o que de mais importante se observa
em sua obra.
Resultados esperados:
a) Entender que a arte no  um produto acabado.
b) Entender que a arte depende da relao com o
interlocutor ou observador e das dvidas que
essa relao possa provocar.
c) Identificar, na vida de cada um, incertezas comuns
da sociedade em que vivemos.
Dicas do professor: Sites  www.macvirtual.usp.br,
www.museuvirtual.com.br
Materiais indicados:
P papel sulfite, caneta,
lpis preto e de cor
Tempo sugerido: 1 hora e
30 minutos
10CP02 TX10 pg 41_48 20.01.07 18:15 Page 41
42  Caderno do professor / Globalizao e Trabalho
rea: Educao e trabalho Nveis I e II
1. Anote na lousa o que os alunos sabem sobre
globalizao.
2. Depois da leitura oral por dois ou trs alunos,
discuta o texto com a turma, anotando na
lousa as palavras em ingls que utilizamos em
nosso cotidiano.
3. Pea que os alunos, em pequenos grupos, discutam:
a) Quais os nomes dos pases onde, possivelmente,
foram produzidas as roupas e demais
pertences dos alunos?
b) Que idioma se fala nesses pases?
c) Quem produziu essas mercadorias?
d)Os trabalhadores desses pases so diferentes
dos trabalhadores brasileiros? Por qu?
4. Organize a apresentao dos resultados.
5. Pea a cada um dos alunos que escreva no
caderno uma ou duas frases sobre Globalizao
e mundo do trabalho
6. Pea que alguns alunos leiam o que escreveram,
solicitando comentrios dos demais.
Descrio da atividade
Atividade P Globalizao ianque
10
Te x t o
Objetivo
Construir o conceito de globalizao capitalista
levando em conta os atuais processos de dominao
cultural, precarizao do trabalho e aumento
da pobreza.
Introduo
Muito se fala em globalizao, embora ainda
saibamos muito pouco sobre seus significados.
O que ser que seus alunos sabem sobre isto?
Certamente, eles no estaro entre os 57% de
brasileiros que jamais ouviram falar nessa
palavra. Se a globalizao capitalista tem como
uma de suas referncias a descentralizao da
produo e a superao das fronteiras entre os
pases, por que o ingls tornou-se o idioma da
globalizao? Afinal, quem manda nesta tal
globalizao? Seus alunos sabem que, alm da
crescente reduo e eliminao de postos de
trabalho, trabalhadores do mundo inteiro tm
vivido a precarizao do trabalho e da prpria
vida, perdendo os seus direitos sociais e trabalhistas,
historicamente conquistados?
Resultado esperado: Perceber que o processo
de globalizao requer a organizao dos trabalhadores
contra a dominao cultural e econmica
do capital.
Dicas do professor: Veja na Enciclopdia Wikipdia o
verbete antiglobalizao, termo que se ope  globalizao
capitalista (www.wwikipedia.org).
Tempo sugerido: 4 horas
10CP02 TX10 pg 41_48 20.01.07 18:15 Page 42
Caderno do professor / Globalizao e Trabalho  43
rea: Educao e trabalho Nvel II
1. Pergunte aos alunos o que sabem sobre a
globalizao.
2. Divida a turma em grupos e pea-lhes que
leiam o texto e que identifiquem nele cinco
caractersticas da globalizao, registrando-as
por escrito.
3. Em plenria, cada grupo apresentar o seu
trabalho.
4. Proponha  turma organizar uma definio da
globalizao seguindo este roteiro:
a) quando surgiu;
b) onde surgiu;
c) quais so suas caractersticas;
d) a quem ela beneficia;
e) quais so os seus efeitos nocivos.
Registre as respostas no quadro.
5. Pea a cada aluno que escreva um texto ex-
Descrio da atividade plicitando como a globalizao afeta o seu trabalho
e a vida cotidiana.
6. Exponha os trabalhos em forma de um jornal
mural.
Atividade P O que  globalizao e como sou afetado por ela
10
Te x t o
Objetivos
 Saber o que  globalizao.
 Identificar os efeitos desse fenmeno sobre o
trabalho e a vida de cada aluno.
Introduo
A globalizao  um fenmeno produzido historicamente
e tem estreita relao com o mundo
do trabalho. Seus primeiros sinais puderam ser
identificados, em alguns pases, j no final dos
anos 1960. O economista da USP Eduardo Gianetti
da Fonseca afirma que a globalizao  a
sntese das transformaes radicais pelas quais
vem passando a economia mundial desde o incio
dos anos 1980. A partir dessa poca, os
efeitos do fenmeno j podem ser identificados
em praticamente todo o planeta. Fenmeno hoje
universal e determinante nos diversos campos
das relaes humanas, seus efeitos sobre nossa
vida diria no podem ser ignorados. Se por um
lado ele diminui as distncias entre os povos, facilitando
o comrcio e a circulao de mercadorias
em suas mltiplas expresses, de outro aprofunda
a distncia entre ricos e pobres, gerando
condies de vida cada vez mais inseguras. Voc
j reparou como esse fenmeno afeta a sua vida
e as mltiplas expresses da vida humana?
Resultado esperado: Elaborar texto explicitando
como a globalizao afeta o trabalho e a
vida cotidiana.
Dicas do professor: O processo de globalizao est intimamente
ligado s transformaes que ocorreram no
trabalho a partir dos anos 1970 no Brasil e que so conhecidas
como reestruturao produtiva. Nos dias anteriores
 aula, pea aos alunos que recolham na imprensa
material sobre a globalizao.
Sites  www.uff.br/geographia/rev_01/resenhas1.pdf;
www.pucrs.br/famecos/pos/revfamecos/5/bulik.pdf
Materiais indicados:
P papel, cola, canetas
coloridas
Tempo sugerido: 1 hora
10CP02 TX10 pg 41_48 20.01.07 18:15 Page 43
44  Caderno do professor / Globalizao e Trabalho
rea: Geografia Nveis I e II
1. Leia o texto com os alunos, identificando as
transformaes que o autor indica como provocadas
pela globalizao.
2. Debata a questo: Quem no ouviu falar da
globalizao  afetado por ela ou no?
3. Faa um levantamento sobre a presena (ou
no) da globalizao na vida dos alunos, considerando
aspectos econmicos (uso de objetos
produzidos por empresas globalizadas, empregadas
nesse tipo de empresa, uso de servios
oferecidos por elas) e culturais (estilo de roupa,
msica, tipo de alimento, tipo de trabalho,
valores de consumo, uso de equipamentos,
programas de TV importados).
4. Identifique elementos da globalizao que existem
e a que eles no tm acesso.
5. Identifique ainda objetos, servios e elementos
culturais na vida dos alunos que no so
globalizados.
Descrio da atividade 6. Debata se a globalizao permite ou no a
melhoria da qualidade de vida da maioria da
populao brasileira.
7. Proponha aos alunos que montem cartazes samostrando
elementos da globalizao presentes
na vida deles, aqueles a que no tm acesso
e o que escapa da globalizao.
Atividade P Ricos e pobres esto na moda da globalizao?
10
Te x t o
Objetivo
 Refletir sobre a presena cotidiana da economia
e da cultura globalizada na vida de ricos e
pobres e na prpria vida.
Introduo
A expanso do capitalismo no mundo nas ltimas
dcadas tem sido chamada de globalizao. Seus
efeitos podem ser identificados na organizao
das empresas, na privatizao da economia, na
propagao da informtica e das telecomunicaes
e nos objetos e costumes mais cotidianos
que penetram tanto na vida de ricos, como na de
pobres de todo o mundo. Se para aqueles que
possuem alto poder aquisitivo, a tecnologia est
presente no aparato tecnolgico domstico, na vida
de pessoas de classe mdia, est no lpis importado,
na introduo do fast-food, no desejo de
consumo de um tnis, no celular pr-pago oferecido
por multinacionais; entre os mais pobres est
no custo de vida, que se eleva com as taxas de
servio de gua, luz, gs e transporte privatizados
e sem os antigos subsdios estatais. Assim, a
proposta  identificar elementos da economia e
da vida cultural globalizada que esto presentes
na vida dos alunos.
Resultado esperado: Elaborar cartazes que
mostrem elementos da globalizao presentes
em sua vida, elementos a que eles no tem acesso
e aqueles que escapam da globalizao.
Tempo sugerido: 4 horas
10CP02 TX10 pg 41_48 20.01.07 18:15 Page 44
Caderno do professor / Globalizao e Trabalho  45
rea: Geografia Nvel II
1. Traga  discusso o fenmeno da globalizao,
fazendo um levantamento de quem j ouviu
falar, quem sabe o que significa, etc.
2. Em seguida faa com os alunos a leitura do
texto, atentando para em que ponto se encontra
a definio do fenmeno da globalizao.
3. Dando continuidade, solicite aos alunos que
identifiquem quais meios de comunicao podem
determinar, positiva ou negativamente, a
globalizao dos vrios aspectos da sociedade
(cultural, econmico, valores, etc.) e como.
4. Pea que os alunos identifiquem, em jornais e
revistas diversos, manifestaes do fenmeno
da globalizao (em reportagens, propagandas,
etc.).
5. Em seguida, pea que identifiquem como essas
manifestaes da globalizao esto presentes
no seu dia-a-dia e como influenciam seus
hbitos e costumes de famlia, no trabalho, na
escola ou na cidade (na escolha de produtos, no
modo de falar, de vestir, comportamentos, etc.).
Descrio da atividade 6. Os alunos devero escolher uma dessas influncias
da globalizao e escrever um pequeno
texto sobre elas, avaliando seus aspectos
positivos e negativos.
Atividade P Globalizao diminui distncias e lana o mundo na era da incerteza
socioeconmico-cultural
10
Te x t o
Objetivos
 Caracterizar a globalizao no apenas como
um fenmeno econmico, mas tambm cultural,
que reflete na vida dos cidados comuns.
 Identificar os meios que viabilizam a velocidade
desses intercmbios econmicos e culturais
no mundo e como eles se apresentam no
universo dos alunos (TV, rdio, computador/
internet, etc.).
Introduo
Como podemos perceber no dia-a-dia o fenmeno
da globalizao? Que elementos nos possibilitam
sentir que o mundo est globalizado econmica e
culturalmente? Assim como a profisso de jogador
de futebol, que outras profisses tm mostrado
uma relao direta com o fenmeno da globalizao?
Por que isso acontece? Ser que os ricos e os
pobres sofrem as mesmas conseqncias da globalizao?
No que esse fenmeno tem influenciado
a diviso de classes sociais da sociedade atual?
Os pobres tm melhorado sua condio de vida?
Os ricos tm contribudo para a melhor diviso da
renda? Por que, como afirma o texto, o processo
de globalizao distancia cada vez mais os pobres
dos ricos? Como a globalizao acaba determinando
o dia-a-dia de cada cidado, mesmo sem
que ele tenha conscincia disso?
Resultado esperado: Entender o que  o fenmeno
da globalizao a partir de sua influncia,
direta ou indireta, dia-a-dia do trabalho, da escola,
da famlia e da cidade.
Dicas do professor: Leia e reflita sobre o contexto do
texto. Explique para os alunos que existem outros meios
de informao alm da TV, do rdio e da Internet. Leve
para a sala de aula jornais de circulao diria, revistas,
propagandas, entre outros.
Material indicado:
P um jornal de circulao
diria
Tempo sugerido: 3 horas
10CP02 TX10 pg 41_48 20.01.07 18:15 Page 45
46  Caderno do professor / Globalizao e Trabalho
rea: Histria Nvel II
1. Procure o significado das palavras desconhecidas
e debata o texto com os alunos.
2. Solicite que levem para a sala de aula, rtulos,
embalagens e propagandas de produtos de
multinacionais como Nike, Adidas, Reebok,
Unilever e Sony. Discuta com o grupo o papel
das multinacionais no mundo atual.
3. Proponha aos alunos uma pesquisa em grupo
sobre cada uma dessas empresas abordando:
como surgiu, onde est a sede, quem so os
donos, como se tornou uma multinacional, qual
sindicato representa seus trabalhadores, quanto
investem em propaganda no Brasil e no mundo.
4. Cada grupo ir escolher uma empresa, elaborar
um dossi sobre ela com todas as informaes
obtidas e preparar uma apresentao
para a turma.
5. Caso a turma no disponha de fontes de informao
ou acesso  internet, poder ser elaborado
um questionrio para ser enviado por correio
para as empresas escolhidas (nas embalagens
geralmente existe um endereo para contato).
Descrio da atividade 6. A partir dos dados obtidos, compare a histria
das empresas e destaque os processos socioeconmicos
que possibilitaram sua expanso.
Atividade P Diferentes faces da globalizao: olhares e incertezas
10
Te x t o
Objetivos
Refletir sobre as diferentes faces da globalizao
e o impacto na nossa forma de ver, conceber e
viver o mundo.
Introduo
Segundo o texto, a globalizao  um conceito
muito complicado, mas cujos efeitos atingem todas
as pessoas do mundo. A poca em que as
pessoas tinham uma velha opinio formada sobre
tudo foi substituda por um tempo de incertezas.
No h mais espao para verdades absolutas,
prontas e acabadas na Histria.  um tempo
de contradies, diferenas, diversidade, movimentos
que se deslocam continuadamente. A
mdia traz o mundo para perto de ns e nos permite
ver e pensar sob diferentes ngulos. Por outro
lado,  um mundo rico em experincias criativas,
aes afirmativas, redes de solidariedade.
Como a Histria nos ajuda a refltir sobre isso?
Resultado esperado: Produzir um dossi sobre
empresas multinacionais, identificando as
bases do seu crescimento.
Dica do professor: Os sites de busca na internet, como
o Google (www.google.com.br) , ajudam a encontrar informaes
de vrias fontes. Pode-se comear pesquisando
o nome da empresa e depois consultar assuntos
mais especficos.
Materiais indicados:
P recortes de propagandas,
rtulos ou embalagens Tempo sugerido: 8 horas
10CP02 TX10 pg 41_48 20.01.07 18:15 Page 46
Caderno do professor / Globalizao e Trabalho  47
rea: Portugus Nveis I e II
1. Depois de ler o texto com os alunos, pergunte:
Para o autor, qual  o conceito de globalizao?
Quais as conseqncias que v nesse
processo? Voc concorda quanto ao fato de
que algumas palavras usadas em ingls no
Brasil seriam dispensveis por j haver um
vocbulo equivalente ao termo estrangeiro?
2. Explique que um texto se caracteriza pela sua
unidade (deve falar do comeo ao fim do mesmo
assunto) e pela sua completude (deve ter
incio, meio e fim). Ressalte que um bom texto
se organiza e se expande e, assim, mantm
a referncia tematizada.
3. O autor ressalta que o termo globalizao 
erudito e pouco utilizado pelo povo. Pea aos
alunos que imaginem terem nascido em 1865,
numa ilha do Pacfico. Por um milagre, foram
transportados para o Brasil do sculo XXI, justamente
para a cidade em que moram. Solicite,
ento, que criem, coletivamente, uma
histria chamada O susto da globalizao
(ou escolham outro ttulo).
a) Pea a um aluno que inicie o texto e pare no
final de um pargrafo.
b)Em seguida, outro aluno deve dar con-
Descrio da atividade tinuidade ao texto do colega. Importante 
que se perceba a necessidade de manuteno
da coerncia temtica.
4. Por fim, leia o texto com a turma, elogie a manuteno
da referncia tematizada ou, se necessrio,
faa com os alunos os ajustes necessrios
para que o texto tenha unidade,
completude, organizao e correo.
Atividade P Criao de texto em grupo
10
Te x t o
Objetivos
 Ampliar a capacidade de trabalhar em grupo.
 Criar textos coesos e coerentes sobre um assunto
dado.
Introduo
Certos assuntos podem ser abordados levando-se
em conta o passar do tempo dentro de uma perspectiva
histrica. A atividade pode ser feita de
forma ficcional ou a partir de dados concretos sobre
a evoluo dos meios de comunicao.
Resultados esperados: Fluncia na escrita e
ampliao da concepo de texto, da criatividade
e da capacidade de trabalhar em grupo.
Tempo sugerido: 3 horas
10CP02 TX10 pg 41_48 20.01.07 18:15 Page 47
48  Caderno do professor / Globalizao e Trabalho
rea: Portugus Nvel II
1. Antes da leitura do texto, pergunte aos alunos o
que sabem sobre globalizao. Uma boa estratgia
 colocar a palavra na lousa e partir da sua
segmentao. (Que palavras fazem parte dela?
Globo, global, ao.) O que elas significam?
Tambm podem ser levados outros textos para
auxiliar. Deixe que as idias corram livres; afinal,
muitos podero no saber do que se trata e
nunca ter ouvido falar.
2. Depois de ouvir a todos, recorra ao texto, que
d vrias e boas pistas. Trata-se de um fenmeno
ligado  economia,  cultura,  informao,
tem a ver com rapidez... Volte ao texto e
demonstre aos alunos como a resposta pode ser
encontrada na maneira como o autor vai tecendo
sua narrativa sem dizer exatamente A globalizao
.... Importante  que os alunos compreendam
como a globalizao pode ser to
complicada quanto a queda da bolsa de valores
e to simples quanto um tnis. Ajude-os a localizar
as frases chaves e pea que as grifem.
3. Elabore com seus alunos uma lista de fatos que
aconteceram em lugares muito distantes e cuja
notcia chegou com muita rapidez at ns. 
provvel que apaream: a morte do Papa, o
tsunami, as eleies dos EUA, a Guerra no
Iraque, a Copa do Mundo, etc. Perguntando aos
Descrio da atividade mais velhos como eles sabiam de notcias distantes
tempos atrs.. Valorize o conhecimento e
a informao dos mais velhos da turma. Pea
que relatem as mudanas que sentiram na rea
da informao.
Atividade P Diminuindo distncias com o prprio texto
10
Te x t o
Objetivo
Discutir sobre a palavra globalizao, seu significado
na vida real cotidiana, analisando texto de Renato
Pompeu.
Introduo
Como o prprio texto diz, globalizao  um conceito
muito complicado e todos ns estamos sob
sua influncia, mesmo que no saibamos. Trazer
a discusso para sala de aula  fundamental. As
atividades que seguem so variadas, indo da
pesquisa e anlise  gramtica.
Resultados esperados: Transitar melhor sobre
o texto lido e construir uma boa noo do
conceito de globalizao.
Tempo sugerido: 4 horas
10CP02 TX10 pg 41_48 20.01.07 18:15 Page 48
Caderno do professor / Globalizao e Trabalho  49
rea: Artes Nveis I e II
1. Pea aos alunos, reunidos em grupos, que examinem
a tabela e escolham um objeto/elemento
representativo para cada um dos itens.
As escolhas devero ser materializadas atravs
de desenho ou colagem, preservando, no
entanto, os ndices apresentados atravs de
tamanhos diferenciados dos elementos/objetos
escolhidos.
2. Pea aos grupos que construam os mbiles.
Exemplo:
Os mbiles devero ser dependurados.
3. A classe discutir as escolhas feitas pelos grupos,
o impacto da visualizao artstica da
tabela e a relao dos ndices nela apresentados
com a sua prpria escala de gastos.
Descrio da atividade
Atividade P Mbile
11
Te x t o
Objetivo
 Dar materialidade  tabela atravs da construo
de um mbile.
Introduo
Ao analisar a tabela de prioridades de gastos
mundiais, tem-se a noo das atividades que
geram riquezas para os pases e/ou seus fabricantes/
produtores/comerciantes, legal ou ilegalmente.
Como uma de suas prerrogativas, a
arte tambm tem por funo trazer  luz, apresentar,
ampliar e discutir tudo aquilo que atinge
diretamente o homem. A materializao de que
a arte lana mo nas suas diferentes linguagens
(teatro, msica, dana, artes plsticas, cinema,
etc.) nos permite entrar em contato com essas
questes, colocando em movimento pensamentos
e reflexes cujo resultado possa, talvez,
abrir espao para uma mudana.
Resultados esperados:
a) Compreender que uma tabela  uma forma sinttica
de apresentao de questes presentes
em nossa vida.
b) Permitir que o aluno perceba que uma realidade
no  esttica, mas pode se transformar,
por sua ao.
Dica do professor: O mbile se caracteriza por ser uma
estrutura artstica dotada de movimento. A palavra mbile
vem do ingls mobile, mvel; trata-se de uma escultura
mvel constituda de peas feitas normalmente com material
leve, formando um conjunto por fios suspensos.
Materiais indicados:
P barbante, cabide, galhos
de rvore pequenos , arco
de arame ou bastidor
de bordado, gravuras, fotos,
recortes em cartolina
Tempo sugerido: 1 hora e
30 minutos
11CP02 TX11 pg 49_51 20.01.07 18:30 Page 49
50  Caderno do professor / Globalizao e Trabalho
rea: Lngua estrangeira  Espanhol Nvel II
1. Pautando-se pela similaridade entre as lnguas,
elabore com os alunos uma tabela similar
 do texto, escrevendo as informaes em
espanhol.
Exemplos:
 Educacin bsica para todo el mundo;
 Cosmticos en Estados Unidos;
 Agua y sanidad para todo el mundo;
 Helados en Europa;
 Perfumes en Europa y Estados Unidos;
 Salud y alimentacin bsicas;
 Comida para animales domsticos en Europa
y Estados Unidos;
 Sector del ocio en Japn;
 Cigarrillos en Europa;
 Bebidas alcohlicas en Europa;
 Drogas y narcticos en el mundo;
 Gasto militar en el mundo.
Descrio da atividade 2. Pea aos alunos que identifiquem nessa lista
quais itens deveriam ser priorizados pelos
governos.
3. Desenvolva, com auxlio dos alunos, subitens
que deveriam ser prioridade do governo
brasileiro. Escreva-os na lousa em espanhol.
4. Faa a leitura da tabela, incluindo os nmeros
que constam na tabela do texto.  importante
destacar esse contedo porque muitos alunos
necessitam dele em seu trabalho.
Atividade P Prioridades en los gastos mundiales
11
Te x t o
Objetivos
 A partir de uma realidade externa, estimular o
aluno a refletir sobre a realidade de seu pas.
 Promover a aprendizagem da escrita e da leitura
dos nmeros em espanhol.
Introduo
No contexto do consumo mundial e dos gastos
bsicos em reas importantes com prioridades
relacionadas s condies de vida dos cidados,
vamos chamar a ateno para a realidade brasileira.
Em que posio estaria, o Brasil nessa lista
de gastos mundiais? Haveria algum registro estatstico
sobre o tema? E se pensssemos em
situaes mais prximas: no trabalho, na comunidade
e em nossa prpria casa: como so priorizados
os gastos? Aquilo que ganhamos no trabalho,
onde investimos? Seria possvel fazer
diferente? De que maneira?
Contexto no mundo do trabalho: Permite refletir sobre
o tema trabalho como um dos mais importantes setores da
economia a receber investimentos do governo com prioridade.
Resultados esperados:
a) Opinar associando a realidade externa  de
seu pas, e no mbito de sua comunidade e de
seu trabalho.
b) Compreender o registro de dados numricos
em tabelas e grficos e fazer a leitura deles em
espanhol.
Dicas do professor: Utilize tabelas e grficos de revistas
e jornais para desenvolver atividades em lngua espanhola.
Materiais indicados:
P revistas e jornais
Tempo sugerido: 2 horas
11CP02 TX11 pg 49_51 20.01.07 18:30 Page 50
Caderno do professor / Globalizao e Trabalho  51
rea: Matemtica Nvel I
1. Solicite que os alunos comparem a soma gasta
entre drogas e narcticos com a gasta com
gua e higiene em todo o mundo.
2. Pea que descubram qual seria a nova quantia
se para a educao bsica fosse destinado 138
vezes a mais do que o representado no grfico
de barras.
3. Estimule os alunos a inventar problemas como
o da atividade 2, aplicando as operaes elementares
de adio, subtrao, multiplicao e
diviso e utilizando tanto o quadro quanto o
grfico de barras apresentados no texto.
4. Elaborem um novo quadro de gastos contendo
os itens e os valores que os alunos consideram
prioritrios para a classe trabalhadora
do Brasil.
5. Escrevam um pequeno texto coletivo justificando
suas escolhas, e dem sugestes para a
administrao dos recursos.
Descrio da atividade
Atividade P Educao  prioridade de um povo
11
Te x t o
Objetivos
 Despertar a conscincia crtica dos alunos em
relao  prioridade dos gastos mundiais.
 Estabelecer operaes aritmticas elementares
entre os dados apresentados na tabela dada no
texto.
Introduo
Observando a tabela de prioridade de gastos
mundiais, podemos perceber inmeras relaes
de desigualdade. Como explicar que na Europa
h um gasto de 400 bilhes de dlares, com bebidas
alcolicas, enquanto para a sade e alimentao
o gasto  de 13 bilhes de dlares? E
no Brasil, voc e seus alunos tm conhecimento
de como so distribudos esses gastos? A atividade
a seguir mostra como a Matemtica pode
contribuir para aumentar a percepo crtica sobre
esse assunto.
Resultados esperados:
a) Discutir as prioridades nos gastos mundiais e
ao mesmo tempo verificar como o Brasil tem se
comportado em relao s prioridades de destinao
de verbas.
b) Calcular as desigualdades e diferenas por
meio de operaes aritmticas elementares.
Dicas do professor: Realize um plebiscito na sala de aula
para verificar quem  contra ou a favor do uso de armas;
convide um profissio-nal para falar sobre guerras e um
professor para abordar a importncia que a educao tem
para qualquer povo do planeta. Um economista poderia
fazer um belo trabalho entre esses dois profissionais.
Materiais indicados:
P calculadora, baco,
material multibase Tempo sugerido: 8 horas
11CP02 TX11 pg 49_51 20.01.07 18:30 Page 51
52  Caderno do professor / Globalizao e Trabalho
rea: Cincias Nvel II
1. Divida a turma em trs grupos.
2. Cada grupo deve listar aplicaes de produtos
derivados do petrleo setores de transporte, produo
de calor ou energia eltrica e indstria
petroqumica e indicar quantas vezes utilizou
em um dia derivados de petrleo que conhece.
3. Pea a cada grupo que construa no quadro
uma tabela relacionando os usos dos derivados
do petrleo por setor, associados  quantidade
de vezes utilizada.
4. Utilizando as informaes da tabela, classifiquem
em alta, mdia ou baixa a dependncia
de nossa sociedade quanto ao petrleo e
seus derivados.
Descrio da atividade
Atividade P Onde usamos petrleo?
14
Te x t o
Objetivos
 Identificar os componentes do petrleo.
 Identificar os diversos usos do petrleo pela
sociedade.
 Identificar alternativas para a substituio de
derivados de petrleo em alguns setores.
Introduo
A sociedade em que vivemos  completamente
dependente de uma fonte de recursos naturais
no-renovvel: o petrleo. Ele  extrado do
subsolo, a partir da terra firme ou do mar. Depois
 transportado at uma refinaria, onde
seus constituintes so separados num processo
chamado refinamento. Na refinaria, so separadas
as fraes do petrleo que possuem propriedades
fsicas semelhantes. Normalmente, o
que diferencia as fraes  a temperatura na
qual elas fervem. Assim, o gs natural ferve
Contexto no mundo do trabalho: Esta atividade permite
o entendimento das aplicaes cotidianas dos derivados
do petrleo no mundo do trabalho, quer como
combustvel para meio de transporte, quer como matriaprima
para a produo de energia em usinas termeltricas,
alm do uso quase exclusivo como combustvel na
preparao de alimentos.
Resultados esperados:
a) Construir tabela contendo constituintes de
petrleo utilizados nos setores produtivos e no
cotidiano.
b) Identificar alternativas para a substituio de
derivados de petrleo em alguns setores.
Dicas do professor: Outros exemplos de derivados de
petrleo so: ceras, leos lubrificantes, asfalto, piche,
parafina, querosene, etc. Outras fontes de leo: mamona,
carnaba, babau, copaba, girassol, algodo, etc.
Tempo sugerido: 1 hora
abaixo da temperatura ambiente, a gasolina
ferve entre 50C e 200C e o leo diesel entre
175C e 350C. As indstrias petroqumicas utilizam
fraes de petrleo como matria-prima
para produzir tintas, fibras sintticas, cosmticos,
solventes, detergentes e medicamentos.
Conhecemos outras fontes de leo? Quais? Que
profisses nascem a partir dessa fonte?
14CP02 TX14 pg 52_55 20.01.07 18:14 Page 52
rea: Histria Nveis I e II
1. Leia a reportagem e faa na lousa, com ajuda
dos alunos, uma lista dos seus principais
fatos: nome do presidente da Bolvia, quando
ele assinou o decreto, qual decreto foi assinado,
o que o decreto determina, qual o nome
da empresa estatal boliviana que toma conta
do gs e do petrleo, etc.
2. Liste conceitos para serem compreendidos em
seus significados: hidrocarbonetos, recursos do
subsolo, promulgao, decreto, empresa estatal,
empresa privada, nacionalizao, etc.  Para isso
voc pode utilizar livros de Histria, dicionrios,
etc.
3. Liste os fatos relativos  situao anterior  da
nacionalizao do gs (quem explorava, qual
taxa de imposto era cobrada...) e tambm as
conseqncias da nacionalizao (o que muda
para o pas e para as empresas estrangeiras, o
que muda na taxa de imposto, etc.).
Descrio da atividade
4. Pea aos alunos que pesquisem notcias mais
recentes sobre o processo de nacionalizao
do gs da Bolvia.
5. Organize uma lista com esses novos fatos.
6. Organize as informaes e conceitos colhidos
do texto, os conceitos pesquisados e os novos
fatos (de jornais) em um quadro-sntese para
melhor visualizao das relaes que estabelecem
entre si.
Atividade P A notcia da nacionalizao do gs na Bolvia
14
Te x t o
Objetivo
 Ler com os alunos a reportagem e fazer o exerccio
de colher informaes do texto para estudar
acontecimentos histricos.
Introduo
O governo brasileiro foi surpreendido pela nacionalizao
do gs da Bolvia no dia 10 de maio
de 2006. Os jornais noticiaram o acontecimento
decretado por Evo Morales, que assumiu a
presidncia do pas em janeiro do mesmo ano. O
texto para estudo  uma dessas notcias, com os
principais fatos da nacionalizao. A proposta 
realizar uma leitura sistematizada do texto, distinguindo
fatos e definindo conceitos que contribuam
para o entendimento do acontecimento
noticiado.
Contexto no mundo do trabalho: A explorao de um
recurso natural de um pas envolve uma diversidade de
trabalhadores: governantes, legisladores, administradores,
equipes de planejamento econmico, engenheiros, gelogos,
qumicos, tcnicos, trabalhadores braais, banqueiros,
etc., alm de sua infinita relao com trabalhadores de
outros setores da sociedade que subsidiam a montagem,
o funcionamento e a manuteno dos equipamentos ou
usufruem do recurso e das riquezas que decorrem.
Resultado esperado: Ampliar domnios de
leitura e dos procedimentos de coletar, sistematizar,
comparar e analisar fatos relacionados
a acontecimentos histricos.
Materiais indicados:
P mapa da Amrica do Sul,
jornais
Tempo sugerido: 4 horas
Caderno do professor / Globalizao e Trabalho  53
14CP02 TX14 pg 52_55 20.01.07 18:14 Page 53
rea: Matemtica Nveis I e II
Com a seguinte informao: A Petrobrs vende o
gs natural para as indstrias a US$ 3,36 por
milho de BTU, pea aos alunos que:
1. Transformem as porcentagens (50% e 82%)
em fraes decimais e em nmeros decimais.
Ou seja, 82% = 82/100 = 41/50 = 0,82.
2. A partir do valor do BTU, em dlar e em reais,
e com as fraes decimais e os nmeros decimais,
determinem quanto a Petrobrs pagar
de impostos com a nova alquota para cada
BTU. Para isso, pea que utilizem a multiplicao
de fraes e de nmeros decimais.
Exemplo: 3,36 x 0,82 = R$ 2,7552
3. Aps realizarem esse clculo, determinem o
valor do imposto pago e o valor que pertence
 Petrobrs.
4. Realizem os clculos para a alquota de 50%.
Descrio da atividade
Atividade P Qual o valor do gs?
14
Te x t o
Objetivos
 Calcular porcentagens a partir da frao decimal
e multiplicao de fraes.
 Mostrar implicaes a partir da deciso da
Bolvia.
Introduo
Com a nacionalizao dos hidrocarbonetos na
Bolvia, h um aumento do valor do produto
para o Brasil, o que interfere diretamente no
consumo de gs natural de petrleo pelas indstrias
brasileiras. Esse aumento incidir no
preo do gs para as indstrias, para o abastecimento
de veculos e residncias nas regies
Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Com essa situao
o pas busca antecipar a produo de gs em
outras regies produtoras de petrleo, como a
bacia de Santos, o litoral capixaba e campos no
Rio Grande do Norte e na Bahia. Discuta essas
questes com os alunos e pergunte se eles
acham que isso ir interferir de alguma maneira
na vida do trabalhador.
Resultados esperados:
a) Escrever as porcentagens sob a forma de
frao e nmero decimal.
b) Fazer o caminho inverso, ou seja, transformar
os nmeros decimais em fraes.
c) Perceber a situao do comrcio de gs natural
com a Bolvia.
Dicas do professor: 1 BTU = 26 metros cbicos de gs,
U$ 1 = R$ ? (encontre o valor do dlar no dia da atividade).
Sites  www.petrobras.com.br
www.saopaulo.sp.gov.br/sis/leimprensa.php?id=48622
Informe aos alunos que o Brasil paga pela capacidade
mxima de transporte do gasoduto e no pela quantidade
de gs enviada, ou seja, paga por 24 milhes de metros
cbicos mesmo no recebendo essa quantidade. Esse
acordo est registrado em contrato.
Tempo sugerido: 3 horas
54  Caderno do professor / Globalizao e Trabalho
14CP02 TX14 pg 52_55 20.01.07 18:14 Page 54
rea: Matemtica Nveis I e II
1. Solicite aos alunos que meam a distncia do
gasoduto BrasilBolvia de Rio Grande a Porto
Alegre. Depois, pea que consultem a legenda
e descubram quantos centmetros equivalem a
800 quilmetros.
2. Solicite que calculem, em quilmetros, a distncia
entre Rio Grande e Porto Alegre. Sugira
que utilizem a regra de trs.
3. Pea que calculem o comprimento total do sistema
de gasoduto apresentado no mapa.
4. Levante com a turma os motivos de esse sistema
atingir estas regies, e no outras.
5. Pea que escrevam um pequeno texto sobre o
gs como fonte de energia e sua relao com o
trabalho no pas.
Descrio da atividade
Atividade P Por que vem de to longe?
14
Te x t o
Objetivo
 Trabalhar as noes de escala e proporcionalidade,
discutindo a questo do gasoduto Brasil
Bolvia.
Introduo
Comente com seus alunos que o gasoduto tem a
funo de trazer um combustvel barato e em
grande quantidade para as regies mais industrializadas
do pas: a Sudeste e a Sul. Com a nacionalizao
dos hidrocarbonetos na Bolvia, o
nosso pas ser muito prejudicado? Observando
o mapa, vemos a importncia da deciso do governo
boliviano para a economia brasileira. O
pas tem outras maneiras de resolver o problema?
Qual a relevncia do gs para a economia
e o trabalho no Brasil? A atividade exercita
a leitura de mapas e contribui para a compreenso
da importncia do gasoduto.
Resultados esperados:
a) Realizar leituras e coletar informaes diretas
de mapas e plantas, utilizando para isso a regra
de trs.
b) Refletir e escrever sobre o que compreendeu a
respeito da questo do gasoduto.
Dica do professor: No site www.petrobras.com.br h informaes
sobre os gasodutos existentes no nosso pas.
Materiais indicados:
P calculadora e rgua
Tempo sugerido: 1 hora
Caderno do professor / Globalizao e Trabalho  55
14CP02 TX14 pg 52_55 20.01.07 18:14 Page 55
56  Caderno do professor / Globalizao e Trabalho
rea: Lngua estrangeira  Ingls Nvel II
1. Em duplas, os alunos devero escrever uma
parfrase em portugus do texto em ingls.
No podero utilizar dicionrios.
2. Devero ler o texto, discutir o que compreenderam
e ento escrever a parfrase. Auxilie os
alunos com alguma palavra mais difcil que
no esteja no glossrio.
3. Quando terminarem, converse com sobre que
sentimento eles percebem no autor do texto.
Ele  a favor da imigrao ilegal ou contra
ela? Qual  a opinio do autor sobre os imigrantes
ilegais que vivem em Miami? Por que
ele voltou? Ele fala bastante de consumo entre
os ilegais. Qual a opinio dele sobre isso?
4. Depois de discutir esses tpicos, pea aos
alunos que formem dois grupos: um deve argumentar
contra a imigrao ilegal e outro a
favor. D a eles 10 minutos para discutir entre
si e formar uma defesa.
5. Monitore o debate entre os dois grupos, levantando
os prs e contras e quanto cada
grupo concorda com o autor ou discorda dele.
6. Encerre a discusso levando em considerao
os pontos levantados. No  necessrio chegar
a uma resposta absoluta, apenas dar um
fechamento para a questo.
Descrio da atividade
Atividade P Comprehension
15
Te x t o
Objetivo
 Aumentar a capacidade de compreenso de
textos em ingls.
Introduo
O texto trata da experincia de um rapaz que foi
trabalhar ilegalmente nos EUA.  uma boa oportunidade
para trabalhar a compreenso escrita
dos alunos, bem como para debater o tema abordado.
Resultado esperado: Melhorar a capacidade
de compreenso do ingls e ajudar os alunos a
formar uma opinio sobre o texto lido.
Tempo sugerido: 1 hora
15CP02 TX15 pag 56.qxd 20.01.07 18:28 Page 56
Caderno do professor / Globalizao e Trabalho  57
rea: Geografia Nveis I e II
1. Leia os textos e observe a fotografia com os
alunos.
2. Localize, com os alunos, os diferentes textos e
imagens nos lugares e tempos em que foram
produzidos.
3. Oriente a pesquisa: Somos todos migrantes?
4. Solicite aos alunos que respondam s seguintes
perguntas: H quanto tempo voc mora
nesta localidade? De onde vieram seus familiares?
Por que eles saram do lugar onde
moravam? Por que escolheram este municpio
para viver?
5. Faa um quadro, registrando os lugares de
onde eles vieram.
6. Faa um levantamento dos sobrenomes dos
alunos e tente identificar com eles, a partir do
sobrenome, sua nacionalidade de origem. Por
exemplo: Guimares  de origem portuguesa
e Ortega de origem espanhola, etc.
8. Converse com os alunos sobre quais os principais
motivos que levam as pessoas a deixar
seus lugares de origem e migrar para outros
pases, como revelam os textos.
9. Oriente os alunos na produo de um pequeno
texto, individual ou coletivo, no qual
Descrio da atividade expressem sua compreenso e opinio sobre a
frase: Nenhum ser humano  ilegal.
Atividade P Deslocamentos populacionais
16
Te x t o
Objetivo
Refletir sobre os deslocamentos populacionais no
mundo globalizado e na histria do Brasil.
Introduo
Como voc sabe, o movimento das populaes de
uma regio para outra  chamado de migrao. As
pessoas que chegam ao nosso pas vindas de outras
regies so chamadas de imigrantes e aquelas
que deixam o pas so chamadas de emigrantes.
Mas no  uma simples questo de definio. O
problema  complexo e no  recente. Em diversos
perodos da Histria o Brasil atraiu imigrantes e
tambm expulsou seus habitantes, que deixaram
e deixam o pas em busca de melhores condies
de vida. Vamos discutir esse problema?
Resultado esperado: Refletir sobre os deslocamentos
populacionais para o Brasil, dentro
do Brasil e de sada do pas e como isso se relaciona
com o processo de globalizao.
Dicas do professor: Consulte livros didticos de Histria
para identificar os movimentos migratrios e dicionrios
para identificar a origem dos sobrenomes. Pesquise em
livros de Histria os principais movimentos de imigrao
para o Brasil e suas influncias na construo de nossa
cultura.
Materiais indicados:
P mapa-mndi, mapa do
Brasil, livros de Histria
do Brasil
Tempo sugerido: 1 hora
16CP02 TX16 pg 57_61 20.01.07 18:10 Page 57
58  Caderno do professor / Globalizao e Trabalho
rea: Geografia Nvel II
1. Faa uma leitura do texto atentando para os
vrios recursos de narrativa e de manifestao:
a poesia, a mdia, a passeata, a notcia, at a
pichao.
2. Distribua os alunos em grupos e pea que
faam um texto curto defendendo ou atacando
a afirmao que foi pichada no muro holands:
(Nenhum ser humano  ilegal). Lembre-se
de que  preciso que argumentem baseados
nas informaes histricas e na sua subjetividade,
ou seja pensam sobre o assunto.
3. Antes forma de manifestao poltica, a
pichao no  uma manifestao muito tolerada,
principalmente nos grandes centros
urbanos, onde tornou-se ato de vandalismo.
Convide seus alunos a verificar se existem
pichaes em sua localidade. Se existem, de
que tipos so? So bonitas? Trazem algum
tipo de mensagem? Tambm podem entrevistar
os mais velhos e perguntar o que acham da
pichao em muros das cidades.
4. Depois das discusses propostas e com base
na frase Nenhum ser humano  ilegal, a
Descrio da atividade idia contida nela e a maneira com foi divulgada
ou manifestada, a turma pode preparar
uma pequena pea de teatro sobre essa tema,
utilizando-se de pichaes para compor o
cenrio da pea.
Atividade P Imigrao e pichao  o que h de ilegal nisso?
16
Objetivos
 Refletir sobre questes que envolvem os processos
migratrios atravs de pesquisa e discusso.
 Expressar a sntese desse estudo atravs de outras
linguagens, como o teatro e a grafitagem.
Introduo
Para esta atividade,  importante que os alunos
tenham algum conhecimento sobre os processos
imigratrios, tanto para dentro do Brasil, como
para fora dele. Para isso seria enriquecedora uma
pesquisa que partisse do comeo do sculo XX,
quando italianos, espanhis, portugueses, poloneses
e asiticos vieram para o Brasil em busca
de novas possibilidades de trabalho, at os dias
de hoje, quando assistimos novas ondas de imigraes
de vrias partes do mundo para o Brasil
e tambm do Brasil para o exterior.
Resultados esperados: Refletir sobre os
processos migratrios e adquira conhecimentos
de intervenes de artsticas.
Dica do professor: Organize visita a uma biblioteca para
pesquisar o tema.
Material indicado:
P livros de Histria sobre o
processo imigratrio
Tempo sugerido: 10 horas
Te x t o
16CP02 TX16 pg 57_61 20.01.07 18:10 Page 58
Caderno do professor / Globalizao e Trabalho  59
Te x t o
rea: Artes Nveis I e II
1. Divida a turma em grupos. Solicite que cada
grupo faa uma lista de manifestaes da cultura
local: festas, roupas, modos de falar, artesanato
etc.
2. Rena na lousa as listas produzidas pelos
grupos.
3. Solicite aos alunos que escrevam em seus
cadernos quais as manifestaes de que
gostam e quais as de que no gostam ou pelas
quais no se interessam. Quais dessas manifestaes
os fariam sentir saudades da sua terra
caso fossem para um local diferente?
4. Debata com o grupo as preferncias individuais.
O que os faz ter amor pela terra em que
vivem? Trocariam por outra? Qual? J trocaram?
Por qu? O que torna um homem cidado
de um pas?
5. Proponha aos alunos a criao de uma frase
ou slogan que identifique o seu sentimento pelo
lugar em que vive. Essa criao pode ser individual
ou em grupos.
Descrio da atividade 6. Sugira a escolha, por votao, da frase mais
criativa e significativa.
7. Oriente os alunos para que escrevam essas frases
usando letras trabalhadas artisticamente
(no estilo dos grafites, por exemplo). Se os
alunos dispuserem de acesso a computadores,
esse trabalho pode ser feito com a ajuda de um
editor de texto.
8. Se houver um local autorizado (muro ou parede),
alunos podero se organizar para pichar
a frase nesse local.
Atividade P Amor pela terra
16
Objetivos
 Observar e analisar os valores que nos levam a
admirar determinada cultura.
 Procurar compreender as caractersticas de
uma dada cultura.
 Identificar se os adjetivos que qualificam determinada
cultura so prprios dela ou fruto da
vivncia da pessoa em contato com a cultura.
Introduo
O que leva um homem a amar uma terra? Quais
os valores culturais que o ligam a essa terra? O
que o torna cidado? Nenhum ser humano  ilegal,
dizia a frase pichada num muro de Amsterd,
como aponta o texto. O que leva um homem a
adotar e amar uma nova terra? O imigrante ilegal
no tem documentos vlidos no novo pas, por isso
no  considerado cidado l. Mas ser que ele
no tem direitos? Emma Goldman, ao ser deportada
dos Estados Unidos em 1919, depois de 34
anos de residncia, afirmou: No  um mero acidente
de nascimento ou um simples carimbo de
cidadania que constitui o amor por uma terra. O
que uma terra precisa ter para que o indivduo a
ame e se identifique com ela? E com outras culturas?
Resultados esperados:
a) Identificar se os sentimentos por uma terra pertencem
a uma cultura ou  constituio da pessoa.
b) Identificar os valores que constituem a cultura
de uma comunidade (a sua, de preferncia).
c) Expressar numa frase slogan/pichao/grafite/
cartaz o seu sentimento em relao a sua cultura,
ao lugar em que vive.
Materiais indicados:
P papel sulfite, cartolina,
revistas, tesoura, cola,
lpis preto e de cor
Tempo sugerido: 1 hora
16CP02 TX16 pg 57_61 20.01.07 18:11 Page 59
60  Caderno do professor / Globalizao e Trabalho
rea: Portugus Nveis I e II
1. Antes da leitura:
a) Escreva na lousa: Marta trabalha na sala de
Joo./Joo trabalha na sala de Marta. Discuta
se h diferena de significados entre
as frases, em que situaes seriam usadas e
com qual inteno.
b) Comente as diferenas de sentido entre
imigrantes, emigrantes, migrantes e refugiados.
c) Pea que criem contextos para produzir significados
para a frase pixada em Amsterd:
Nenhum ser humano  ilegal. d) Discuta
a importncia da imigrao no Brasil e em
outros pases e se o imigrante pode ser considerado
um homem marginal.
2. Depois da leitura: Mostre que contexto e inteno
do locutor determinam a interpretao
de um texto, propondo o jogo Quem  meu
par?. O jogo consiste em encontrar os pares
adequados.
Fichas A: A1) Indivduo pertencente  espcie
animal que apresenta o maior grau de complexidade
na escala evolutiva. A2) Espcie humana;
humanidade. A3) Ser humano, com
sua dualidade de corpo e de esprito, virtudes
e fraquezas decorrentes desse estado. A4)
Varo. A5) Adolescente que atingiu a virilidade.
A6) Ser humano na idade adulta. A7)
Ser com qualidades viris: coragem, fora, vigor
sexual. A8) Marido ou amante. A9) Homem
que apresenta os requisitos necessrios para
um empreendimento. A10) Um qualquer; indivduo,
sujeito. A11) Aquele que executa or-
Descrio da atividade dens de seus superiores. A12) Magistrado, advogado,
oficial de justia. A13) Soldado.
Fichas B: B1) As trs linhas mestras dos arranjos
de flores japoneses representam o cu, o
homem e a Terra. B2) O homem pr-histrico
j possua os recursos rudimentares para dominar
a natureza. B3) A histria do homem
sofreu transformaes profundas no sc. XV.
B4) Cegou-me tanta luz! Errei, fui homem!
B5) Depois de cinco mulheres, nasceu-lhes um
homem. B6) J era homem quando perdeu o
pai. B7) Hoje, aos vinte anos, voc j  um
homem. B8) Homem que  homem no leva
desaforo para casa. B9) Ela vive bem com o
seu homem. B10) Campos Sales precisava pr
ordem s finanas do Brasil, e o homem foi
Joaquim Murtinho. B11) No sei quem telefonou,
foi um homem. B12) O tcnico da seleo
decla-rou que seus homens esto aptos a
enfrentar qualquer adversrio no gramado.
B13) Na fronteira havia um contingente de
2.000 homens.
Atividade P Significado e contexto  Jogo: quem  meu par?
16
Te x t o
Objetivo
 Compreender designao, contexto e direo
argumentativa.
Introduo
A inteno se projeta no enunciado?
Resultados esperados:
a) Relacionar intencionalidade e contexto.
b) Relacionar uso e definies do conceito de ser
humano.
Material indicadol:
P fichas
Tempo sugerido: 2 horas
Dica do professor: Site 
www1.uol.com.br/vestibuol/dicas/resumo_pc.htm
16CP02 TX16 pg 57_61 20.01.07 18:11 Page 60
Caderno do professor / Globalizao e Trabalho  61
rea: Portugus Nveis I e II
1. Proponha aos alunos que reescrevam o poema
de Alberto Caeiro.
2. Comece fazendo uma leitura atenta do poema.
Deixe que seus alunos falem o que entenderam,
o que sentiram. Ajude-os a perceber
que o poeta no acredita ser patriota s por
ser portugus. Defende a idia de que o destino
tenha agido sobre ele, fazendo com que
nascesse portugus, mas que esse fato no o
torna automaticamente um patriota.
3. Ajude-os a identificar os dois principais elementos:
a lngua que fala e seu tipo fsico.
Esses elementos podem ser utilizados na reescrita
do poema, que os alunos podem comear
a partir da sua procedncia. Nasci pernambucano,
nasci sergipano, nasci mineiro.
4. O aluno pode complementar como desejar.
Alguns caminhos podem ser sugeridos: utilizar
as fronteiras de seu estado ou do Brasil. 
Descrio da atividade (o que o diferencia dos seus vizinhos? O tipo
fsico, o linguajar/sotaque caracterstico?) refletir
sobre a palavra patriota. (o aluno pode
discordar do poeta e defender outra idia de
ser patriota. Como escreveria sobre esse sentimento?)
5. Auxilie os alunos na escrita dos poemas e lembre-
os de que seu texto pode ser bem curto,
como o do poeta. O importante  que eles consigam
escrever de modo coerente e dar forma
ao seu pensamento e emoo.
6. Organize um pequeno sarau em que os alunos
declamem os poemas.
Atividade P Cidado planetrio
16
Te x t o
Objetivo
 Partindo do poema de Alberto Caeiro, escrever
um novo texto que retrate a situao de cidado
brasileiro nascido em determinada regio do
pas, com caractersticas prprias. Utilizar a linguagem
potica para comunicar uma idia.
Introduo
O poema de Alberto Caieiro, assim como os outros
textos da pgina, tratar de seu jeito, da problemtica
dos imigrantes e de um mundo sem
fronteiras. Os textos utilizam recursos de linguagem
diferente (poema, pichao, palavras de
ordem, que tambm esto ligados s formas de
luta e denncia encontradas por cada grupo ou
cada autor, quais sejam missa, passeata, manifestaes,
textos poticos. Alberto Caeiro  o
nome de um poeta portugus que existiu e no
existiu!  um heternimo do poeta (que realmente
existiu) Fernando Pessoa. O heternimo,
segundo o poeta,  um autor fora de sua pessoa,
teria uma identidade prpria e at uma biografia.
Diferente de pseudnimo, que  apenas outro
nome. Fernando Pessoa levou isso to a srio que
criou uma poro para ele. Cada um deles tinha
uma biografia e um estilo de escrita absolutamente
diferente dos outros! Ele dizia que era
realmente capaz de ser outra pessoa. Os principais
e mais conhecidos heternimos de Fernando
Pessoa so Alberto Caieiro, Ricardo Reis e lvaro
de Campos. Os poemas deles so muito diferentes.
Pode parecer meio maluco, mas Fernando
Pessoa foi genial e considerado um dos mais importantes
poetas de todos os tempos. Nasceu em
Lisboa em 1888 e l morreu em 1935.
Resultado esperado: Utilizar-se da linguagem
potica.
Tempo sugerido: 3 horas
16CP02 TX16 pg 57_61 20.01.07 18:11 Page 61
rea: Economia solidria Nvel I
1. A partir da apresentao do desenho, explique
a existncia de uma outra forma de produzir
mercadorias e servios no sistema econmico
capitalista globalizado. A economia solidria,
tem uma logstica que agrega os vrios produtores
que organizam a produo de forma
diferenciada da empresa tradicional, comercializando
no mesmo mercado.
2. A Economia solidria rene:
a) trabalhadores de vrias profisses e aptides;
b) homens, mulheres, adolescentes e pessoas
mais velhas;
c) produtos e servios em vrios setores produtivos;
d) produo de forma coletiva, em cooperativas,
associaes, empresas de autogesto
ou grupos informais;
3. Explique que todas as empresas de economia
solidria tm um objetivo em comum: buscam
alguma maneira de produzir trabalho e gerar
renda, com insero no mercado.
Descrio da atividade
Tempo sugerido: 4 horas
Atividade P A diversidade na forma de organizar a produo
Resultado esperado: Compreender que h no
sistema econmico capitalista uma imensa diversidade
produtiva organizada de forma diferente da
empresa privada tradicional, que formam a economia
solidria, mas todos esto em busca de um objetivo:
gerar trabalho e renda de forma cooperativa,
em benefcio do coletivo.
17
Te x t o
Objetivo
 Mostrar que existe outra forma de organizar a
produo com insero no mercado que  a
economia solidria que, apesar de ter uma
logstica organizacional interna diferenciada
da empresa privada tradicional, produz e
vende muitos produtos e servios no sistema
econmico capitalista.
Introduo
A atividade procura chamar a ateno para a diversidade
produtiva existente na economia
solidria, com insero no mercado, apesar de
sua logstica organizacional interna diferenciada
da empresa privada tradicional.
Contexto no mundo do trabalho: trabalho diferenciado
no sistema capitalista.
62  Caderno do professor / Globalizao e Trabalho
17CP02 TX17 pg 62_63 20.01.07 18:17 Page 62
rea: Cincias Nvel II
Atividade P Como entendemos o trabalho na Fsica
17
Te x t o
1. Proponha aos alunos que comparem duas
situaes em que seja realizado um trabalho
mecnico: colocar containers em um navio e
colocar objetos no alto de um armrio.
2. Apresente os seguintes problemas:
a) Calcule o trabalho mecnico realizado por
um guindaste para transportar um container
de 20.000 kg do cho para cima de outro
container. Considerar 2 m como a altura
do container.
b) Calcule o trabalho mecnico que uma pessoa
realiza ao carregar um pacote com massa
2 kg do cho e coloc-lo sobre um armrio
com 2 m de altura.
c) Compare os resultados dos cculos a) e b),
calculando quantas vezes a pessoa deveria
realizar a operao de carregar pacotes de
2 kg e coloc-los sobre o armrio para
realizar o mesmo trabalho mecnico do
guindaste.
Descrio da atividade 3. Discuta os resultados com os alunos, destacando
de que forma o trabalho executado por
meio das mquinas economiza o esforo humano.
Objetivo
 Discutir a diferena conceitual entre trabalho
social e trabalho para a Fsica.
Introduo
A linguagem  a expresso cultural de um certo
povo ou rea de conhecimento. Algumas profisses
possuem linguajar to especfico  seu
jargo  que  necessrio at mesmo promover
uma traduo entre esses verdadeiros dialetos
e a lngua portuguesa. Esse  o caso da palavra
trabalho, comparados seu uso comum e seu uso
em Cincia. O trabalho  um fenmeno social e o
significado da palavra  o de exercer algum ofcio
ou atividade. A mesma palavra expressa em
Fsica um conceito que indica a medida em que
uma forma de energia  mecnica, eltrica, magntica,
nuclear  quando fornecida ou retirada
de um sistema  capaz de alterar seu estado fsico.
O trabalho corresponde  multiplicao entre
a fora e o deslocamento ocorrido na direo da
fora, como indicado na frmula a seguir: W = F
x d, ou seja, W (work = trabalho em ingls)  o
valor da fora multiplicado pelo deslocamento
na direo da fora.
Resultados esperados: Perceber que a Fsica,
uma rea de conhecimento humano, utiliza a
Matemtica e termos especficos para expressar
seus conceitos e conhecimentos. Realizar alguns
clculos de trabalho mecnico.
Dicas do professor: Sugira aos alunos que elaborem desenhos
representando as situaes para facilitar a compreenso
dos problemas e a realizao dos clculos.
Tempo sugerido: 1 hora
Caderno do professor / Globalizao e o Trabalho  63
17CP02 TX17 pg 62_63 20.01.07 18:17 Page 63
64  Caderno do professor / Globalizao e Trabalho
rea: Histria Nvel II
1. Pea aos alunos que leiam o texto, sistematizando
as informaes: os EUA como economicamente
hegemnico, o declnio de sua economia,
a concorrncia atual, o NAFTA e os problemas
sociais internos (pobreza e racismo).
2. Retomem o texto e identifiquem os fatores do
agravamento da questo racial nos EUA.
Questione e registre o que os alunos sabem
sobre o racismo nos EUA e no Brasil.
3. Proponha uma pesquisa sobre racismo nos
dois pases: as leis racistas contra os negros
nos EUA e as lutas contra a segregao; o racismo
no Brasil (explcito e velado) e a legislao
atual que pune o racismo.
4. De posse dos dados dessa pesquisa, pea que
comparem as duas histrias, retomando os
conhecimentos prvios dos alunos.
5. Organize um quadro-sntese contendo as caractersticas
do racismo em cada pas, suas semelhanas
e diferenas.
Descrio da atividade 6. Debata com os alunos o agravamento do
racismo no contexto de disputa no mercado
de trabalho.
7. Proponha a montagem de cartazes sobre o
tema.
Atividade P Racismo nos EUA e no Brasil
18
Te x t o
Objetivo
 Estudar diferenas e semelhanas de racismo
em locais e contextos histricos distintos.
Introduo
Quando h crises econmicas e/ou desemprego,
ocorre o crescimento da intolerncia e do preconceito,
agravados, hoje em dia, pela concorrncia
entre naes. Nos EUA, o racismo e a pobreza
tm afetado o negro. Mas isso  histrico?
Como surgiu? H racismo no Brasil? Qual sua semelhana
e diferena com o dos EUA? Sabemos
que o racismo contra os negros provm da escravido
imposta por europeus a africanos na
colonizao a partir do sculo XV. Todavia, a associao
de valores do negro  condio de uma
raa inferior  uma construo dos sculos XVIII
e XIX, que justificou aes de dominao e explorao
na frica e na Amrica. E hoje, a quem
interessa o racismo? Como se dissemina? Como 
combatido?
Contexto no mundo do trabalho: A concorrncia no
mercado de trabalho desencadeia, muitas vezes, intolerncia
e discriminao, agravando desigualdades sociais
histricas, como o racismo.
Resultado esperado: Identificar manifestaes
comuns e diferentes de racismo contra os
negros, considerando sua histria e tambm contextos
histricos de restrio do mercado de trabalho.
Dicas do professor: Livro  A frica na sala de aula.
Visita  Histria Contempornea, de Leila Leite Hernandez.
(Selo Negro). Ao afirmativa e a rediscusso do mito da
democracia racial no Brasil. Estud. afro-asit., de Joaze
Bernardino. 2002, vol.24, no 2, p.247-273.
Sites  www.scielo.br Selvagens, Exticos, Demonacos.
Idias e Imagens sobre uma Gente de Cor Preta, de Gislene
Aparecida dos Santos.
Tempo sugerido: 8 horas
18CP02 TX18 pg 64 20.01.07 18:16 Page 64
Caderno do professor / Globalizao e Trabalho  65
rea: Economia Solidria Nvel II
1. Pea aos alunos que identifiquem no texto, os
trechos que eles acham que tem alguma similaridade
com a organizao das cooperativas
da economia solidria, indicando algumas
palavras ou expresses-chaves, a seguir:
a) unio;
b) produo e troca;
c) formao de uma cooperativa;
d) tomada de deciso numa cooperativa;
e) organizao das instncias decisrias
numa cooperativa.
2. Solicite a eles que escrevam em uma cartolina
e fixem-na em um lugar onde todos possam
ver. A seguir, organize uma apresentao e
discusso com a classe.
3. Explique que toda unio tm um objetivo em comum.
Exemplifique com o Mercosul, fazendo
um paralelo com os objetivos das pessoas
quando decidem, por exemplo, formar uma
cooperativa:
a) buscam alguma maneira de produzir trabalho
e gerar renda praticando a solidariedade,
democracia;
b) apesar de o trabalho ser em grupo, coletivo,
respeita-se as individualidades de cada
membro do grupo;
c) a unio fortalece os interessados em torno de
Descrio da atividade um objetivo e os torna mais fortes para enfrentar
as dificuldades;
d) a unio possibilita o crescimento conjunto,
crescimento que de forma individual seria
muito difcil acontecer;
e) possibilita o convvio no mercado de forma mais
autnoma e competitiva;
f) propicia dignidade e cidadania s pessoas.
Materiais indicados:
P cartolina, caneta colorida
e cola.
Tempo sugerido: 6 horas
Atividade P A unio faz a fora
Resultados esperados: Entender as caractersticas
da economia solidria: gerao de trabalho
e renda de forma coletiva, respeito s individualidades,
defesa de direitos, construo de condies
de trabalho mais estveis, democrticas e
solidrias.
19
Te x t o
Objetivo
 Mostrar que a unio d condies para que as
pessoas defendam seus direitos e interesses
por meio da organizao coletiva, a exemplo
de outros coletivos de nvel macro ou microeconmico.
Introduo
A atividade procura chamar a ateno para os
aspectos positivos da unio de pessoas por meio
do trabalho coletivo, caracterstico da economia
solidria no Brasil.
Contexto no mundo do trabalho: Trabalho coletivo e
solidrio.
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66  Caderno do professor / Globalizao e Trabalho
rea: Economia solidria Nvel I e II
1. Exponha a figura em lugar de destaque, explicando
que ela demonstra estatisticamente
uma dada situao.
2. Constitua 5 (cinco) grupos de alunos, e pea
que realizem uma pesquisa para construir um
desenho similar ao exposto.
3. A pesquisa dever ser feita por meio da internet,
no site do Ministrio do Trabalho e Emprego -
Economia solidria  Sistema SIES ou no Atlas
da Economia Solidria no Brasil, editado pelo
mesmo Ministrio e disponvel nas Delegacias
Regionais do Trabalho de cada municpio.
4. Cada grupo deve pesquisar apenas um dos
itens abaixo:
a) o nmero absoluto de empreendimentos
econmicos solidrios existentes e transformar
em percentual, em cada regio, Norte,
Nordeste, Sul, Sudeste e Centro-Oeste;
b) a forma de organizao dos empreendimentos
(associao, cooperativa, etc.) com o
percentual por regio;
c) o nmero de participantes dos empreendimentos
no total e por regio, em percentual;
d) o nmero de homens e de mulheres participantes
dos empreendimentos no total e
por regio, em percentual;
Descrio da atividade e) a distribuio percentual por faixas de remunerao
dos scios.
5. Cada grupo deve usar os nmeros resultantes
da pesquisa e construir grficos similares ao
do desenho exposto, fixando em algum lugar
onde todos possam ver, e fazer uma apresentao
para a classe.
6. A partir das apresentaes, comentar a
importncia da economia solidria no Brasil
diante do contingente de pessoas excludas ou
desempregadas.
Tempo sugerido: 8 horas
Atividade P Tamanho e composio da economia solidria no Brasil
Resultado esperado: Sensibilizar-se para a o
tamanho, composio e distribuio da economia
solidria no Brasil.
20
Te x t o
Objetivo
Mostrar o tamanho, a diversidade da economia
solidria e como ela est localizada nas regies
brasileiras.
Contexto no mundo do trabalho: Trabalho cooperativo
Dica do professor: sites  www.sies.mte.gov.br
livro  Atlas da Economia Solidria no Brasil
2005,Braslia: MTE, SENAES, 2006.
Introduo
A economia solidria est presente em todas as
regies brasileiras e em vrios setores produtivos
da rea urbana e rural. A atividade chama a
ateno para o seu tamanho, as suas caractersticas
e distribuio regional no Brasil.
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Caderno do professor / Globalizao e Trabalho  67
rea: Cincias Nvel II
1. Pea aos alunos que observem e relacionem os
materiais que costumam jogar no lixo durante
um dia.
2. No dia marcado para a entregar as listas, pea
que se renam em grupos de no mximo 5
pessoas e faam uma relao conjunta do lixo
do grupo, separando em dois conjuntos: o que
consideram que poderia ser reciclado e o que
deveria ser jogado no lixo da cidade.
3. Os grupos tambm devem responder as seguintes
questes: a) Como  feita a coleta de
lixo em sua casa; b) Onde o lixo  acumulado
em sua cidade ou bairro e c) Como procedem
para se desfazer de eletrodomsticos ou mveis
que no sero mais usados;
4. Mostre as duas imagens indicadas e discuta
cada uma delas, partindo das primeiras impresses
dos alunos.
Descrio da atividade 5. Introduza conceitos relacionados  questo do
excesso de consumo e da necessidade de reduzir
esse consumo e reciclar os materiais.
Atividade P Voc produz lixo?
21
Te x t o
Objetivo
 Refletir sobre a quantidade de lixo produzida,
o consumo exagerado e a supervalorizao do
descartvel.
Introduo
Em nosso dia-a-dia nos acostumamos a conviver
com a existncia do lixo e, nas cidades, da coleta
de lixo. Pode-se perceber que h relao direta entre
o volume da produo do lixo e a histria da
humanidade, no apenas em termos de quantidade
de pessoas, mas na forma como organizam o
seu dia-a-dia com base em produtos disponveis
no comrcio. Valoriza-se, por exemplo, a praticidade
de produtos alimentcios cujas embalagens
so descartveis e a embalagem como forma de
diferenciao comercial de um produto sem se
perceber que a necessidade imediata  o contedo.
Por outro lado, a valorizao da reciclagem
promove um fenmeno social interessante onde o
lixo  ao mesmo tempo produto do trabalho e
fonte de trabalho. A retirada peridica de nosso
lixo domstico nos afasta do acmulo de materiais
que descartamos no processo de consumo; dessa
forma, aos nos depararmos com o aterro sanitrio
ou o lixo de nossa cidade, ficamos geralmente
pasmados com seu volume ou com a forma como o
lixo est disposto, ou se vemos pessoas vivendo do
que ali encontram. De tudo que consumimos
diariamente, o que realmente tem significado para
nossas vidas?
Contexto no mundo do trabalho: A atividade se insere
em questes cotidianas do trabalho, como a valorizao do
descartvel para o comrcio, a produo de lixo, o lixo como
fonte de renda para pessoas excludas e sem perspectivas
versus a alternativa de renda mnima para a sobrevivncia.
Resultados esperados: Perceber:
a) a contribuio de todos na produo do lixo
de uma cidade;
b) que o excesso de consumo (consumismo) pode
causar problemas, sobretudo pelo volume
de materiais descartveis;
c) que a reciclagem muitas vezes tem sido associada
 pobreza ou ao subemprego e poucas
vezes  conscincia social.
Dica do professor: Curta-metragem: Ilha das Flores.
Tempo sugerido: 2 horas
21CP02 TX18 pg 67_71 20.01.07 18:21 Page 67
68  Caderno do professor / Globalizao e Trabalho
rea: Cincias Nvel II
1. Pea aos alunos que faam duas listas contendo
objetos que j possuem e objetos que
desejam possuir ou trocar.
2. Pea que identifiquem quais dos recursos naturais
listados esto presentes no objeto que desejam
possuir ou trocar: petrleo; metais; gua e
energia; vidro etc.
3. Solicite que identifiquem outros objetos ou bens
alternativos que podem ser feitos com os recursos
naturais utilizados na produo dos objetos
que eles desejam possuir.
4. Pea que avaliem quais objetos utilizam mais
recursos naturais.
5. Ajude-os a identificar quais recursos so renovveis
e quais no so.
Descrio da atividade
Atividade P Consumismo e recursos naturais
21
Te x t o
Objetivos
 Identificar que recursos naturais esto presentes
em objetos de consumo.
 Identificar que esses recursos naturais podem
ser utilizados para a produo de objetos alternativos
mais teis  sociedade.
Introduo
O texto mostra imagens relacionadas ao consumismo,
que possui um carter pejorativo de consumo
excessivo, alm do necessrio. Isso causa
dois tipos de problema ao planeta: reduz a
disponibilidade de recursos naturais e gera resduos
que necessitam ser descartados de forma
adequada. O petrleo, por exemplo,  necessrio
tanto para a produo de diesel e gasolina quanto
para a produo de plsticos e de asfalto e gerao
energia eltrica,  um recurso no-renovvel,
isto , esgotvel. A reduo do consumo  a soluo,
assim como exercer o mesmo trabalho
e reduzir o consumo?
Contexto no mundo do trabalho: Esta atividade convida
os alunos a identificarem a fonte de recursos naturais de
diversos produtos que so desejados pela populao em
casa e no trabalho, levando-os a refletir sobre outros usos
mais relevantes possveis para aqueles recursos naturais.
Resultados esperados:
a) Identificar que tipos de recursos naturais esto
presentes em objetos.
b) Identificar que recursos naturais presentes em
um objeto podem ser utilizados para a produo
de objetos alternativos mais teis  sociedade.
Dica do professor: A capacidade de suporte do nosso
planeta est relacionada  quantidade de pessoas que
podem aqui viver e refere-se tanto  disponibilidade de recursos
naturais para a produo quanto  capacidade do
planeta de receber resduos produzidos.
Tempo sugerido: 1 hora
21CP02 TX18 pg 67_71 20.01.07 18:21 Page 68
Caderno do professor / Globalizao e Trabalho  69
rea: Cincias Nveis I e II
1. Pea a seus alunos que tragam, para esta atividade,
embalagens que indiquem informaes
nutricionais sobre o alimento, principalmente
seu contedo calrico.
2. Verifique quantas unidades destes produtos
uma pessoa adulta deveria consumir por dia
para atingir o valor de 2500 kcal.
3. Pergunte aos seus alunos se uma pessoa que
se alimenta apenas de um produto (como determinado
salgadinho) conseguiria sobreviver
de maneira saudvel.
4. Discuta que a quantidade de calorias no expressa
adequadamente a alimentao saudvel
de uma pessoa, de forma que algum que
obtm seu alimento em um lixo provavelmente
ter alguma deficincia nutricional.
Para um bom funcionamento do organismo so
necessrios alimentos que contenham protenas
(como carnes, leite, soja e derivados), vitaminas
Descrio da atividade (como frutas e verduras), sais minerais (como
clcio, ferro, sdio), lipdios (gorduras) e carboidratos
(como farinceos e acares), alm de
gua potvel.
Atividade P Qualidade de vida e consumo
21
Te x t o
Objetivos
 Discutir a relao social em torno do consumo
e da desigualdade econmica.
 Discutir energia dos alimentos e qualidade de
alimentao.
Introduo
Quando vemos na foto pessoas coletando materiais
para sua sobrevivncia, percebemos os extremos
da desigualdade social: o consumo (e a
conseqente produo de lixo) de uma parcela
da sociedade  aproveitada por outra parcela que
no consegue se inserir no mercado de consumo/
trabalho. O volume crescente de lixo
mostra que uma parcela da populao consome
muito mais do que o necessrio para sua sobrevivncia.
Se o padro de consumo norte-americano
fosse estendido a todos os pases, no haveria
recursos naturais suficientes no planeta Terra
para dar conta dessa demanda, nem espao suficiente
para destinar tanto lixo.
Contexto no mundo do trabalho: O tipo de trabalho e
atividades fsicas que uma pessoa realiza durante um dia
determina a quantidade de alimento necessrio para sua
sobrevivncia diria. A energia contida nos alimentos 
mais bem expressa em quilocalorias (kcal). Um adulto
deve ingerir de 2500 a 2700 kcal dirias, se realiza alguma
atividade fsica. Se no realiza atividade fsica, estes
valores so de 1800 a 2000 kcal.
Resultado esperado: Perceber que o bom
funcionamento do organismo depende de uma
dieta equilibrada e no apenas de seu valor energtico.
Dicas do professor: Muitos alimentos utilizam a expresso
calorias de maneira simplificada, expressando na
verdade o valor em kcal. A carncia e o excesso de alimentos
podem implicar, respectivamente, doenas como anemia
e problemas como obesidade e hipertenso arterial.
Um vdeo interessante para debater consumo e sociedade 
o curta-metragem Ilha das Flores do diretor Jorge Furtado.
Material indicado:
P embalagens de alimentos
com indicao do valor
energtico (em kcal) por
poro.
Tempo sugerido: 2 horas
21CP02 TX18 pg 67_71 20.01.07 18:21 Page 69
70  Caderno do professor / Globalizao e Trabalho
rea: Economia solidria Nvel II
1. Pea aos alunos que observem as imagens e
reflitam sobre as informaes expostas.
2. Divida-os em trs o quatro grupos e pea que
selecionem, em revistas, jornais e outros impressos,
figuras que caracterizem o incentivo
ao consumo. Solicite que colem as figuras selecionadas
em uma cartolina ou material similar.
3. Pea que procurem identificar o tipo de empresa
que produziu cada um daqueles produtos.
 uma empresa multinacional ou  brasileira?
Algum aluno conhece a fbrica? Sabe
onde fica?
4. Organize uma pesquisa para saber se alguma
dessas empresas possui programas de responsabilidade
social ou se h denncias contra
ela de prticas ilegais (trabalho infantil ou
semelhante ao escravo, corrupo) ou antiticas
(negcios com fornecedores que usam
prticas ilegais, concorrncia desleal, falta de
transparncia).
Descrio da atividade
Atividade P A ordem  consumir?
21
Te x t o
Objetivo
Contribuir para que o aluno perceba e entenda as
nuances do consumismo exagerado, insistentemente
preconizado pela mdia, e atente para a
necessidade de se estabelecer um consumo
solidrio e igualitrio.
Introduo
Estimular o consumo  uma estratgia fundamental
para garantir a elevada lucratividade das empresas.
O incentivo ao consumo, porm, no significa
necessariamente acesso aos bens, ainda
mais em uma sociedade em que uma parte expressiva
da populao no possui emprego,
muitos dos que possuem recebem salrios baixos,
e outros se encontram no mercado informal de
trabalho. A forma como nossa sociedade est organizada
inviabiliza que o consumo seja acessvel
a todos igualmente. Como poucos dispem de
renda elevada, ele acaba se concentrando em pequenos
extratos sociais, que consomem exageradamente.
Perceber os simulacros do consumismo
auxilia na compreenso crtica desse fenmeno
social.
Resultados esperados: Perceber os efeitos e
as contradies do consumismo em nossa sociedade,
bem como indicar a possibilidade de instituirmos
um consumo solidrio e democrtico.
Dica do professor: Leia o poema Eu etiqueta, de Carlos
Drummond de Andrade.
Materiais indicados:
P cartolina, revistas, cola e
tesoura
Tempo sugerido: 4 horas
5. Solicite que produzam um texto no qual exponham
suas opinies sobre quais seriam os bens
necessrios  vida atual e o que pensam ser um
consumo solidrio e fraterno.
21CP02 TX18 pg 67_71 20.01.07 18:21 Page 70
Caderno do professor / Globalizao e Trabalho  71
rea: Matemtica Nveis I e II
1. Dialogue e reflita com os alunos sobre o que
possivelmente leva algum a comprar mais do
que o seu poder aquisitivo permite e as implicaes
disso sobre a economia do pas e da
famlia.
2. Solicite aos alunos ou providencie voc mesmo(
a) uma propaganda de produto onde esteja
discriminado o valor  vista e o valor a prazo.
Pea aos alunos que calculem a diferena
entre esses valores.
3. Verifique com eles qual  a porcentagem de juros
cobrados sobre o valor do produto adquirido
quando o pagamento for feito a prazo.
4. Oriente para que pesquisem tambm os valores
desse mesmo bem em diversos estabelecimentos,
alm das vrias formas de pagamento. Lembre-
se de que a taxa de juros reais deve ser calculada
sobre o valor da dvida e no sobre o
total da compra.
5. Apresenta aos alunos a opo de fazer uma
anlise comparativa de tabelas de juros de outros
itens, tais como taxas de servios bancrios, emprstimos
pessoais, consrcios variados, etc.
Descrio da atividade
Atividade P Consumismo e matemtica
21
Te x t o
Objetivos
 Conscientizar os alunos da implicao do consumismo
em sua vida, nas relaes de trabalho,
de famlia e de sociedade.
 Realizar clculos de juros e porcentagens para
comprovao do custo dos produtos e servios
consumidos.
Introduo
Problemas da contemporaneidade, tais como meio
ambiente, trabalho e globalizao, tm feito com
que brasileiros convivam com contradies gritantes,
onde h misria e ao mesmo tempo um
consumismo desenfreado. A questo das reais necessidades
humanas  colocada em segundo plano.
 preciso parar e refletir sobre como funciona essa
mquina do consumo pelo consumo. A quem ela
beneficia? Se cada vez mais o ser humano  solicitado
pelo marketing a comprar, quais so as conseqncias
do consumismo descontrolado tanto para
o indivduo quanto para a sociedade e o meio ambiente?
Seus alunos se consideram consumistas?
O que acham que  preciso fazer para evitar cair na
armadilha do consumismo? Quais seriam as reais
necessidades humanas?
Resultados esperados: Refletir sobre as armadilhas
do consumo, aumentando a percepo
sobre suas reais necessidades e, por meio dos clculos
indicados, desenvolver uma viso crtica de
seus gastos.
Dicas do professor: Sites 
http://eaprender.ig.com.br/liquid.asp?RegSel=17&Pagina=
1 (acesso em: 01/06/2006)
Http://eaprender.ig.com.br/liquid.asp?RegSel=17&Pagina=
1 (acesso em: 01/06/2006)
Material indicado:
P notas fiscais
Tempo sugerido: 4 horas
21CP02 TX18 pg 67_71 20.01.07 18:21 Page 71
72  Caderno do professor / Globalizao e Trabalho
rea: Educao e trabalho Nveis I e II
1. Pergunte aos alunos se  possvel exitir trabalho
escravo no mundo atual e em que
condies isso acontece? Em quais setores ele
 possvel? No campo? Na cidade? Na indstria?
No comrcio? Pergunte se j passaram
situao de trabalho escravo ou se conhecem
algum que passou isso. Como aconteceu? Que
medidas foram tomadas?
2. Pea que eles leiam o texto OIT afirma que
h cada vez mais escravos da globalizao.
3. Solicite que eles encontrem no texto a
definio para a expresso escravos da globalizao.
4. Auxilie-os na busca de outras informaes sobre
o tema para o aprofundamento da discusso.
5. Em pequenos grupos, os alunos iro escrever
um manifesto protestando contra o trabalho
escravo e o apresentaro para os colegas. O
trabalho poder conter fotos e imagens.
Descrio da atividade
Atividade P No ao trabalho escravo!
22
Te x t o
Objetivo
Refletir sobre a situao do trabalho escravo.
Introduo
Por que h no Brasil um Plano de Erradicao do
Trabalho Escravo? Por que e como trabalhadores
so escravizados? Por que  to difcil localizar e
denunciar esses abusos?
Resultado esperado: Elaborar de um manifesto.
Dicas do professor: Manifesto  um texto da natureza
dissertativa, persuasiva; destina-se a declarar ou protestar
algo. Cartilha do Trabalho Escravo  www.oitbrasil.org.br
Tempo sugerido: 4 horas
22CP02 TX22 pg 72_75 20.01.07 18:18 Page 72
Resultados esperados:
a) Compreender as diferentes formas de explorao
do trabalho humano.
b) Refletir sobre as contradies da globalizao
excludente.
Dicas do professor: Sobre o trabalho semi-escravo na
fabricao de carvo vegetal, no interior do Brasil, assista
ao documentrio Os carvoeiros, de Nigel Noble (encontrado
em vdeo e DVD).
Caderno do professor / Globalizao e Trabalho  73
rea: Educao e trabalho Nvel I
1. Problematize com os alunos a existncia de
escravos em pleno processo de globalizao:
quem so esses trabalhadores; de onde vm;
como  o processo de submisso; por que
saem dos seus lugares de origem, etc.
2. Solicite aos alunos uma pesquisa sobre os
tipos de trabalho escravo no mundo e as estatsticas
por pas, especialmente o Brasil.
3. Divida a turma em dois grupos e proponha
uma dramatizao sobre as condies do trabalho
escravo nas sociedades passadas e na
atual.  importante orient-los para a elaborao
de roteiro e cenrio.
4. Se possvel, filme a encenao e d uma aula
com base no filme, aprofundando o tema.
Descrio da atividade
Atividade P Globalizao de escravos
22
Te x t o
Objetivo
 Refletir sobre a existncia de trabalho escravo
na sociedade atual, enfatizando as diferentes
formas de explorao do trabalho humano que
historicamente ocorreram na sociedade.
Introduo
Sabemos que o trabalho como atividade humana
sempre existiu, uma vez que  atravs dele que o
ser humano garante a sua sobrevivncia. Por isso
dizemos que o trabalho  uma categoria antidiluviana.
No entanto, no processo de desenvolvimento
das foras produtivas, o trabalho foi organizado
de diferentes formas. Nas sociedades
antigas o trabalho era escravo, na sociedade feudal
era servil e na atual, capitalista, o trabalho 
assalariado. Existe hoje um elevado desenvolvimento
das foras produtivas e, por conseguinte,
da produo geral de mercadorias. A vitalidade
das transaes comerciais e financeiras  impressionante.
Ao mesmo tempo, possumos vergonhosos
ndices de trabalho escravo, como o
texto mostra. Por que ainda existe trabalho escravo?
Qual a diferena entre trabalho escravo e
trabalho assalariado? No processo de globalizao,
como se d a escravizao do trabalhador?
Materiais indicados:
P papel pardo, sucatas,
plstico, cola
Tempo sugerido: 6 horas
22CP02 TX22 pg 72_75 20.01.07 18:18 Page 73
74  Caderno do professor / Globalizao e Trabalho
rea: Histria Nveis I e II
1. Leia o texto com os alunos e problematize-o.
2. Discuta conjuntamente o significado e o papel
da OIT e da condio da mulher na sociedade
atual.
3. Investigue e leve para a sala outros textos que
mostrem a diferena entre a escravido das
mulheres nos perodos da Colnia e do Imprio
e a escravido na sociedade globalizada.
4. Organize um debate em pequenos grupos: O
que leva as mulheres brasileiras a migrar para
outros pases na atualidade? Na opinio do
grupo, o que pode ser feito em nosso pas para
evitar que as pessoas se submetam a trabalhos
forados e degradantes. As concluses devem
ser apresentadas a toda a classe.
5. Oriente os alunos na produo de um pequeno
texto jornalstico noticiando as propostas
do grupo para combater a escravido
Descrio da atividade de mulheres.
Atividade P Escravas da globalizao: a prostituio de
mulheres brasileiras em outros pases
22
Te x t o
Objetivos
 Refletir sobre o problema da escravido e da
prostituio de mulheres na sociedade globalizada.
 Estabelecer distines entre a condio da mulher
escrava na atualidade e nos perodos histricos
da Colnia e do Imprio.
Introduo
A escravido de trabalhadores  um problema
antigo e persistente na histria das sociedades.
Lamentavelmente, no sculo XXI, convivemos
com novidades, avanos cientficos e tecnolgicos,
mas tambm com antigas prticas de explorao
e dominao dos seres humanos.  o caso
da escravido, isto , dos trabalhos forados de
homens e mulheres e crianas. Ao longo da histria,
a escravido assumiu diferentes configuraes
nos diversos lugares, como relata a reportagem.
Na atual sociedade globalizada, a prostituio
e a escravido de mulheres no Brasil e em
outros pases esto relacionadas ao desemprego,
s precrias condies de vida, s dificuldades de
acesso  educao, sade e moradia e finalmente
 busca de estratgias de sobrevivncia que levam
 migrao e  submisso aos trabalhos ilegais
e forados. Como voc sabe, este tema tem
sido amplamente noticiado em jornais, na televiso
e at abordado nas telenovelas brasileiras.
A imprensa  uma fonte importante para o estudo
da histria, pois transforma fatos em notcias,
registra diferentes vises e verses dos acontecimentos.
Resultado esperado: Refletir sobre a ques- to
e produzir um pequeno texto jornalstico noticiando
as propostas do grupo para combater a escravido
de mulheres.
Dicas do professor: Consulte reportagem da Revista Veja
de 2 de maro de 2005 sobre a prostituio de mulheres
brasileiras na Espanha. Consulte texto sobre escravido
no livro didtico Histria do Brasil, de S. G.
Fonseca, e Histria, de C. B. Simon (Dimenso).
Materiais indicados:
P reportagens de jornais,
revistas e TV sobre o
problema da escravido
de trabalhadores na
atualidade e textos
didticos que tratam da
escravido na Histria do
Brasil
Tempo sugerido: 2 horas
22CP02 TX22 pg 72_75 20.01.07 18:18 Page 74
Caderno do professor / Globalizao e Trabalho  75
rea: Portugus Nveis I e II
1. Leia o texto com os alunos e solicite comentrios
sobre o conceito de escravido na modernidade.
Estabelea uma conversa sobre
profisses e formas sutis de escravido.
2. Comente que o texto lido est escrito no registro
padro, a variedade lingstica socialmente
prestigiada, mas que existem outros
registros, todos vlidos e bons quando usados
adequadamente: o melhor falante  aquele capaz
de se adaptar a cada uma das situaes de
comunicao.
3. Divida a classe em oito grupos e proponha
uma tarefa a cada um deles: G1: Resumir o
texto lido e apresent-lo, oralmente, como se
fossem locutores de televiso; G2: Encenar:
um aluno da sala conta a uma menina de rua
o contedo da notcia; G3: Encenar: uma
moa bem simples, do inte-rior, conta para seu
mdico o contedo da notcia; G4: Reescrever
o texto para ser publicado numa revista dirigida
especialmente a garotas; G5: Reescrever o
texto para ser publicado num jornal popular,
sensacionalista; G6: Um pastor conta para os
fiis, durante o culto, o contedo da notcia;
G7: Dois sacerdotes que leram a mesma notcia
conversam sobre ela; G8: Dois idosos conversam
sobre a notcia; G8: Um cantor de rap reconta
a seu modo o contedo do texto.
Descrio da atividade 4. Analise o desempenho dos alunos. Mostre
que h vrias lnguas na lngua. Existem
variaes dialetais (geogrficas, sociais, de
idade, de sexo, de geraes) e de registros
(graus de formalidade: oratrio, formal, coloquial,
semiformal, casual  de grupos fechados
 informal  amigos, familiares).  escola
compete ensinar o registro formal, o padro
culto, mas todos os registros tm igual valor
no plano lingstico.
Atividade P Comentando a notcia
22
Te x t o
Objetivos
 Estimular a sensibilidade para diferentes usos
da linguagem.
 Conscientizar os alunos da existncia de variados
registros lingsticos.
 Compreender que os usos da linguagem so
regidos por convenes.
Introduo
Ao refletirem sobre as condies modernas de escravido,
os alunos apodero desenvolver, alm
dos objetivos citados, as capacidades de sntese e
de expresso oral e escrita.
Resultado esperado: Compreender as variaes
dialetais e de registro e a importncia social
de cada uma.
Dica do professor: Apresente revistas, jornais, filmes que
mostrem diversos registros lingsticos.
Tempo sugerido: 3 horas
22CP02 TX22 pg 72_75 20.01.07 18:18 Page 75
76  Caderno do professor / Globalizao e Trabalho
rea: Artes Nveis I e II
1. Cada aluno dever relacionar todos os objetos
que carrega consigo inclusive as roupas que
veste no momento da aula.
2. Ao lado de cada objeto que o aluno listou, ele
dever escrever a origem do objeto. Se comprado,
onde foi efetuada a compra e onde foi
fabricado cada um dos itens da lista (verificar
etiquetas e dados informativos dos produtos).
3. Entre os objetos h algum feito por ele ou por
um familiar? Ele conhece o arteso ou o produtor/
fabricante de algum dos objetos e
roupas que possui? Enfim, sabe quem o fez,
de fato?
4. A turma discutir as listas, levando em considerao
os seguintes aspectos: o lugar de
origem dos produtos, dos fabricantes, o que
eles conhecem dos produtos ou das roupas que
possuem. O que os levou a comprar os itens da
lista? A que cultura pertencem os objetos e
roupas que possuem?
5. Pea que produzam um desenho representando
um objeto que possuem e os seus produtores,
inspirando-se na charge.
Descrio da atividade 6. Organize uma exposio dos desenhos na
sala.
Atividade P O que sei do que tenho
23
Te x t o
Objetivo
 Perceber e refletir sobre as mos invisveis
presentes nas coisas que possumos.
Introduo
O desenvolvimento econmico tem trazido consigo,
em maior ou menor grau, o distanciamento
do homem dos meios primrios de produo.
Desde o leite que tomamos ao acordar at o computador
de ltima gerao, tudo  feito de modo
a trazer maior conforto para a vida cotidiana.
Tudo  produzido em larga escala e os fabricantes
buscam preos competitivos de modo a alargar o
espectro de clientes. Fbricas se modernizam e se
automatizam, pases ou povos so usados como
fornecedores de mo-de-obra barata. Nas grandes
cidades nos deleitamos com a cultura da entrega
em domiclio (o dito delivery) e assim nos distanciamos
agora no mais do produtor, mas tambm
dos pontos de venda. As facilidades chegam s
nossas mos por todas as vias e as mos do mercado
vo se tornando cada vez mais invisveis.
Resultados esperados:
a) Identificar a relao do consumidor com a situao
expressa na charge.
b) Perceber a fora do consumidor para a manuteno
ou mudana nas relaes de produo
e identificar elementos dessa fora presentes
em seus hbitos e atitudes cotidianos.
Tempo sugerido: 30 minutos
23CP02 TX23 pg 76_79 20.01.07 18:23 Page 76
Caderno do professor / Globalizao e Trabalho  77
rea: Artes Nvel II
A atividade ser realizada em duas etapas:
1. Em pequenos grupos.
a) Observar a charge e listar os elementos que
a compem.
b) Fazer um levantamento das informaes
que so passadas nas duas cenas da charge.
c) Discutir a charge tendo por base as informaes
levantadas pelo grupo.
d) A partir da discusso, cada grupo dever
escolher um assunto relacionado ao tema
do caderno que mereceria uma charge.
e) Elaborar (desenhar) uma charge.
2. Com a classe toda.
a) Montar a exposio das charges.
b) Criar um ttulo para cada uma delas.
c) Discutir os assuntos presentes nas diferentes
charges e sua relao com o tema do
caderno.
d) Ao final do exerccio, os ttulos so dados a
conhecer e a turma escolhe aquele que melhor
representa cada uma das charges.
Descrio da atividade
Atividade P A charge
23
Te x t o
Objetivos
 Analisar criticamente a charge.
 Criar uma charge que expresse um pensamento
crtico sobre o tema do caderno.
Introduo
A charge  uma representao pictrica que satiriza
de forma crtica acontecimentos, por exemplo,
esportivos, religiosos, sociais e polticos de
uma dada sociedade. Assim como a caricatura,
ela distorce, amplia e exagera caractersticas,
mas difere dela, dependendo de sua fora informativa,
por poder ocupar o lugar de uma matria
ou de um artigo, no jornal, por exemplo. A
charge nasceu na Frana no sculo XIX e seu
significado  carga, ataque. Ela expressa um
ponto de vista traduzindo ou interpretando os
fatos em imagens sintticas. A charge pode ter
uma imagem, mas tambm pode ter uma seqncia
de duas ou trs cenas ou estar dentro
de quadrinhos ou totalmente aberta, com bales
ou legendas.
Resultados esperados:
a) Exercitar a leitura de imagens e de seus possveis
significados.
b) Aprender a observar as diferentes formas de
fazer uma crtica, de chamar ateno para um
fato e, ainda, a importncia das escolhas dos elementos
que comporo determinada obra para
que, de fato, expresse o resultado esperado.
Materiais indicados:
P papel sulfite, caneta,
lpis preto e de cor
Tempo sugerido: 1 hora
23CP02 TX23 pg 76_79 20.01.07 18:23 Page 77
78  Caderno do professor / Globalizao e Trabalho
rea: Educao e trabalho Nvel II
1. Pea que os alunos analisem a charge: como
podemos interpret-la?
2. Explique a eles quem foi Adam Smith e a importncia
do seu livro para a construo das
idias neoliberais.
3. Discusso em grupos:
a) O que costumamos consumir?
b) Consumimos tudo aquilo que desejamos?
c) Como  o trabalho que cada um dos alunos
desenvolve?
d) O que produzem?
e) O que vendem?
f) Em que condies trabalham?
g) Quem vem enriquecendo com o nosso trabalho?
Afinal, existe ou no uma mo invisvel
que controla o mercado?
4. Pea aos alunos que produzam um texto sobre
o tema estudado levando em conta os pontos
bsicos das discusses.
Descrio da atividade
Atividade P Algum viu mos (in)visveis por a?
23
Te x t o
Objetivo
Relacionar a globalizao com um dos princpios
do neoliberalismo: a liberdade de mercado.
Introduo
A riqueza das naes, de Adam Smith, foi publicado
em 1776. At hoje as idias desse autor continuam
inspirando a economia capitalista. Para ele, o ser
humano  um homem econmico, movido pela
ambio, pelo desejo de consumo. Assim, a liberdade
se realiza no mercado, o qual funciona como
uma mo invisvel que vai ajustando os interesses
e necessidades dos vendedores e compradores
de mercadorias. Um dos princpios do liberalismo
econmico  de que, para haver liberdade, o Estado
no deve se intrometer no mundo dos negcios.
Na dcada de 1940, as teses de Adam Smith
so retomadas por Frederich Hayek, principal
terico do (neo)liberalismo. Assegurados pela ideologia
neoliberal, os processos de globalizao da
economia vm permitindo a produo e o consumo
desenfreados. Como nos indica a gravura, 
claro que para haver consumo  preciso haver
produo, ou seja,  preciso que algum trabalhe!
Mas, trabalhar em que condies? O salrio  suficiente
para proporcionar qualidade de vida? Por
que no tem emprego para todo mundo? Por um
acaso, algum viu mos (in)visveis por a?
Resultado esperado: Refletir sobre o iderio
neoliberal, que apregoa que a felicidade se realiza
no mercado.
Dicas do professor: Procure na biblioteca o livro A
riqueza das naes, de Adam Smith. Sobre o liberalismo
econmico, veja tambm o livro A histria da riqueza do
homem, de Leo Huberman.
Tempo sugerido: 3 horas
23CP02 TX23 pg 76_79 20.01.07 18:23 Page 78
Caderno do professor / Globalizao e Trabalho  79
rea: Portugus Nveis I e II
1. Solicite aos alunos que demonstrem a forma
como entendem a charge.
2. Pea que relacionem o tema  seguinte afirmao:
Produz-se cada vez mais com menos
mo-de-obra (novas tecnologias reduzem postos
de trabalho, alta rentabilidade do capital financeiro:
especulao e pouco investimento no
trabalhador).
3. Conversar sobre trabalho escravo e suas conseqncias
sociais: dificuldades dos jovens e de
pessoas de meia-idade em arrumar emprego.
4. Pea que observem a presena de duas personagens
na charge. Mostre que, nas histrias, h
vrios tipos de personagens:
a) lineares (ou tipos): tm poucas caractersticas
(mocinho: bom/justo; bruxa: m/invejosa).
b) complexas: misteriosas, imprevisveis, com
caractersticas diversas e contraditrias: so
capazes do bem e do mal, de ser justas ou
injustas, de amar e sentir raiva de algum
ou alguma coisa. Cite, como exemplo, Carlitos,
de Chaplin (imprevisvel: heri/covarde,
lrico/prosaico, feio/ bonito no seu
jeito de ser).
3. Criao de personagens: simular que conheceu
o rapaz que est de p na charge. Sugestes:
Marcos, 20 anos, filho de D. Marli, uma
professora. O pai, comerciante,  conhecido
por Rafa. rico, seu irmo mais novo,  maluco
por carros velhos. Moram em Salvador, num
apartamento bem confortvel, mas no se pode
ouvir rock com som no ltimo volume. No
Descrio da atividade
Atividade P Elementos da narrativa
23
Te x t o
Objetivos
 Conhecer os tipos de personagem.
 Criar personagens complexas.
Introduo
Imaginar e criar so importantes para o bom desempenho
de qualquer profisso.
Resultado esperado: Ampliar as habilidades
de imaginar, criar e produzir narrativas.
Dica do professor: Livro  Personagem, de Ignacio de
Loyola Brando. Personagem (Atual).
Tempo sugerido: 2 horas
terminou o ensino mdio mas vai ser bilogo,
astronauta, jornalista, modelo ou, no mnimo,
mdico do trabalho, ainda que odeie Fsica e
Matemtica. Dog, seu melhor amigo (apelido
de Douglas),  um rapaz meio sensitivo, meio
maluco que adora Harry Potter e Domingo do
Fausto. O resto da turma s gosta de cerveja e
mulher: Tonico (louco por loiras), Barril (doido
por gordinhas) e Mula (carrega qualquer
uma para casa). A atual paixo de Marcos 
Marisa Monte, mas nenhuma menina que encontra
tem o jeito dela, os olhos dela, a voz
dela... No suporta msica sertaneja (gritam
muito e sofrem sem parar). Continuar criando,
falando de Marcos como se o conhecesse.
6. Pea, por meio de perguntas, que os alunos
criem a personagem que se encontra acorrentada:
nome, idade, peso, altura, caractersticas da
famlia, residncia, atividades, amizades, paixes,
coisas que detesta, preferncias em comida,
cor, frase, bebidas, programas de TV, cinema,
teatro, msica, livros, esporte, opinio
sobre poltica, adorao, grande desejo, seu segredo
(ser que vai contar?), signo, principais irritaes,
sonhos, situao financeira atual e emprego.
7. Pea que criem uma histria em que as personagens
vivam juntas alguma situao embaraosa;
depois, que leiam o texto para a sala.
23CP02 TX23 pg 76_79 20.01.07 18:23 Page 79
80  Caderno do professor / Globalizao e Trabalho
rea: Artes Nveis I e II
1. Os alunos devero reler o texto e discuti-lo em
sala de aula.
2. A classe criar um questionrio para ser utilizado
na coleta de depoimentos.
3. Cada aluno dever utilizar o questionrio, durante
uma semana, colhendo depoimentos sobre
a situao de trabalhadores.
4. Na semana seguinte, os alunos faro a tabulao
da pesquisa, localizando os problemas.
5. A classe ser dividida em trs grupos. Cada
grupo criar um programa de rdio: um noticirio,
uma entrevista com um especia-lista
fictcio, um debate etc. Para tal, devero formar
equipes responsveis por cada parte do
programa de rdio a ser criado  por exemplo,
redao da notcia ou textos a serem utilizados;
criao da apresentao do programa,
das inseres publicitrias (se quiserem), escolha
do locutor/entrevistador e dos entrevistados,
bem como elaborao das perguntas
que sero feitas, o nome do programa etc.
Descrio da atividade 6. O programa de rdio ser transmitido ao vivo
(em sala de aula), abrindo possibilidade
para perguntas dos ouvintes (demais alunos
da classe, que devero participar, sentando-se
de costas para simular a sensao de estarem
ouvindo rdio).
7. Aps as apresentaes, a turma analisar o
exerccio e discutir os problemas abordados.
Atividade P Um programa de rdio
24
Te x t o
Objetivo
 Criar um programa de rdio que aborde uma
situao grave de relao de trabalho.
Introduo
O texto escolhido apresenta um problema crtico
vivido no Brasil e no mundo. Exemplos de
situaes terrveis a que os trabalhadores esto
expostos so denunciados quase que diariamente.
A explorao do homem pelo homem
encontra-se no centro dessas denncias. O texto
escolhido, uma notcia da internet, apresenta
especificamente a grave situao na rea de
produo e comercializao de produtos de vesturio.
A internet, a mdia de comunicao mais
atual, embora transmita a informao com velocidade,
no est ainda disponvel a todos. O
rdio continua a ser o veculo de maior alcance,
servindo de ponto de denncia e resoluo de
problemas, com uma caracterstica prpria: ele
conversa com seu ouvinte. De baixo custo, 
acessvel a todos. Por trs de um locutor que l
a notcia ou faz a mediao de um debate, existe
toda uma equipe que trabalha na reportagem,
no levantamento de dados e na criao de texto
para os programas.
Resultados esperados:
a) Aprender a colher dados para uma pesquisa.
b) Organizar dados para a formulao de atividade
cultural.
c) Criar um programa de rdio como uma atividade
cultural e de informao.
d) Participar da elaborao de todas as fases de
criao e de produo de um programa cultural.
Material indicado:
P aparelho de som
Tempo sugerido: 1 hora e
30 min para cada etapa desenvolvida
em sala de aula
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Resultado esperado: Identificar as formas
como se manifesta o trabalho precrio.
Dicas do professor: Veja o Questionrio de 1880, de
Karl Marx, contendo 163 perguntas sobre condies de
trabalho, publicado no livro Enquete operria, de Michel
Thiolent (Editora Polis) 2) Acesse o site da Organizao Internacional
do Trabalho  OIT (www.oit.org.br)
Tempo sugerido: 3 horas
Caderno do professor / Globalizao e Trabalho  81
rea: Educao e trabalho Nveis I e II
1. Leitura e discusso do texto: Por que os empresrios
desrespeitam a legislao trabalhista?
2. Faa uma exposio oral sobre o que a Organizao
Internacional do Trabalho  OIT entende
por trabalho precrio e  trabalho decente.
3. Em conjunto com os alunos que so ou que j
foram trabalhadores assalariados, faa um levantamento
das condies de trabalho. Os empresrios
assinam a carteira de trabalho e respeitam
todos os direitos trabalhistas? Que
reclamaes os trabalhadores teriam a fazer?
4. Redao: De que maneira podemos lutar contra
a precarizao do trabalho?
5. Leitura de algumas redaes/comentrios dos
alunos.
Descrio da atividade
Atividade P De trabalhadores a chicanos e coiotes
24
Te x t o
Objetivo
 Compreender os processos atuais de precarizao
do trabalho.
Introduo
O novo regime de acumulao de capital (chamado
de acumulao flexvel), tendo como base a
organizao toyotista do trabalho, pressupe
uma cadeia produtiva na qual 75% do processo
de produo  deslocado para fora da fbrica. Da
a grande quantidade de micro-empresas, empresas
familiares e falsas cooperativas que produzem
bens materiais e servios para a empresa-me, a
qual fica isenta do pagamento dos encargos sociais
relativos aos trabalhadores.  o que se chama
de terceirizao ou subcontratao do trabalho.
Isso sem falar no nmero expressivo de trabalhadores
que, a exemplo dos chicanos nos EUA, so
atrados para o trabalho precrio em unidades
produtivas clandestinas. Valeria a pena refletir se,
por uma questo de tica, deveramos continuar a
consumir os produtos de empresa que desenvolve
esse tipo de prtica. Que empresas conhecemos
que desrespeitam os trabalhadores?
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82  Caderno do professor / Globalizao e Trabalho
rea: Lngua estrangeira  Espanhol Nvel II
1. Solicite aos alunos que leiam as seguintes perguntas
sobre o texto e tentem respond-las
em espanhol:
a) Cuntos inmigrantes sin papeles estn trabajando
en la capital de So Paulo?
b) De qu pas son los bolivianos?
c) Qu idioma hablan los bolivianos?
d)Por qu razn salen de su pas?
e) Cul es el origen de la empresa multinacional
mencionada en el texto?
2. Cmo se dice en espaol?
 explorao de mo-de-obra;
 imigrantes irregulares;
 trabalho clandestino;
 fornecedores suspeitos;
 confeco de roupas;
 contrabando de pessoas.
Descrio da atividade
Atividade P La mano de obra de inmigrantes sin papeles en Brasil
24
Te x t o
Objetivo
Identificar as causas da mo-de-obra estrangeira
atualmente no Brasil e tentar compreender as
razes dessa mobilidade.
Introduo
No Brasil, mais precisamente em So Paulo,
muitas confeces clandestinas empregam mode-
obra imigrante na produo de roupas. A reportagem
citada no texto se refere a uma empresa
multinacional bastante conhecida, com
113 unidades instaladas no pas, que se beneficia
do trabalho degradante de imigrantes. E como
eles chegam ao Brasil? Eles no vm com
seus prprios recursos; esses imigrantes so
trazidos por intermedirios que ganham dinheiro
com o contrabando de pessoas de um pas
para outro. O nmero de imigrantes registrado
 muito relevante: somente na capital
paulista cem mil bolivianos esto nessa situao.
Esse fenmeno ocorre tambm na vizinha
Argentina, onde milhares de bolivianas trabalham
na indstria txtil de maneira ilegal. No entanto,
nos ltimos tempos, essas trabalhadoras
resolveram lutar por seus direitos, por seus filhos,
por dignidade profissional. Fundaram uma associao
com a ajuda de pessoas que se interessaram
pela causa. O que pensar de uma rede de
lojas que compra seus produtos de confeces
que exploram a mo-de-obra imigrante estrangeira
no Brasil? Por que esses imigrantes deixam
o pas de origem?
Resultado esperado: Produzir textos orais e
escritos sobre a questo da mo-de-obra de imigrantes
estrangeiros no Brasil.
Dica do professor: Apresente material ilustrativo sobre a
Bolvia (se houver possibilidade).
Site  www.es.wikipedia.org/wiki/Bolivia
Material indicados:
P dicionrios espanhol/
espanhol  espanhol/
portugus/espanhol
Tempo sugerido: 2 horas
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Caderno do professor / Globalizao e Trabalho  83
rea: Lngua estrangeira  Ingls Nvel II
1. Coloque o vocabulrio na lousa:
Cala  pants
Camisa  shirt
Camiseta  T-shirt
Blusa  blouse
Meias  socks
Casaco  coat
Macaco  jumper
Terno  suit
Gravata  tie
Cachecol/ echarpe  scarf
Saia  skirt
Vestido  dress
Pijama  pajamas
Cueca  underware
Calcinha  panties
Suti  bra
Meia-cala  tights
Luvas  gloves
Moleton (conjunto)  sweatsuit/jogging suit
Suter  sweater
Cinto  belt
Chinelos  slippers
Sandlias  sandals
Sapatos  shoes
Tnis  tennis/ sneakers
2. Pea aos alunos que copiem as palavras do
vocabulrio e d tempo para que memorizem
a lista (cerca de 5 a 6 minutos).
3. Diga que comear um ditado. Eles ouviro a
palavra em ingls e devero escrev-la em
portugus. Dite 8 a 10 palavras. Verifique se
Descrio da atividade acertaram o vocabulrio. D a eles mais 5
minutos para memorizao e diga que agora
far o contrrio: o ditado ser em portugus e
eles devero escrever em ingls (esse ditado
com certeza ter mais erros, especialmente de
ortografia).
4. Dite mais 8 a 10 palavras (repita algumas do
primeiro ditado). Verifique os erros e acertos.
Atividade P Dictation
24
Te x t o
Objetivo
Aprender o vocabulrio de roupas e acessrios
em ingls.
Introduo
O texto trata de uma empresa que confecciona
roupas, o que constitui uma boa oportunidade de
apresentar aos alunos esse vocabulrio em ingls.
Resultado esperado: Memorizar no mnimo
50% do vocabulrio apresentado.
Tempo sugerido: 1 hora
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84  Caderno do professor / Globalizao e Trabalho
rea: Portugus Nvel I
Atividades de pr-leitura
1. Proponha aos alunos algumas adivinhas
para que dem as respostas que acharem corretas.
Sugestes:
a) Tem dois quartos mas no  a casa (a
metade);
b) Eu fui feito com pancada, s sirvo se for
bem torto, vou procurar quem est vivo,
espetadinho num morto (o anzol);
c) Tem dentes mas no come, tem barbas mas
no  homem (alho);
d) Redondinho, redondo, abre e fecha sem
cordo (olhos).
2. Informe que, de algum modo, as adivinhas
procuram definir termos da lngua. Ressalte
que, para definir uma palavra, identificamos a
classe maior  qual pertencem os objetos que
ela nomeia e, em seguida, apontamos as propriedades
que distinguem esses objetos no interior
da classe maior.
3. Pea aos alunos que, seguindo o raciocnio
acima, definam: monarquia. Ressalte que
uma definio no pode ser uma mera enumerao
de exemplos, no pode ser circular, obscura,
demasiado ampla ou limitada.
4. Pea que julguem se as definies a seguir so
boas ou ruins:
a) nibus  um veculo que existe ainda na
minha cidade. (ruim  limitada);
Descrio da atividade b) Verde  a cor das rvores que so esverdeadas.
(ruim  circular);
c) Meia  uma coisa que se pe nos ps. (ruim
 ampla);
d) Agostiniano  um padre que usa batina,
sandlias e um cordo. (ruim  ampla).
5. Informe alguns verbos que comumente aparecem
nas definies: ser, significar, consistir,
constituir. Pedir que procurem dar definies
mais precisas aos quatro exemplos.
Atividades de leitura
1. Leia o texto com os alunos. Converse sobre a
explorao de mo-de-obra e sobre terceirizao
e seus impactos na economia. Converse
sobre tica no trabalho e dignidade humana.
2. Solicite que os alunos definam, primeiramente
sem uso do dicionrios, os seguintes
termos retirados do texto:
 roupa;
 coiotes;
 multinacional;
 fornecedores.
Depois do exerccio, solicite que consultem o dicionrio
para verificar a pertinncia de suas
definies.
Atividade P Conceitos e definies
24
Te x t o
Objetivo
Formular, com clareza e correo, conceitos/
definies.
Introduo
Uma definio  um pequeno texto em que se
formula o significado de uma palavra.
Resultado esperado: Entender o processo de
construo das definies e aumentar o vocabulrio.
Tempo sugerido: 2 horas
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Caderno do professor / Globalizao e Trabalho  85
rea: Educao Fsica Nveis I e II
1. Faa com seus alunos um alongamento para
membros inferiores (coxas) aps uma caminhada:
a) Movimento posterior: na posio em p, com
as pernas semi-afastadas, flexione a articulao
do joelho direito; dobre o joelho e, com
o auxlio da mo direita, segure o p direito,
e leve-o junto  parte posterior da coxa (bceps-
femural); segure nessa posio, procurando
deixar o joelho da perna flexionada
apontando para o cho por 30 segundos.
Faa o mesmo com a perna esquerda.
b) Movimento posterior: com o auxlio de um
objeto fixo (uma parede, uma rvore, etc.),
tome a distncia de mais ou menos um
metro deste objeto. De frente para ele, em p
e com os ps unidos, apie-se nele com os
braos, deixe as pernas esticadas e faa levemente
uma flexo dos braos, at o momento
em que sentir os msculos da panturrilha
(batata da perna) se distenderem, permanecendo
nesta posio por 30 segundos.
Descrio da atividade 2. Pea que os alunos relatem as sensaes de desconforto
ou de dor sentidas durante o alongamento
e digam se essas sensaes permaneceram
aps a atividade.
3. Pea que faam um desenho indicando as
partes do seu corpo que sentem que mais necessitam
alongar.
Atividade P A atividade fsica e a publicidade
24
Te x t o
Objetivo
 Analisar a influncia da publicidade na sociedade.
 Entender que o desenvolvimento de atividades
fsicas no depende da moda.
Introduo
As influncias e os modismos na globalizao ultrapassam
todas as fronteiras. O texto nos faz
pensar sobre esse fenmeno tambm na Educao
Fsica j que a escolha dessa profisso perpassa
esses novos caminhos. Qual a importncia
da consulta de um profissional desta rea para a
execuo adequada de atividades fsicas, se
temos o acesso a essas orientaes pela TV, na internet,
em DVD, etc.? At que ponto essas informaes
so confiveis?.
Contexto no mundo do trabalho: A atividade proporciona
refletir como as atividades fsicas auxiliam no
trabalho dirio e, ainda, as estratgias de propaganda
e marketing e a poltica de venda que gera o consumismo
exacerbado com o apoio da mdia como efeito da
globalizao.
Resultado esperado: Motivar-se a exercer
atividades fsicas entendendo que isso  possvel
no dia-a-dia sem a necessidade da compra de
aparelhos ou objetos da moda.
Dicas do professor: A caminhada  um dos mais relaxantes
e revigorantes exerccios conhecidos, indicada a
qualquer pessoa, independente de idade ou compleio
fsica (gordo, magro, alto, baixo). Oriente os alunos a fazer
uma caminhada. Rena uma turma para caminhar e
aproveite para criar laos de amizade mais ntimos uns
com os outros, fazendo dessa prtica esportiva um hbito
gostoso e salutar.
Tempo sugerido: 3 horas
24CP02 TX24 pg 80_85 20.01.07 18:22 Page 85
86  Caderno do professor / Globalizao e Trabalho
rea: Educao Fsica Nveis I e II
1. Promova uma discusso com as seguintes
questes: Voc j se percebeu respirando hoje?
Como  sua respirao? Que outros tipos de
respirao conhece? O que  apnia? No sono
isso pode acontecer? Voc ronca?
2. Desenvolva com os alunos: Respirao profunda;
a) deite no cho;
b) dobre os joelhos e afaste os ps mais ou
menos uns 20 centmetros, com os dedos
voltados ligeiramente para fora. Coluna reta.
Observe qualquer tenso no corpo;
c) coloque uma das mos sobre o abdmen e a
outra sobre o trax;
d) inspire lenta e profundamente pelo nariz,
expandindo o abdmen e empurrando a
mo para cima. O trax devera mover-se
apenas um pouco e somente junto com o abdmen;
e) inspire pelo nariz e expire pela boca, emitindo
um som suave, enquanto sopra suavemente
para fora. A boca, a lngua e os maxilares
devem estar relaxados;
f) execute inspiraes longas, lentas e profun-
Descrio da atividade das, concentre-se no som e na sensao de
respirar. Relaxe. Experimentar essa respirao
diariamente.
3. Ao final monte com os alunos um mural ou
escreva um texto que contenha a discusso,
os movimentos autnomos e a importncia
da respirao.
Atividade P Voc j respirou hoje?
26
Te x t o
Objetivos
 Refletir sobre os movimentos no cotidiano de
forma intencional e no-mecnica.
 Executar a respirao profunda.
Introduo
O homem, em busca do conforto, inventou estratgias
para dominar a natureza de modo a usla
em proveito prprio com o menor dispndio
possvel de sua energia fsica. A globalizao tem
aumentado a pobreza e as doenas, como na
charge, temos um mundo fragmentado, hierarquizado,
preconceituoso, discriminador, etc. A
vida, de uma forma geral, tem se tornado mais
dura principalmente para aqueles cujo trabalho
necessita de maior esforo fsico. O dia-a-dia  repleto
de movimentos fsicos extremos que acarretam
a formao de corpos fortes. At que ponto
essa execuo de movimentos dirios  mecnica?
Voc j se percebeu respirando?
Resultados esperados:
a) Refletir sobre a intencionalidade do movimento.
b) Produzir um texto.
Dicas do professor: No final de cada movimento de respirao
profunda, observe com os alunos se h alguma
tenso no corpo. Compare a tenso que sentiu no final do
exerccio com aquela que sentia ao comear. Pratique durante
o dia a respirao pelo abdmen; concentre-se no
movimento dele para cima e para baixo, no ar entrando e
saindo dos pulmes e na sensao de relaxamento proporcionada
pela respirao profunda.
Material indicado:
P cobertor ou toalha ou
colchonete
Tempo sugerido: 1 hora
26CP02 TX26 pg 86_87 20.01.07 18:25 Page 86
Resultado esperado: Produzir charges.
Dicas do professor: Sites 
www.rubedo.psc.br/Artigos/crisesta.html  22k
www.lpp-uerj.net/outrobrasil/ Referencias_Destaque.asp?
Id_Sub_Referencia=8  63k  31 mai. 2006
Tempo sugerido: 3 horas
Caderno do professor / Globalizao e Trabalho  87
rea: Educao e trabalho Nveis I e II
1. Analise com seus alunos a charge de Angeli,
que mostra como v a nova ordem mundial.
2. Pergunte aos alunos: Em quais partes do
globo aparecem os ricos e os milionrios? E os
pobres e miserveis? Por que h essa distribuio
de renda to desigual?
3. Pesquise e compare, com os alunos, dados sobre
a distribuio da riqueza no mundo com
os da charge.
4. Anote no quadro as concluses da turma.
5. Pea aos alunos que criem outras charges fazendo
uma crtica  desigualdade na distribuio
de renda mundial.
Descrio da atividade
Atividade P Globalizao aprofunda abismo entre
ricos e pobres ou a nova ordem mundial
26
Te x t o
Objetivo
Analisar criticamente as relaes de poder que os
homens estabelecem entre si no mbito da atividade
produtiva e suas conseqncias.
Introduo
O que significa a nova ordem mundial? Ser possvel
aos pases pobres fazer circular suas mercadorias
nessa nova ordem? A nova ordem mundial
implica a reviso dos conceitos tradicionais
que, por dcadas, serviram para explicar a organizao
geopoltica e geoeconmica do espao
mundial. Hoje, o poder  medido pela capacidade
econmica  disponibilidade de capitais, avano
tecnolgico, qualificao da mo-de-obra, nvel de
produtividade e ndices de competitividade. A nova
ordem mundial  a constituio de um novo arranjo
geopoltico e econmico no plano internacional,
e no um novo mundo no qual impere o
respeito s minorias, aos excludos. Quais so as
implicaes dessa nova ordem na vida do trabalhador?
26CP02 TX26 pg 86_87 20.01.07 18:25 Page 87
88  Caderno do professor / Globalizao e Trabalho
rea: Matemtica Nveis I e II
1. Aps a leitura do texto, pea aos alunos que
faam o que o autor prope na sua concluso
do primeiro pargrafo: meditar sobre os perigos
do dado mal examinado e da estatstica
enganosa.
2. Ajude os alunos a fazer a mdia proposta por
Verissimo entre os saldos bancrios dele e os de
Antonio Ermrio (98,2% + 1.8% = 100/2 = 50).
3. Escreva no quadro os salrios de 16 alunos da
sala (ou de suas famlias). Apresente uma estimativa
de que o salrio de Bill Gates  R$
2 .000.000,00. Calcule a mdia dos salrios
(dos 16 alunos mais o de Bill Gates), somando
e dividindo por 17. Pergunte: Esta mdia representa
o salrio tpico do grupo?
4. Pergunte: A mdia  sempre boa para representar
um conjunto de valores? Pea que os
alunos, em grupos, dem e justifiquem sua
opinio. Oriente a discusso no sentido de
concluir que, em geral, a mdia  uma boa
maneira de representar o valor tpico quando
os nmeros de um conjunto so muito
prximos. Mas se os nmeros forem muito
distantes ou variarem entre valores extremos,
a mdia certamente ser enganadora.
5. Pea aos alunos que se lembrem de outras
situaes do cotidiano em que a mdia pode
ser enganadora.
Descrio da atividade 6. Oriente os clculos das mdias dos exemplos
que eles trouxerem, verificando o engano, se
for o caso. Compare com o exemplo do texto.
Atividade P Estatstica enganosa
27
Te x t o
Objetivos
 Conceituar e calcular mdia aritmtica.
 Compreender possveis enganos que a mdia
aritmtica permite.
Introduo
Luis Fernando Verissimo faz uma stira com a mdia
aritmtica quando diz que a mdia dos saldos
bancrios dele e dos de Antnio Ermrio de Morais
seria uma das mais altas do Brasil. Por que ele diz
que isso  uma iluso? Por que o raciocnio pela
mdia  uma iluso? O que significa esta iluso?
Resultado esperado: Identificar situaes
do cotidiano em que a mdia aritmtica  enganadora,
como mdias salariais que podem
esconder disparidades.
Tempo sugerido: 2 horas
27CP02 TX27 pg 88 20.01.07 18:25 Page 88
Caderno do professor / Globalizao e Trabalho  89
rea: Ingls Nvel II
1. Debata o texto com os alunos e pea que comentem
a afirmao do autor, em forma de
pergunta: Afinal, a happiness do seu filho est
diretamente ligada  freedom de seu pas,
isnt it?
2. Ponha na lousa as seguintes frases e listas de
palavras e expresses e pea que, copiem-as no
caderno, completando os espaos em branco:
a) Lets ___________ in the ___________ with me?
play tennis kitchen
swim park
play hide and seek swimming pool
take a walk(go for tennis court
watch tv garden
make a cake living-room
b) I just want to ___________ with my __________
go to the movies old slippers
ride on the street bike
go to sleep friends
have some soup new cd player
listen to my music noodles
go out dog
Descrio da atividade 3. Pea que, em duplas, criem dois dilogos entre
pais e filhos, usando as expresses e palavras
dos dois exerccios.
4. Ainda em duplas, criem frases em portugus,
 semelhana do texto, com as palavras happiness
e freedom.
Atividade P Invaso silenciosa
28
Te x t o
Objetivos
Possibilitar o aumento de vocabulrio e o treino
de frases e expresses tpicas em ingls. Levar 
percepo crtica da invaso da lngua inglesa e da
cultura norte-americana no cotidiano.
Introduo
O texto fala da tendncia que pais de classes socialmente
mais favorecidas tm tido em matricular
seus filhos desde pequenos em escolas bilnges. O
fato de que a lngua inglesa faz cada vez mais parte
do cotidiano das pessoas, principalmente no mercado
de trabalho, e de que as crianas aprendem
uma segunda lngua com facilidade e que isso tambm
contribui para o seu desenvolvimento cognitivo
est justificando essa escolha. O autor do texto
discute essa tendncia de forma bem-humorada,
mas, atravs do exemplo do caso da faculdade que
cita no texto, lana uma problemtica questo envolvendo
essa verdadeira invaso silenciosa.
Resultados esperados:
a) Aumentar o vocabulrio e o domnio sobre
construes e expresses em ingls.
b) Ter maior viso crtica da influncia econmica
e cultural a que o Brasil est sujeito.
Tempo sugerido: 4 horas
28CP02 TX28 pg 89 20.01.07 18:24 Page 89
90  Caderno do professor / Globalizao e o mundo do trabalho
rea: Economia solidria Nvel II
1. Faa a leitura do texto com os alunos, destacando
e explicando palavras e conceitos desconhecidos.
Divida a turma em 3 grupos. O grupo
1 far uma discusso sobre as causas da imigrao.
O grupo dever listar pelo menos trs
causas. O grupo 2 discutir as conseqncias das
migraes, listando trs conseqncias para o local
de onde saem os imigrantes e trs conseqncias
para o local em que eles se estabelecem.
O grupo 3 ir listar as alternativas para
evitar as migraes movidas pela necessidade.
2. Cada grupo escolher um representante para
colocar na lousa os itens listados e outro
membro do grupo para ir explicando o que o
grupo discutiu em relao a cada item.
3. Proponha o desenvolvimento da economia solidria
como uma das alternativas para gerar trabalho
e renda tanto para evitar as migraes
quanto para integrar os trabalhadores na nova
sociedade.
4. Proponha aos alunos a produo de um texto
com o tema Como deveria ser a economia
para que ningum tivesse que migrar em busca
de uma vida melhor.
Descrio da atividade
Atividade P Alternativas para a migrao
29
Te x t o
Objetivo
 Contribuir para uma reflexo sobre as causas
socioeconmicas dos processos migratrios e
sobre a possibilidade de a economia solidria
tornar-se uma das alternativas para os problemas
gerados por esses processos.
Introduo
O debate sobre as migraes entre pases tem se
acentuado nos ltimos anos. Os pases ricos, em
geral, tm procurado impor restries ao processo
de entrada de imigrantes. Por outro lado, raramente
se reflete sobre as razes sociais e econmicas
das migraes. O que leva as pessoas a sarem
de sua terra natal? Quais so os problemas que
induzem a esse processo? Que conseqncias a
migrao produz no pas de origem e no de destino?
Que alternativas existem para evitar as migraes
por necessidade econmica e para dar
um oportunidade aos imigrantes ilegais?
Resultado esperado: Produzir um texto expressando
uma compreenso mais aprofundada
do fenmeno das migraes, suas causas, conseqncias
e alternativas.
Dicas do professor: Assista com os alunos ao fime Gaijin,
de Tizuka Yamazaki, que retrata a migrao de
japoneses para o Brasil.
Tempo sugerido: 2 horas
29CP02 TX26 pg 90 20.01.07 18:26 Page 90
Caderno do professor / Globalizao e Trabalho  91
rea: Geografia Nveis I e II
1. Leia e interprete o texto com os alunos.
2. Faa uma sesso de relatos orais em que cada
aluno conte a sua histria, a origem (localizao
espacial) das suas famlias. Socialize as histrias,
identificando fatores mais comuns de
atrao e de expulso de habitantes de diferentes
regies do Brasil.
3. Solicite os alunos que destaquem no texto: os
principais motivos de perseguio e emigrao
forada das pessoas e as caractersticas das
naes com maior proporo de refugiados.
4. Localize no mapa-mndi os principais pases
de origem dos refugiados globalizados.
5. Promova o seguinte debate: Os refugiados tm
seus direitos respeitados?
Descrio da atividade 6. Levante com os alunos os direitos que so negados
aos refugiados.
7. Elabore um cartaz com imagens e frases sobre
os direitos humanos e de cidadania das pessoas,
denunciando a negao desses direitos
aos imigrantes.
Atividade P Refugiados no planeta Terra: direitos humanos e de cidadania
30
Te x t o
Objetivo
Analisar a situao dos povos refugiados e a
questo dos direitos humanos e de cidadania na
sociedade globalizada.
Introduo
Os discursos que enaltecem a globalizao elogiam
a liberdade de comrcio entre as naes, a livre
circulao de mercadorias, capitais, informaes,
tecnologias. Entretanto, o mesmo no ocorre
com as pessoas. Quantos pases, em diferentes
momentos da histria, chegam a construir muros,
cercas para fechar suas fronteiras e impedir a entrada
de imigrantes? No mundo global, alm das
questes polticas, tnicas e religiosas que obrigam
milhares de pessoas a viver em pases diversos
do seu, o desemprego estrutural, a fome e a
falta de acesso aos direitos bsicos de cidadania
que atingem os pases pobres obrigam milhares de
pessoas a arriscar suas vidas em tra-vessias ilegais
e clandestinas em busca de melhores condies de
vida em outros pases. Exemplo disso  a emigrao
de brasileiros para os EUA e para a Europa em
busca de trabalho. Alm disso, existem os refugiados
ambientais, ou seja, aquelas pessoas que se
vem obrigadas a ir embora ou porque lhes  negado
o acesso  terra ou porque a sua regio no
lhe permite satisfazer suas necessidades bsicas
(por exemplo, os refugiados das regies de seca
ou de enchente no Brasil). Os dados apresentados
nos permitem identificar regies, pases que atraem
e que expulsam pessoas. Analise a situao
com os alunos tendo como ponto de partida a
histria de vida do grupo, relacionando-a 
questo dos direitos humanos e de cidadania.
Certamente, na turma h pessoas cujas famlias
migraram por alguma razo apontada no texto
ou outras relacionadas ao mundo do trabalho.
Resultados esperados:
a) Conscientizar-se do problema da negao social
dos direitos humanos e de cidadania.
b) Elaborar um cartaz com imagens e frases em
que se note a expresso dessa conscientizao.
Tempo sugerido: 2 horas
30CP02 TX30pg 93_95 20.01.07 18:27 Page 91
92  Caderno do professor / Globalizao e Trabalho
rea: Histria Nveis I e II
1. Faa um levantamento dos conhecimentos dos
alunos sobre refugiados: o que so, quais
histrias conhecem sobre o assunto, o que
sabem dos refugiados atuais, por que as pessoas
tornam-se refugiadas, o que acontece
com elas, etc.
2. Leia o texto proposto e confronte o que os
alunos sabiam com o que ele diz.
3. Construa um quadro-sntese: o que significa,
por que existem refugiados, quem so, exemplos
conhecidos (tipo, poca, lugar).
4. Faa um levantamento do que sabem sobre
refugiados da seca do Nordeste.
5. Proponha uma pesquisa sobre as secas nordestinas
e o destino dos flagelados da seca.
Descrio da atividade 6. Amplie o quadro-sntese para incluir as informaes
pesquisadas.
Atividade P Refugiados da seca
30
Te x t o
Objetivo
Debater o conceito de refugiado e estudar as circunstncias
histricas e geogrficas de refugiados
da seca no Brasil.
Introduo
Apesar de existir uma preocupao atual com os
refugiados, por conta das desigualdades e da intolerncia
poltica, tnica e religiosa, na histria
de vrios locais h exemplos de refugiados que
emigraram para outros pases ou se deslocaram
em seu prprio territrio por conta de guerra,
fome, pobreza e perseguies. Na histria do
Brasil houve momentos contundentes de refugiados
da seca do semi-rido do Nordeste que migravam
do campo para as cidades ou para outra
regio. No Cear, nas secas de 1877, 1915, 1932
e de 1942, por exemplo, famlias inteiras fugiram
para cidades, reivindicando trabalho e comida:
saquearam armazns e viveram da caridade
pblica e privada. Para cont-las, chegaram a
existir campos de refugiados prximos s estaes
de trem a fim de impedir que circulassem
livremente. Alm disso, muitos flagelados foram
trabalhar na extrao da borracha no Amazonas,
tornando-se responsveis pela ocupao do Acre.
Outros migraram para So Paulo e Rio de Janeiro
e foram integrados principalmente  indstria.
Contexto no mundo do trabalho: A situao dos refugiados
est ligada  busca de melhores condies de vida,
o que implica a sua incluso no mercado de trabalho.
Muitas vezes, por fazerem concorrncia  mo-de-obra do
local onde se refugiam, podem ser alvo de preocupao
do Estado e de discriminao por parte da sociedade.
Resultado esperado: Debater o conceito de
refugiado, identificar as regies de origem, compreender
as circunstncias histricas dos refugiados
da seca no Brasil, registrando num quadrosntese
as concluses de seus estudos e do debate.
Dicas do professor: Sobre os refugiados da seca do
Nordeste, leia O Quinze, de Raquel de Queiroz. (Siciliano).
Site  Frederico de Castro Neves. Getlio e a seca: polticas
emergenciais na era Vargas. Universidade Federal do Cear.
http://www.scielo.br/scielo.php
Tempo sugerido: 8 horas
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Caderno do professor / Globalizao e Trabalho  93
rea: Matemtica Nvel I
1. Aps a leitura do texto, pergunte aos alunos
o significado de per capita, ou seja, por
cabea, por pessoa.
2. Pea que a turma calcule a renda per capita ao
dia nas naes com maior proporo de refugiados
do mundo. Arredonde o valor para trabalhar
com duas casas decimais. Transforme
esse valor em real. (Veja o valor do dlar e
considere 1 ano = 365 dias.)
3. Cada aluno deve calcular a renda mensal de
sua casa utilizando a renda per capita calculada
no item anterior.
4. Pea que cada aluno calcule a renda per capita
real de sua famlia somando os rendimentos
daqueles que possuem alguma fonte renda e
dividindo pelo nmero de moradores da casa.
5. Oriente-os a transformar este valor em dlar
(divida a renda per capita pelo preo do
dlar).
6. Pea que comparem sua renda per capita com
a dos refugiados.  maior ou menor?
7. Pea aos alunos que respondam a seguinte pergunta,
utilizando as informaes contidas no
texto e as das atividades propostas: Economicamente,
voc pode ser considerados flagelado?
Descrio da atividade
Atividade P Somos flagelados econmicos?
30
Te x t o
Objetivo
Operaes com nmeros decimais.
Introduo
A renda per capita  uma forma de comparao
entre famlias, grupos ou naes. Ser que podemos
comparar os refugiados com alguns grupos
do Brasil a partir apenas de uma informao
econmica?
Resultados esperados: Compreender a
noo de renda per capita e comparar sua renda
com a de outros habitantes do globo atravs da
converso de sua renda para o dlar.
Material indicado:
P calculadora
Tempo sugerido: 2 horas
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rea:
Proposta de atividade
Nvel
Nome da atividade P
21
T e x t o
Objetivos:
Descrio:
Lista de materiais:





Coleo Cadernos de EJA
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Anotaes:
Coleo Cadernos de EJA
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Expediente
Comit Gestor do Projeto
Timothy Denis Ireland (Secad  Diretor do Departamento da EJA)
Cludia Veloso Torres Guimares (Secad  Coordenadora Geral da EJA)
Francisco Jos Carvalho Mazzeu (Unitrabalho)  UNESP/Unitrabalho
Diogo Joel Demarco (Unitrabalho)
Coordenao do Projeto
Francisco Jos Carvalho Mazzeu (Coordenador Geral)
Diogo Joel Demarco (Coordenador Executivo)
Luna Kalil (Coordenadora de Produo)
Equipe de Apoio Tcnico
Adan Luca Parisi
Adriana Cristina Schwengber
Andreas Santos de Almeida
Jacqueline Brizida
Kelly Markovic
Solange de Oliveira
Equipe Pedaggica
Cleide Lourdes da Silva Arajo
Douglas Aparecido de Campos
Eunice Rittmeister
Francisco Jos Carvalho Mazzeu
Maria Aparecida Mello
Equipe de Consultores
Ana Maria Roman  SP
Antonia Terra de Calazans Fernandes  PUC-SP
Armando Lrio de Souza  UFPA  PA
Clia Regina Pereira do Nascimento  Unicamp  SP
Eloisa Helena Santos  UFMG  MG
Eugenio Maria de Frana Ramos  UNESP Rio Claro  SP
Giuliete Aymard Ramos Siqueira  SP
Lia Vargas Tiriba  UFF  RJ
Lucillo de Souza Junior  UFES  ES
Luiz Antnio Ferreira  PUC-SP
Maria Aparecida de Mello  UFSCar  SP
Maria Conceio Almeida Vasconcelos  UFS  SP
Maria Mrcia Murta  UNB  DF
Maria Nezilda Culti  UEM  PR
Ocsana Sonia Danylyk  UPF  RS
Osmar S Pontes Jnior  UFC  CE
Ricardo Alvarez  Fundao Santo Andr  SP
Rita de Cssia Pacheco Gonalves  UDESC  SC
Selva Guimares Fonseca  UFU  MG
Vera Cecilia Achatkin  PUC-SP
Equipe editorial
Preparao, edio e adaptao de texto:
Editora Pgina Viva
Reviso:
Ivana Alves Costa, Marilu Tassetto, Mnica Rodrigues de Lima,
Sandra Regina de Souza e Solange Scattolini
Edio de arte, diagramao e projeto grfico:
A+ Desenho Grfico e Comunicao
Pesquisa iconogrfica e direitos autorais:
Companhia da Memria
Fotografias no creditadas:
iStockphoto.com
Apoio
Editora Casa Amarela
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